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Concerto de Ano Novo | Gulbenkian | 4 Janeiro 19h00

Transmissão direta

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Concerto de Ano Novo | Gulbenkian | 4 Janeiro 19h00 Concerto de Ano Novo | Gulbenkian | 4 Janeiro 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


4 Janeiro 19h00

Concerto de Ano Novo 

Chen Reiss, Soprano 
Francisco Lima Santos, Violino
Orquestra Gulbenkian
Nuno Coelho, Maestro

 
Programa

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Abertura de As Criaturas de Prometeu, op. 43

Franz Schubert (1797-1828) - Rosamunde: música de bailado nº 2

Wolfgang A. Mozart - Exsultate, jubilate, K. 165

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Final de As Criaturas de Prometeu, op. 43

Carl Otto Nicolai (1810-1849) - Abertura da ópera As Alegres Comadres de Windsor

Johann Strauss II (1825-1899) - Sob Trovões e Relâmpagos, op. 324
       - Vozes da Primavera, op. 410

Josef Strauss (1827-1870) - A Libélula, Polca-Mazurca op. 204

Fritz Kreisler (1875-1962) - Sofrimento de Amor e Alegria de Amor

Johann Strauss II (1825-1899) - Abertura da opereta O barão cigano
      - Sons da Pátria, ária da opereta O Morcego
        - No Belo Danúbio Azul, op. 314




Transmissão direta
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Alexandra Louro de Almeida


Concerto de Ano Novo com uma presença generosa de peças dos irmãos Johann Strauss II e Josef Strauss, para além de relevantes obras de Mozart, Beethoven e Schubert. Entre as mais famosas, a valsa O Belo Danúbio Azul, a popular criação de Johann Strauss II estreada em 1867 e, desde então, um seríssimo caso de sucesso. Para os cinéfilos, e não só, melodia intimamente ligada ao "bailado espacial" de 2001 – Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. 
Destaque também para a presença da soprano Chen Reiss, já uma certeza nos grandes palcos mundiais dos nossos dias.



Chen Reiss nasceu em Israel. Concluiu a sua formação vocal em Nova Iorque e ingressou na companhia da Ópera da Baviera (Munique), sob a direção de Zubin Mehta. Interpretou papéis principais na Ópera de Viena, no Théâtre des Champs-Élysées, no Scala de Milão, na Semperoper Dresden, na Deutsche Oper Berlin, na Ópera de Hamburgo e na Ópera de Israel, entre outros palcos. 
Em 2018 estreou-se na Royal Opera House, no papel de Zerlina (Don Giovanni), sob a direção de M. Minkowski. Estreou-se também no Teatro Real de Madrid e no Gran Teatre del Liceu de Barcelona, sob a direção de W. Christie. Como solista de concerto, apresentou-se nos festivais de Salzburgo, Schlewig-Holstein, Ludwigsburg, Rheingau e Lucerna, no Carnegie Hall de Nova Iorque e no Musikverein de Viena, sob a direção de maestros como D. Barenboim, C. Eschenbach, D. Harding, M. Honeck, M. Janowski, P. Järvi, M. Minkowski, D. Runnicles, C. Thielemann ou F. Welser-Möst. O seu diversificado repertório de ópera inclui, entre outros papéis: Gilda (Rigoletto), Adina (L’elisir d’amore), Nannetta (Falstaff ), Oscar (Un Ballo in Maschera), Marie (La fille du régiment), Rosina (O barbeiro de Sevilha), Pamina (A Flauta Mágica), Ilia (Idomeneo), Servilia (La clemenza di Tito), Konstanze (O Rapto do Serralho), Gretel (Hansel e Gretel), Adele (O Morcego), e o papel principal em A Raposinha Matreira de Janácek. Com a Filarmónica de Berlim e o maestro Simon Rattle, participou na banda sonora do filme O Perfume, baseado no livro de Patrick Süskind.



Natural de Lisboa, Francisco Lima Santos estudou na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, na Escola Superior de Música de Lisboa, no Koninklijk Conservatorium, em Bruxelas e na Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid, na classe de Ana Chumachenko e Zograb Tatevosyan. Foi bolseiro e concertino da Orquestra Sinfónica Juvenil, tendo-se apresentando também a solo em várias salas de espetáculos nacionais. Integrou o projeto Orquestra XXI desde o início.
Foi membro da Orquestra de Jovens da União Europeia, tendo tocado em importantes salas da Europa. Durante os seus estudos, foi premiado na categoria de violino em vários concursos, tais como, Concurso Internacional do Fundão, Prémio José Augusto Alegria e Prémio Jovens Músicos. Em 2016 venceu o Prémio Vasco Barbosa e, nesse mesmo ano, apresentou-se a solo com a Orquestra Sinfónica Portuguesa no Teatro Nacional de São Carlos.
Integra o Artium Trio, agrupamento vencedor do Prémio Jovens Músicos 2016, na categoria de Música de Câmara. Colaborou com várias orquestras europeias, incluindo a Sinfónica de Euskadi, a Nacional da Bélgica e a Filarmónica de Munique. Tem integrado regularmente o Festival Cantabile, apresentando-se em concertos de música de câmara com músicos como Diemut Poppen, Ivan Monigetti, Christel Lee e Barnabas Kelemen. É 1º Concertino Auxiliar da Orquestra Gulbenkian desde 2017.




Nuno Coelho nasceu no Porto em 1989. Estudou violino no Conservatório de Música do Porto, em Klagenfurt e em Bruxelas. Estudou direção de orquestra, com Johannes Schaefli, na Universidade das Artes de Zurique. Em 2017 venceu o Concurso Internacional de Direção da Orquestra de Cadaqués. No verão de 2018 foi nomeado Maestro Convidado da Orquestra Gulbenkian e assistente de Gustavo Dudamel na Filarmónica de Los Angeles.
Para além dos seus projetos em Lisboa e Los Angeles, os seus compromissos para a corrente e a próxima temporadas incluem a direção da Filarmónica Real de Liverpool, da Orquestra do Ulster, da Orquestra Nacional de Lille, da Orquestra Beethoven de Bona, da Orchester Musikkollegium Winterthur, da Sinfónica de Castela e Leão e da Sinfónica da Galiza.
Maestro Assistente da Filarmónica dos Países Baixos entre 2015 e 2017, Nuno Coelho regressou em julho de 2018 para um concerto no Concertgebouw de Amesterdão, integrado no festival Robeco Summer Nights. Outras atuações recentes incluem a Orquestra de Câmara dos Países Baixos, a Orquestra de Câmara de Basileia, a Sinfónica Portuguesa e a Sinfónica de Basileia.
Em junho de 2018, dirigiu a Orquestra do Real Concertgebouw como participante na RCO Daniele Gatti Masterclass. 
Participou também em masterclasses dos maestros Esa-Pekka Salonen e Bernard Haitink e foi maestro assistente de Andris Nelsons, Christoph von Dohnányi, Thomas Adès, Stéphane Denève e Stefan Ausbury em Tanglewood. Em 2016 foi maestro assistente de Marc Albrecht na produção de Pierre Audi de Parsifal, de Wagner, na Ópera Nacional Holandesa. Outros projetos de ópera incluem Os Sete Pecados Mortais, La Traviata, Cavalleria Rusticana e Rusalka.
Entre 2014 e 2016, Nuno Coelho foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Venceu o Prémio Jovens Músicos na categoria de Direção de Orquestra (2016), foi um dos premiados com o Neeme Järvi Prize, atribuído pelo Festival Menuhin de Gstaad e foi finalista na Nestlé and Salzburg Festival Young Conductors Competition. Em 2015 foi aceite no Dirigentenforum do Conselho Alemão da Música, uma plataforma de formação e promoção de jovens maestros na Alemanha.



Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de mais de cinquenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas.
Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. 





Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP