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Grande Auditório Reinaldo Francisco / Produção: Susana Valente

Concertos

Desidério Lázaro Quarteto | 7 Dezembro | 19h00

Liceu Camões

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Desidério Lázaro Quarteto | 7 Dezembro | 19h00 Desidério Lázaro Quarteto | 7 Dezembro | 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


Temporada Concertos Antena 2

7 Dezembro| 19h00

Auditório do 
Liceu Camões     
Entrada gratuita


Desidério Lázaro Quarteto | Oblivion


Desidério Lázaro, saxofones
Mário Delgado, guitarra elétrica
Cícero Lee, baixo elétrico
João Ventura, bateria





Programa

Apresentação do álbum Oblivion

Supernova
 
Burned Conscience
 
Rebound

Pelas Bandas de Tavira

Courage

Suspension Of Disbelief
 
Groovy
 
The Final Journey






Transmissão direta
Apresentação: João Almeida
Produção: Anabela Luís, Cristina do Carmo



Desidério Lázaro Quarteto | Desidério Lázaro, um dos melhores músicos de jazz português, não parou de criar e editar durante os vários confinamentos impostos durante a pandemia. 
Depois de Stillness in Time, álbum lançado em 2021 a duo com o pianista Daniel Bernardes, surge agora o álbum conceptual Oblivion editado pelo selo AsUR, lançado em setembro deste ano.
Desidério Lázaro é indiscutivelmente um dos mais aclamados artistas da sua geração. Nome que reúne consenso, elogiado pela crítica e público graças à honestidade da escrita e das suas melodias, que lhe conferem uma identidade só sua. 
Oblivion, 9º álbum em nome próprio do autor algarvio, surge como álbum conclusivo da tetralogia iniciada com Samsara (2012), seguida de Moving (2018) e Homegrown (2019), cuja temática dominante foi sempre uma reflexão filosófica sobre a condição humana e respetivas emoções. 
Os temas que compõem este disco – composições originais do saxofonista – seguem uma linha cada vez mais cinematográfica, procurando estabelecer pontes visuais com características heterogéneas, resultando numa mistura dinâmica de estados emocionais diversos. A estética situa-se nos meandros do jazz, piscando o olho de forma constante ao universo rock e, de forma fugaz, mas intensa, à suavidade da música erudita. A música, enérgica, procura sempre criar impacto no ouvinte ao mesmo tempo que o delicia com melodias imediatamente cantáveis. 
O novo trabalho de Desidério Lázaro surge na sequência de ter encontrado neste quarteto um grau de confiança inabalável de modo a projetar a música a níveis de qualidade verdadeiramente altos.



Desidério Lázaro | Nasceu em Faro, a 6 de junho de 1982. Inicou os seus estudos de flauta aos 6 anos de idade, mudando para o clarinete aos 10. Estudou música clássica nos conservatórios de Faro e Setúbal, onde foi aluno de Paulo Gaspar, e membro da Orquestra Clássica Juvenil do Algarve, Orquestra de Metais do Algarve, Camerata Musical do Barreiro e diversas bandas filarmónicas e agrupamentos de música de câmara. 
Em 2002 ingressou no estudo da música Jazz e do saxofone no Hot Clube de Portugal, novamente com Paulo Gaspar e Pedro Moreira. Dois anos mais tarde, mudou-se para Amesterdão, terminando com mérito a licenciatura em Jazz no Conservatório de Amesterdão, onde teve oportunidade de estudar com Ferdinand Povel, Jasper Blom e Dick Oatts. Em 2013 termina o Mestrado em Jazz Performance na Escola Superior de Música de Lisboa. 
Pelo caminho fez centenas de concertos por todo o país e no estrangeiro (Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Itália, Macau) e, a par da sua atividade como músico, leciona na Escola Superior de Música de Lisboa e Universidade Lusíada de Lisboa. 
Desidério Lázaro apresenta-se em variadíssimas formações que vão desde o jazz mais tradicional a vertentes mais contemporâneas (pop, funk, fusão), tendo já tocado com nomes como Mário Laginha, Maria João, Carlos Barretto, André Fernandes, Alexandre Frazão, assim como Luís Represas, The Black Mamba, Mafalda Veiga, Carlos do Carmo e B Fachada, entre outros. 
Como autor, tem apresentado os seus projetos nos principais festivais de jazz portugueses e salas de espetáculo do país. 
Iniciou-se nas edições discográficas em 2010 com Rotina Impermanente, e o seu trabalho mais recente é Stillness in time (Ed. autor, 2021). Conta assim com oito álbuns tendo sempre recebido críticas favoráveis e entusiastas, assim como diversas nomeações para “disco jazz do ano”.



Mário Delgado | Nasceu em 1962, em Águeda, e já em Lisboa iniciou os seus estudos musicais na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, nas classes de Zé Eduardo e David Gausden, tendo aí participado em vários combos e grupos formados por alunos. Dedicou-se também posteriormente à guitarra clássica, estudando com José Peixoto e Piñero Nagy na Academia de Amadores de Música de Lisboa. Durante a sua fase inicial participou em vários grupos com David Gausden, Carlos Martins, Maria João, Nana Sousa Dias, e tocou com vários músicos estrangeiros que se deslocaram a Portugal, o que consolidou as suas bases no jazz, e definiu uma personalidade musical muito ideossincrática e ao mesmo tempo aberta e eclética. Ao longo do tempo, Mário Delgado participou em seminários e workshops, nomeadamente com Bill Frisel, Atila Zoller, John Abercrombie, Barney Kessel, Kenny Burrel, David Liebman, Gary Burton, Jimmy Giuffre, Steve Lacy, Derek Bailey, Hans Benink, Zé Eduardo, Red Mitchel, Paul Motian, Joe Lovano e Hal Galper.
Mário Delgado colaborou e colabora regularmente com músicos portugueses de variadíssimas áreas, do jazz ao rock, ou à música popular, como Anamar, José Mário Branco, Mafalda Veiga,Lua Extravagante, entre outros, e é músico nas bandas de Jorge Palma, e na banda de Mário Laginha e Maria João, sendo ainda diretor musical do cantor Janita Salomé.
Delgado é um guitarrista com recursos e técnicas variadas na guitarra elétrica, o que lhe vêm dos diversos estilos provenientes das suas influências, que vão do rock ao jazz, e da música popular à música tradicional, as quais reutiliza de forma inventiva e criativa, criando padrões inesperados, dissonâncias, sons desconhecidos ou estranhos, sempre num tom levemente experimentalista e avant-garde.



Cícero Lee | Mais do que um baixista, é um incansável estudioso do instrumento, cujo objetivo pessoal é atingir um grau de expressividade e destreza que seja, de facto, digno de nota. É um percurso sinuoso, de enorme dedicação, do qual não consegue abdicar. 
É também contrabaixista, compositor, professor, fotógrafo, e uma forte presença no meio musical nacional em géneros que vão do Jazz ao Pop-Rock, passando pela World Music e Música Tradicional Portuguesa. 
O seu primeiro registo em nome próprio, Ventos (Sintoma Records, 2013), levou-o, entre 2013 e 2014, a atuar em dezenas de clubes e festivais de jazz em Portugal e outros países europeus. 
Colabora ativamente, desde 2009, com o músico Luís Represas, com quem tem tido a oportunidade de, como reconhece, conhecer Portugal mais profundamente. Esta relação criou a possibilidade de atuar ao lado de nomes incontornáveis na história da música Lusófona. Aqui destacam-se artistas como Ricardo Ribeiro, Martinho da Vila, Stewart Sukuma, João Gil, Jorge Palma, a que se juntam, provenientes de outras participações, nomes como Chico César, Cristina Branco, Rao Kyao, Paulo de Carvalho, Elisa Rodrigues, Janita Salomé e muitos mais, que o têm enriquecido enquanto músico e artista. 
Este percurso profissional levou-o a pisar grandes palcos, como o Centro Cultural de Belém, Coliseu dos Recreios, Rock In Rio, entre muitos outros. 
Em 2008 teve a oportunidade de estudar na Bass Collective, em Nova Iorque, e ainda, a título particular, com Jeff Andrews, Matthew Garrison, Lincoln Goines e Doug Weiss. 
Como professor, está inteiramente dedicado desde 2005 a um projeto educativo – a Escola de Música Interartes, em Cascais, onde é também coordenador. Esporadicamente envolve-se em workshops e masterclasses. 
Cícero Lee planeia dedicar-se cada vez mais à composição, a aprofundar o seu instrumento de eleição – o baixo elétrico – e a criar obras independentes dentro da música e da fotografia.



João Ventura | Nasceu a 1 de julho de 1998, é natural de Ota no concelho de Alenquer. Iniciou os seus estudos musicais aos 6 anos na Banda Filarmónica "A Serrana" em Serra D'el Rei no concelho de Peniche. Lá, aprendeu as bases da teoria musical e as primeiras bases de percussão. Aos quinze anos de idade ingressou no Curso Articulado de Música da Academia de Música de Óbidos na Classe de Percussão onde concluiu o Ensino Secundário sob a orientação da Professora Joana Costa. Participou em diversos estágios de orquestra orientados por diversos professores e maestros como Miguel Herrera, Paulo Assunção, Andreu Rico Esteves, Marco Fernandes, Rui Sul Gomes, Richard Buckley, Pedro Ferreira, Francisco Sequeira entre outros. Em 2018, enveredou academicamente pela área do Jazz, tendo ingressado no Curso Regular de Jazz da Escola de Jazz Luíz Villas-Boas - Hot Clube de Portugal, na vertente de Bateria, onde trabalhou nos primeiros 3 anos com
os professores Joel Silva e Pedro Viana. Atualmente, frequenta o 4o e último ano do mesmo curso, sob a orientação de Bruno Pedroso. Dentro desta área teve a oportunidade de trabalhar com vários músicos de renome nacional e internacional do Jazz, entre eles, Bruno Pedroso, Joel Silva, Pedro Viana, César Cardoso, Paulo Santo, Pedro Nobre, Joana Machado, Feodor Bívol, Bruno Pernadas, Luís Cunha, Nuno Costa, Isabel Rato, Francisco Brito, Alexandre Alves, Eng.: Bernardo Moreira, Guillermo Klein, John Hollenbeck, André Carvalho, João Carreiro, Romeu Tristão, Joana Espadinha, Margarida Campelo, Massimo Cavalli, Steve Coleman, Daniel Bernardes, André Santos, Bruno Santos, Luís Candeias, Miguel Barrosa, Óscar Graça, João Moreira, entre outros.






















Fotos Jorge Carmona / Antena 2