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Grande Auditório Reinaldo Francisco / Produção: Susana Valente

Concertos

D. Poppen, P. Gomziakov e P. Mahidara | 27 Novembro | 21h00

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D. Poppen, P. Gomziakov e P. Mahidara | 27 Novembro | 21h00 D. Poppen, P. Gomziakov e P. Mahidara | 27 Novembro | 21h00

© Jorge Carmona / Antena 2


27 Novembro 21h00

Realização e Apresentação: Reinaldo Francisco 
Produção: Alexandra Louro de Almeida / Cristina do Carmo / Zulmira Holstein
Gravação pela Antena 2/RTP
no Pequeno Auditório 
do Centro Cultural de Belém 
a 23 de Maio de 2019    


Diemut Poppen | Pavel Gomziakov | Pallavi Mahidara

Be Or Not BE

Música de Câmara
Diemut Poppen, viola
Pavel Gomziakov, violoncelo
Pallavi Mahidhara, piano


Programa

J. S. Bach - Sonata nº 3 BWV 1029 em Sol menor para viola, violoncelo e piano

L. V. Beethoven - Sonata nº 3 em Lá maior, op. 69, para violoncelo e piano

S. Prokofiev - Seleção de peças do bailado Romeu e Julieta para viola e piano

J. Brahms - Trio em Lá menor, op. 114, para viola, violoncelo e piano




Nos anos 80 do século XIX, Hans von Bülow consagrava a ideia de uma trindade sagrada na história da música. Bülow dizia «eu acredito em Bach, o pai, Beethoven, o filho e Brahms, o espírito santo da música». A verdade é que para muitos estes são os compositores incontornáveis da música ocidental, contudo a constatação não deixou de gerar polémica. Para Peter Cornelius, o terceiro B era Berlioz, já para Lopes-Graça esse terceiro B seria Béla Bartók. Neste concerto três músicos de craveira internacional decidiram brincar com o conceito e colocar a questão «B or not B?» E uma vez que frase é de insiração shakespereana o «não B», surge sob a inspiração de Shakespeare. Assim, partiremos de Bach, passamos por Beethoven, chegamos a Brahms e terminamos com um Romeu e Julieta revisitado por Prokofiev, representante dos comuns mortais compositores, excluídos dessa santíssima trindade da música, mas inspirado pelo espírito mais sagrado do teatro: William Shakespeare.



    

Concerto de Música de Câmara integrado em For Goodness Sake - Ciclo William shakespeare
Revisitar Shakespeare é sempre um desafio, dada a proliferação de estudos universitários, encenações e adaptações que foram sendo feitas ao longo dos tempos pelos mais diversos discursos artísticos - do teatro ao cinema, do ensaio à literatura e à dança. Contudo, se a sua biografia ainda é terreno de polémicas, a sua obra continua a fascinar pelo que tem de avassalador na abordagem da natureza das paixões humanas e a suscitar releituras de criadores contemporâneos, que é o propósito deste ciclo.




Reconhecida como uma das maiores violetistas do nosso tempo, Diemut Poppen estudou com Y. Bashmet, K. Kashkashian, B. Giuranna, H. Schlichtig, e P. Schidlof (Quarteto Amadeus). Como solista e violetista de câmara, Poppen toca nas mais prestigiadas salas de concerto - Barbican Centre, Queen Elisabeth Hall, Wigmore Hall - e tem sido convidada para participar nos festivais de C. Abbado, A. Schiff, G. Kremer, T. Mork, L. Kavakos e N. Gutman.
Como solista, colaborou com Mahler Chamber Orchestra, Nordwestdeutsche Philharmonie, Rundfunkorchester SR, Orquestra Gulbenkian, Armenian Philharmonic, Chamber Orchestra of Europe com Heinz Holliger, Frans Brüggen, Claudio Abbado e Eduard Topchyan. Foi viola solo e membro fundador da Chamber Orchestra of Europe. Galardoada com o "European Music Prize", é atualmente professora em Lausanne, na Academia de Música de Detmold, e na Escola de Música Reina Sofia em Madrid. Com uma vasta experiência na direcção de festivais, Diemut Poppen é Diretora Artística do Cantabile Festival desde o seu início em 2010 e dos Rigi Musiktage.
O seu repertório, excecionalmente extenso, inclui concertos clássicos para viola, obras de música de câmara e de música contemporânea, contando com estreias de obras escritas para ela por compositores contemporâneos, como o concerto para viola de A. Pinho Vargas (2016)



Pavel Gomziakov,  natural de Tchaikovsky, na região de Ural, na Rússia,  iniciou os seus estudos de violoncelo aos nove anos. Aos catorze anos mudou-se para Moscovo, onde estudou na Escola Gnessin e no Conservatório Estatal de Moscovo, com Dmitri Miller. Prosseguiu a sua formação com Natalia Schakhovskaya, na Escola Superior de Música Reina Sofia, em Madrid. Mais tarde, formou-se com Philippe Muller, no Conservatório Nacional de Paris.Em 2010, estreou-se nos EUA, com a Orquestra Sinfónica de Chicago, conduzida por Trevor Pinnock, voltando em junho de 2012. Tem atuado na Europa, América do Sul e Japão. Recentes e futuros compromissos incluem concertos com a Orquestra de Câmara Finlandesa, a Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, a Orquestra Nacional Russa, a Orquestra Sinfónica de Seattle, a Orquestra Gulbenkian, I Pomeriggi Musicali Milano, a Filarmónica Báltica Polaca, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Südwestdeutsche Philharmonie Konstanz, a Orquestra de Avinhão e a Filarmónica Nacional da Rússia. Foi solista convidado da New Japan Philharmonic, Orquestra de Câmara de Londres, Orquestra Nacional de Montpellier, Orquestra Filarmónica de Kansai, Orquestra Nacional de Lille, sob a direção de reputados maestros como Jesus López Cobos, Christopher Warren-Green, Trevor Pinnock e Valery Gergiev.


Em música de câmara, realizou com Maria João Pires uma digressão, em salas como o Théâtre des Champs-Elysées, em Paris; Victoria Hall, em Genebra; Teatro Real, em Madrid; Köln Philharmonie; Konzerthaus, em Viena; o CCB, em Lisboa; e Sumida Tryphony Hall, em Tóquio. A sua gravação, dos últimos trabalhos de Chopin, para a Deutsche Grammophon, foi nomeada para um Grammy. Colabora regularmente com, Augustin Dumay, Louis Lortie, Andreï Korobeinikov, Vanessa Wagner e Anastasya Terenkova.
Lançou, em 2016, pela Editora Onyx, os Concertos para Violoncelo, de Haydn, onde, graças ao empréstimo do Museu Nacional da Música em Lisboa, tocou no violoncelo Stradivarius "Chevillard King of Portugal", de 1725, pertencente à família real portuguesa. Em 2012, gravou o Concerto para Violoncelo nº 1 de Saint-Saëns e La Muse et le Poète, com a Orquestra Filarmónica de Kansai e Augustin Dumay.




Pallavi Mahidara | A pianista afro-americana estreou-se com orquestra aos 10 anos, tocando no Ravinia Festival em Chicago. Foi a vencedora do 2º prémio e do Young Audience Award da 69ª Competição Internacional de Piano de Genebra e da VI Competição Internacional Prokofiev em São Petersburgo, na Rússia. Venceu o Steinway Förderpreis na Alemanha, o Astral Artists National Auditions nos EUA e recebeu em várias ocasiões o prémio "Sobresaliente" das mãos da rainha Sofia da Espanha.
Elogiada pela sua interpretação única e presença carismática no palco, realizou concertos a solo e orquestrais nos cinco continentes, apresentando-se no Konzerthaus em Berlim, no Auditório Nacional em Madrid, no Kennedy Center em Washington DC e no Grand Hall of Dimitri Shostakovich Philharmonia em São Petersburgo, Rússia.
Pallavi foi distinguida por Sir András Schiff para acompanhar a sua série de concertos, Building Bridges, uma plataforma para apoiar e promover jovens pianistas. Abriu a temporada 2019-2020 da série com um recital solo no Konzerthaus em Berlim e recentemente estreou-se na Beethoven Haus em Bonn. Os próximos eventos da temporada 2019-2020 incluem apresentações de concertos, recitais solo e música de câmara na Europa e nos Estados Unidos.
Na última temporada, Pallavi estreou-se no Konzerthaus em Berlim com o Metamorphosen Berlin sob a direção de Wolfgang Emanuel Schmidt, em Budapeste no MÜPA com a Danubia Orchestra Óbuda dirigido por Róbert Farkas e com a Eugene Symphony em Oregon com o colega Curtis, Teddy Abrams. Deu recitais de música de câmara em Lisboa com Diemut Poppen e Pavel Gomziakov, em Genebra com István Várdai e em Villefranche-sur-Mer com Theo Fouchennert. Em junho passado, ela fez uma apresentação especial do Játékok de Kurtag, a convite do Ensemble Vide, na Villa Bernasconi, em Genebra. Apresentou-se no 20º aniversário do Festival de Piano de Gijón com a OSPA em Gijón, Espanha.
Pallavi já participou em importantes festivais como o Marlboro Music e o Verbier Festival. Fez apresentações de música de câmara com artistas de nomeada como Wolfram Christ, Arnold Steinhardt, Peter Wiley e Michael Rusinek, e apresentou-se sob a direção de Arjan Tien e Thomas Sanderling, entre outros. 


Os projetos musicais de Pallavi cobrem uma ampla variedade, de obras clássicas clássicas a músicas de compositores contemporâneos e vivos, a projetos de fusão e crossover. Colaborou com o baterista Questlove do "The Roots" e a cantora / compositora internacional Keren Ann num concerto desafiante que funde o mundo clássico com artistas de hiphop, jazz e folk-pop, no Philadelphia International Festival of Arts. Fez performances de Double Sextet, de Steve Reich, com o conjunto vencedor de vários prémios Grammy, “eighth blackbird”. Estreou uma grande obra para piano, intitulada “Fantasia and Fugue in C” , de um dos principais compositores de filmes da Índia, Vanraj Bhatia.
Pallavi é bacharel pelo Instituto de Música Curtis e tem mestrado na Hochschule für Musik Hanns Eisler. Estudou vários anos com Dimitri Bashkirov na Escuela Superior de Música Reina Sofia, onde atualmente é professora de piano no Music & Culture Summer Camp, em Madrid.




    


Fotos Jorge Carmona / Antena 2