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Centenário Eugénio de Andrade | Alberto Serra & Carlos Azevedo | 19 Janeiro | 19h00

Recital | Histórias de vida do poeta

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Centenário Eugénio de Andrade | Alberto Serra & Carlos Azevedo | 19 Janeiro | 19h00 Centenário Eugénio de Andrade | Alberto Serra & Carlos Azevedo | 19 Janeiro | 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


19 Janeiro | 19h00

Gravado no Auditório do Liceu Camões,
em Lisboa, pela RTP / Antena 2
a 16 de Novembro de 2022


Centenário de Eugénio de Andrade
Histórias de vida do poeta

Recital Alberto Serra (voz / leitura) & Carlos Azevedo (piano / paisagens sonoras)


Poemas de Eugénio de Andrade
com música improvisada







Arte dos versos
Não sei
Nunca o verão se demorara
Música, levai-me
Levar-te à boca
Respiro o teu corpo
As palavras
Os amigos

As amoras
Calcedónia
Veneza
Lettera amorosa
As cabras
Nocturno a duas vozes

Solidão
Frente a frente
O sorriso
Passamos pelas coisas sem as ver
A poesia não vai à missa

Devias estar aqui rente aos meus lábios
Como se houvesse uma tempestade
Pequena elegia de setembro (excerto)

Três ou quatro sílabas
Poema à mãe
Ao Miguel, no seu quarto aniversário, e contra o nuclear
É urgente o amor
Os trabalhos da mão






@ DR

Eugénio de Andrade | Nasceu na freguesia de Póvoa de Atalaia, no Fundão, no dia 19 de janeiro de 1923. Mudou-se para Lisboa aos dez anos devido à separação dos seus pais.
Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936. Em 1938, aos 15 anos, enviou alguns desses poemas a António Botto que, gostando do que leu, o quis conhecer, encorajando-lhe a veia literária.
Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de Inspector Administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da extinta Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.
Durante os anos que se seguem até à data da sua morte, o poeta fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, como Joel Serrão, Miguel Torga, Afonso Duarte, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Joaquim Namorado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa Luís, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny, José Luís Cano, Ángel Crespo, Luis Cernuda, Jaime Montestrela, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder, Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge, Óscar Lopes, e muitos outros.
Apesar do seu enorme prestígio nacional e internacional, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da chamada vida social, literária ou mundana, tendo o próprio justificado as suas raras aparições públicas com «essa debilidade do coração que é a amizade».
Recebeu inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001).A 8 de julho de 1982 foi feito Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico e a 4 de Fevereiro de 1989 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.
Faleceu a 13 de junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada. Encontra-se sepultado no Cemitério do Prado do Repouso, no Porto. A sua campa é rasa em mármore branco, desenhada pelo arquitecto seu amigo Siza Vieira, possuindo os versos do seu livro As Mãos e os Frutos.





Alberto Serra | Nasceu em Barcelos em 1957, homem da comunicação, começou na imprensa regional. Passou depois por várias rádios, Rádio antena Minho, Braga, Rádio Nova e TSF. Em televisão, esteve na SIC, RTP e RTP2. É autor de reportagens premiadas, Sina de cigano, RTP, e Rostos de Pedra, SIC. São também da sua autoria os documentários: Levantado do Chão, único documentário sobre a vida e obra do Nobel português, Um Sítio onde Pousar a Cabeça, sobre a vida e a obra de António Manuel Pina. Autor de três livros de poesia: O Amparo do DemónioMorrer Devagar Para que Lado Repousa a Infância. Em 2015 foi agraciado com a medalha de Mérito Cultural, pela Câmara Municipal de Barcelos.




Carlos Azevedo | Nasceu em Vila Real, em 1964 estudou composição na Escola Superior de Música do Instituto Politécnico do Porto. Posteriormente estudou com George Nicholson na Universidade de Sheffield, onde obteve o mestrado em composição e mais tarde o Doutoramento. A sua lista de obras inclui desde música de câmara, peças orquestrais e para instrumentos a solo. Dirigiu e foi pianista da Orquestra Jazz de Matosinhos durante 25 anos, tendo tido também uma grande colaboração como compositor e arranjador. Como pianista de Jazz tem participado em muitos festivais de Jazz e tem vários discos editados. No presente lidera um quarteto com o qual editou, este ano, para a Carimbo Porta Jazz um CD intitulado Serpente. Faz também parte do quarteto Mazam com quem também editou, em março, um CD para a editora Clean Feed. Atualmente é professor do curso de composição na ESMAE.    














Fotos Jorge Carmona / Antena 2