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Concertos

Diemut Poppen, Pavel Gomziakov e Pallavi Mahidhara | 23 Maio

Centro Cultural de Belém

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Diemut Poppen, Pavel Gomziakov e Pallavi Mahidhara | 23 Maio Diemut Poppen, Pavel Gomziakov e Pallavi Mahidhara | 23 Maio

© Jorge Carmona / Antena 2


23 Maio | 19h00

Pequeno Auditório
Centro Cultural de Belém 


Diemut Poppen, Pavel Gomziakov e Pallavi Mahidhara

Diemut Poppen, viola
Pavel Gomziakov, violoncelo
Pallavi Mahidhara, piano


Programa

Be Or Not BE

J. S. Bach (1685-1750) - Sonata nº 3 BWV 1029 em Sol menor para viola, violoncelo e piano

L. V. Beethoven (1770-1827) - Sonata nº 3 em Lá maior, op. 69, para violoncelo e piano

S. Prokofiev (1891-1953) - Seleção de peças do bailado Romeu e Julieta para viola e piano

J. Brahms (1833-1897) - Trio em Lá menor, op. 114, para viola, violoncelo e piano



Nos anos 80 do século XIX, Hans von Bülow consagrava a ideia de uma trindade sagrada na história da música. Bülow dizia «eu acredito em Bach, o pai, Beethoven, o filho e Brahms, o espírito santo da música». A verdade é que para muitos estes são os compositores incontornáveis da música ocidental, contudo a constatação não deixou de gerar polémica. Para Peter Cornelius, o terceiro B era Berlioz, já para Lopes-Graça esse terceiro B seria Béla Bartók. Neste concerto três músicos de craveira internacional decidiram brincar com o conceito e colocar a questão «B or not B?» E uma vez que frase é de insiração shakespereana o «não B», surge sob a inspiração de Shakespeare. Assim, partiremos de Bach, passamos por Beethoven, chegamos a Brahms e terminamos com um Romeu e Julieta revisitado por Prokofieff, representante dos comuns mortais compositores, excluídos dessa santíssima trindade da música, mas inspirado pelo espírito mais sagrado do teatro: William Shakespeare.



Gravação para posterior transmissão
Produção: Anabela Luís




Concerto de Música de Câmara 

Revisitar Shakespeare é sempre um desafio, dada a proliferação de estudos universitários, encenações e adaptações que foram sendo feitas ao longo dos tempos pelos mais diversos discursos artísticos – do teatro ao cinema, do ensaio à literatura e à dança. Contudo, se a sua biografia ainda é terreno de polémicas, a sua obra continua a fascinar pelo que tem de avassalador na abordagem da natureza das paixões humanas e a suscitar releituras de criadores contemporâneos, que é o propósito deste ciclo.




Reconhecida como uma das maiores violetistas do nosso tempo, Diemut Poppen estudou com Y. Bashmet, K. Kashkashian, B. Giuranna, H. Schlichtig, e P. Schidlof (Quarteto Amadeus). Como solista e violetista de câmara, Poppen toca nas mais prestigiadas salas de concerto – Barbican Centre, Queen Elisabeth Hall, Wigmore Hall – e tem sido convidada para participar nos festivais de C. Abbado, A. Schiff, G. Kremer, T. Mork, L. Kavakos e N. Gutman.
Como solista, colaborou com Mahler Chamber Orchestra, Nordwestdeutsche Philharmonie, Rundfunkorchester SR, Orquestra Gulbenkian, Armenian Philharmonic, Chamber Orchestra of Europe com Heinz Holliger, Frans Brüggen, Claudio Abbado e Eduard Topchyan. Foi viola solo e membro fundador da Chamber Orchestra of Europe. Galardoada com o “European Music Prize”, é atualmente professora em Lausanne, na Academia de Música de Detmold, e na Escola de Música Reina Sofia em Madrid. Com uma vasta experiência na direcção de festivais, Diemut Poppen é Diretora Artística do Cantabile Festival desde o seu início em 2010 e dos Rigi Musiktage.
O seu repertório, excecionalmente extenso, inclui concertos clássicos para viola, obras de música de câmara e de música contemporânea, contando com estreias de obras escritas para ela por compositores contemporâneos, como o concerto para viola de A. Pinho Vargas (2016)



Pavel Gomziakov, natural de Tchaikovsky, na região de Ural, na Rússia, iniciou os seus estudos de violoncelo aos nove anos. Aos catorze anos mudou-se para Moscovo, onde estudou na Escola Gnessin e no Conservatório Estatal de Moscovo, com Dmitri Miller. Prosseguiu a sua formação com Natalia Schakhovskaya, na Escola Superior de Música Reina Sofia, em Madrid. Mais tarde, formou-se com Philippe Muller, no Conservatório Nacional de Paris.
Em 2010, estreou-se nos EUA, com a Orquestra Sinfónica de Chicago, conduzida por Trevor Pinnock, voltando em junho de 2012. Tem atuado na Europa, América do Sul e Japão. Recentes e futuros compromissos incluem concertos com a Orquestra de Câmara Finlandesa, a Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, a Orquestra Nacional Russa, a Orquestra Sinfónica de Seattle, a Orquestra Gulbenkian, I Pomeriggi Musicali Milano, a Filarmónica Báltica Polaca, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Südwestdeutsche Philharmonie Konstanz, a Orquestra de Avinhão e a Filarmónica Nacional da Rússia. Foi solista convidado da New Japan Philharmonic, Orquestra de Câmara de Londres, Orquestra Nacional de Montpellier, Orquestra Filarmónica de Kansai, Orquestra Nacional de Lille, sob a direção de reputados maestros como Jesus López Cobos, Christopher Warren-Green, Trevor Pinnock e Valery Gergiev.


Em música de câmara, realizou com Maria João Pires uma digressão, em salas como o Théâtre des Champs-Elysées, em Paris; Victoria Hall, em Genebra; Teatro Real, em Madrid; Köln Philharmonie; Konzerthaus, em Viena; o CCB, em Lisboa; e Sumida Tryphony Hall, em Tóquio. A sua gravação, dos últimos trabalhos de Chopin, para a Deutsche Grammophon, foi nomeada para um Grammy. Colabora regularmente com, Augustin Dumay, Louis Lortie, Andreï Korobeinikov, Vanessa Wagner e Anastasya Terenkova.
Lançou, em 2016, pela Editora Onyx, os Concertos para Violoncelo, de Haydn, onde, graças ao empréstimo do Museu Nacional da Música em Lisboa, tocou no violoncelo Stradivarius “Chevillard King of Portugal”, de 1725, pertencente à família real portuguesa. Em 2012, gravou o Concerto para Violoncelo nº 1 de Saint-Saëns e La Muse et le Poète, com a Orquestra Filarmónica de Kansai e Augustin Dumay.









Fotos Jorge Carmona / ANtena 2