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Domitila | Mini-ópera de João Guilherme Ripper | 20 Fevereiro 19h00

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Domitila | Mini-ópera de João Guilherme Ripper | 20 Fevereiro 19h00 Domitila | Mini-ópera de João Guilherme Ripper | 20 Fevereiro 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


20 Fevereiro | 19h00

Auditório Caixa Geral Depósitos, 
Entrada livre


Domitila

Mini-ópera em um ato 
baseada nas cartas de D. Pedro I e Marquesa de Santos


Domitila, a Marquesa de Santos | Carla Caramujo, soprano 

Toy Ensemble | Ricardo Alves, clarinete; 
       | Christina Margotto, piano; 
       | Jed Barahal, violoncelo

Música e libreto | João Guilherme Ripper





Sobre a obra

Estreada em Março do ano 2000, no CCBB do Rio de Janeiro, Domitila nasceu da encomenda de um ciclo de canções que tratasse da temática do relacionamento entre D. Pedro I e a Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo. A obra encomendada como um ciclo de canções não foi, afinal, realizada, tendo o compositor optado por compor uma ópera, valendo-se da formação instrumental pré-estabelecida pela organização patrocinadora do projeto:

“[... ] foi uma circunstância, é o que tinha disponível. Na verdade quando foi proposto pra mim, seriam as cartas cantadas, só as cartas cantadas. Eu que decidi amarrar as cartas todas e fazer uma ópera. E o que eu tinha disponível para aquele espetáculo, marcado para o CCBB do Rio de Janeiro, era uma cantora, o violoncelista, o piano e o clarinete. “ (Ripper, 2014)



Deste modo, o plano dramático foi elaborado pelo compositor, a partir da leitura das cartas trocadas entre os personagens verídicos de 1822 a 1829, compiladas no livro Cartas de Pedro I à Marquesa de Santos. A partir da escolha de cartas “chave”, sem ordenação cronológica e com um texto de sua própria autoria, João Ripper criou o libreto onde narra o dia em que a Marquesa de Santos se despede do Rio de Janeiro e retorna a São Paulo, marcando o fim de um turbulento relacionamento amoroso, pondo em cena as lembranças da amante mais famosa do imperador D. Pedro I. Pela sua temática intimista, e tratando-se de uma ópera de câmara, o encenador português Carlos Antunes propõe apresentar a obra de forma a aproximar o público ao drama lírico, podendo a mesma ser facilmente transportada e realizada em locais não convencionais.







Transmissão direta
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Anabela Luís




O compositor João Guilherme Ripper formou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cursou Doutorado na The Catholic University of America, em Washington, D.C., “Économie et Finacement de la Culture”, na Université Paris-Dauphine, na França, e especializou-se em regência orquestral no Teatro Colón, na Argentina. É professor da Escola de Música da UFRJ, instituição que dirigiu entre 1999 e 2003. Criou e dirigiu a Orquestra de Câmara do Pantanal, em Mato Grosso do Sul, e atuou como regente convidado de diversas orquestras brasileiras. Recebeu o prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2000 por sua ópera “Domitila” e em 2007 pelo conjunto de sua obra. Dirigiu a Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, entre 2004 e 2015. Foi Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro até 2017. Actualmente é presidente da Academia Brasileira de Música. A ópera tem importância central em seu catálogo. Recentes produções incluem a ópera “Piedade” que integrou as temporadas 2017 e 2018 do Teatro Colón, em Buenos Aires, e será apresentada em dezembro na Sala Cecília Meireles, Rio de Janeiro. “Onheama” subiu ao palco do mítico Teatro Amazonas, em Manaus, em 2014 e 2015 e foi produzida em 2016 na cidade alentejana de Serpa, no Festival Terras Sem Sombra. Em maio de 2018, estreou “Kawah Ijen” no Teatro Amazonas, a primeira ópera a utilizar o Gamelão javanês em conjunto com a orquestra. Em novembro deste ano, sua ópera cômica “O Diletante” subirá ao palco do Teatro Carlos Gomes, em Vitória. A nova produção da mini-ópera “Domitila” tem a direção cênica de Carlos Antunes, a soprano Carla Caramujo no papel da Marquesa de Santos e o acompanhamento instrumental a cargo do grupo Toy Ensemble. Foi apresentada no Festival Internacional de Música do Pará em junho de 2018 e estreou em Portugal no Festival CisterMúsica de Alcobaça, em julho do mesmo ano.






Carla Caramujo é diplomada pela Guildhall School of Music and Drama e Royal Conservatoire of Scotland; foi vencedora dos Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge (Alemanha), Dewar Award, Chevron Excellence e Ye Cronies Awards (Inglaterra). Do seu repertório operático destacam-se as interpretações de: La Contessa di Folleville em Il viaggio a Reims e Clorinda em La Cenerentola de Rossini, Gilda em Rigoletto, D. Anna em Don Giovanni, Adele em Die Fledermaus, Lisette em La Rondine de Puccini (Teatro Nacional de S. Carlos); Violetta em La traviata (Festival de Sintra); Adina em L’elisir d’Amore (Teatro da Trindade), Nena em Lo frate ‘nnamorato de Pergolesi, Jeunesse em Le Carnaval et la Folie de Destouches (CCB/Músicos do Tejo), Vespina em La Spinalba de Francisco A. Almeida (Festival Vigo/Músicos do Tejo), Valetto em L’Incoronazione di Poppea (Traverse Theatre, Edimburgo), Armida em Rinaldo de Händel (Festival Theater, Edimburgo); Ra da noite em Die Zauberflöte (Trinity Theatre, Kent); Fiordiligi em Così fan tutte (Rivoli), Herz em Die Schauspieldirektor de Mozart (Faro), Fada Azul em La bella dormente de Respighi e Controller em Flight de J. Dove (New Atheneum Theatre, Glasgow), Salomé na estreia mundial de O sonho de Pedro Amaral (London Sinfonietta, The Place e Gulbenkian), Soprano em Lady Sarashina de Peter Eötvos e Fenicia em Armida de Myslivecek (S. Luiz / CCB /OML). Recentemente interpretou Iara em Onheama de João G. Ripper para o festival Terras Sem Sombra / TNSC. Em concerto foi solista em Messias, Requiem (Brahms), Missa em Dó m, da coroação e Requiem (Mozart), Sinfonia Nº 9 (Beethoven), Gloria (Poulenc), Paixão S. João (Bach), Elijah (Mendelssohn), Carmina Burana (C.Orff), Stabat Mater (Haydn e Pergolesi), Cap al meu silenci (Salvador Pueyo) e Requiem Inês de Castro (Pedro Camacho). Estreou a versão sinfónica de Lua, canção de uma morte de Nuno Côrte-Real, tendo-se apresentado em salas como Heidelberg Hall, Smetana Hall (Praga), The New Sage Gateshead Music Centre (Newcastle), Fairfield Hall, St. James Piccadilly, Barbican Hall (Londres), Teatro Péon Contreras (México), Gulbenkian, Casa da Música e CCB, SODRE (Montevideu), Usina del Arte (Buenos Aires), Teatro San Martin (Córdova, Argentina), para além de vários festivais nacionais e internacionais. Integrou o elenco de Un moto di gioia, Mozart Concert Arias com a CNB e Divino Sospiro numa criação de Anne Teresa De Keersmaeker.




Toy Ensemble tem como objetivo promover a divulgação e a expansão do cânone da cultura lusófona, nomeadamente nas vertentes da música, literatura e artes visuais, apresentando nas suas atuações obras que pertencem ao universo da literatura e música contemporâneas, articulando as performances com actividades de artes cénicas e visuais. Numa dinâmica de qualidade, músicos de destaque no panorama musical português apresentam-se em formações variadas atendendo às especificidades das obras. 
Desde a sua criação em 2013, conta com diversas atuações em Portugal e no Brasil. Na sua primeira digressão ao Brasil com apoio da DGArtes, apresentou Como Nasceram as Estrelas, 12 Lendas Brasileiras de Clarice Lispector com música original de Fernando Lapa nas cidades de Belém do Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e no Espirito Santo. O êxito destas apresentações proporcionou o convite para participar no XXIX Festival Internacional de Música do Pará em (2016) em Belém do Pará apresentando a ópera A Rainha Louca de Alexandre Delgado, nas comemorações dos 400 anos da cidade. Com apoio da DGArtes regressou ao Brasil para participar no XXX FIMUPA em 2017. Fez a estreia dos Autos da Barca de Gil Vicente, Inferno, Purgatório e Glória com música original de Fernando Lapa, encomenda do CCB para os Dias da Música 2018 e em Dezembro do mesmo ano, com apoio da DGArtes, apresentou Inferno e Purgatório em Belém, e em Recife no Festival Virtuosi. Recebeu apoio da DGArtes para levar a ópera Domitila de João Guilherme Ripper ao XXXI FIMUPA onde apresentou em double bill o Doido e a Morte de Alexandre Delgado. A seguir fez a estreia de Domitila em Portugal no Festival CisterMúsica de Alcobaça, e em Castelo Branco. Será o grupo residente do Concurso Internacional de Composição da Póvoa do Varzim 2019, onde fará a estreia das obras vencedoras, ao lado da obra encomendada a Alexandre Delgado para o FIMPV.










Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP