Ouvir
Vale a Pena Ouvir
Em Direto
Vale a Pena Ouvir Reinaldo Francisco

Concertos

Ensemble Darcos & Inês Simões | 28 Junho 19h00

Academia das Ciências de Lisboa

|

Ensemble Darcos & Inês Simões | 28 Junho 19h00 Ensemble Darcos & Inês Simões | 28 Junho 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


28 Junho 19h00

Entrada livre


Ensemble Darcos & Inês Simões

Inês Simões, soprano

Péter Mező, violino I
Paula Carneiro, violino II
Reyes Gallardo, viola
Filipe Quaresma, violoncelo
Pedro Wallenstein, contrabaixo
Nuno Inácio, flauta/piccolo
David Costa, oboé/corne inglês
Cândida Oliveira, clarinete/clarinete baixo
Ricardo Ramos, fagote
Paulo Guerreiro, trompa
Paulo Jorge Ferreira, acordeão
Helder Marques, piano
Elizabeth Davies, percussão
Marco Fernandes, percussão 

Nuno Côrte-Real, direção musical 






Programa

G. Mahler (1860-1911) - Sinfonia nº 4 em Sol maior (arr. para ensemble de K. Simon)*
I. Bedächtig, nicht eilen (Circunspecto, sem apressar)
II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast (Em andamento moderado, sem pressa)
III. Ruhevoll, poco adagio (Tranquilo, poco adagio)
IV. Sehr behaglich (Muito confortável)


* Partitura e partes cavas utilizadas neste concerto foram alugadas a SERMUS - Servicios Musicales, S.L.



O arranjo para ensemble da Sinfonia nº 4 de Gustav Mahler concebido por Klaus Simon destinou-se, na sua estreia em Maio de 2007, a um concerto da Holst Sinfonietta que incluiu ainda obras de Schönberg e Webern. 
Segundo Simon, a versão para ensemble enquadra-se no espírito da Sociedade para atuações musicais privadas de Schönberg. Permite, assim, a grupos instrumentais mais reduzidos interpretar a sinfonia de Mahler mais camerística de toda a sua obra, sem desvirtuar a exímia escrita orquestral do compositor boémio.

O poema utilizado por Mahler no último andamento da obra é retirado da coletânea de textos de canções populares intitulada “Des Knaben Wunderhorn” (A trompa mágica do menino). É uma colecção publicada em três volumes em Heidelberg pelos poetas e escritores alemães Achim von Arnim e Clemens Brentano, entre 1805 e 1808. A coleção contém canções da Idade Média até ao Século XVIII. Mahler usou um dos poemas desta colectânea – “Wir genießen die himmlischen Freuden” - e alterou o título para “Das himmlische Leben”.




Transmissão direta
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Anabela Luís



Inês Simões é um jovem soprano cuja versatilidade lhe permite cantar um vasto repertório, desde o Barroco à música contemporânea.
Trabalhou com os maestros Magnus Lindberg, Hannu Lintu, Paul McCreesh, Sian Edwards, Jean-Sébastien Béreau, Marcelo de Jesus, Nuno Côrte-Real, Rui Pinheiro e João Paulo Santos, os encenadores Kristiina Helin, Olivia Fuchs, Max Hoehn, Ricardo Neves-Neves, Claudio Hochmann, Fernanda Lapa, Figueira Cid e Alexandre Lyra Leite. Colaborou com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Ensemble Darcos e Ensemble Contemporaneus. Apresentou-se na Fundação Calouste Gulbenkian, Barbican Hall, Barbican Pit, Sadler’s Wells, London Coliseum, British Museum, Millennium Centre, Teatro Trindade, bem como nos festivais Dias da Música no CCB, Terras Sem Sombras, Música na Fábrica, Oxford Lieder Festival, Song in the City Concert, Grimeborne Festival e Tête-à-Tête e ainda na BBC Radio 3 In Tune e Antena 2.
Em ópera, sublinham-se a estreias mundiais de A Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, Play de Jamie Man, Tabacaria de Luís Soldado e The Fisherman’s Brides de Lucie Treacher, e as estreias nacionais de Onheama de João Guilherme Ripper, King Harald’s Saga de Judith Weir, The Waiter’s Revenge de Stephen Oliver e Hummus de Zad Moultaka. Do repertório standard contam-se os papéis de Contessa (Le Nozze di Figaro - Mozart), Susanna (Il Segreto di Susanna - Wolf-Ferrari), Gretel (Hansel und Gretel - Humperdinck), Giulia (La Scala di Seta - Rossini), Rita (Rita - Donizetti), Clarice (Il Mondo della Luna - Haydn), Bubikopf (Der Kaiser von Atlantis - Ullmann), Aminta (Il Re Pastore - Mozart) e Bastienne (Bastien und Bastienne - Mozart). 


Em oratória estreou-se no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian ao lado de Iestyn Davies em Solomon de Haendel, interpretando na temporada seguinte O Messias. Participou ainda em obras de Marcos de Portugal, Mozart, Rossini, Schubert, Rutter e Orff.
Grande entusiasta de música contemporânea, Inês Simões estreou mais de 10 obras encomendadas para a sua voz, destacando-se os compositores Jamie Man, Jug Markovitch, Nuno da Rocha, Igor C. Silva, Daniel Moreira, Pedro Faria Gomes, Federic Neyrinck e Miguel Azguime.
Tem desenvolvido uma longa colaboração com o pianista Daniel Godinho. O Duo Tágide apresenta-se regularmente por todo o país tendo, em 2015, lançado o CD Alma Ibérica pela Editora Discográfica Sonus Music, que visa a divulgação do repertório ibérico de canção lírica.




Ensemble Darcos é um dos mais prestigiados grupos portugueses. Criado em 2002, pelo compositor e maestro Nuno Côrte-Real, tem como principal propósito a interpretação dos grandes compositores europeus de música de câmara, como Beethoven, Brahms ou Debussy, e a música do próprio Côrte-Real. 
Em termos instrumentais, o Ensemble Darcos varia a sua formação consoante o programa que apresenta, de duos a quintetos, até à típica formação novecentista de quinze músicos, tendo como base os seguintes músicos: a violetista Reyes Gallardo, o pianista Helder Marques, o violoncelista Filipe Quaresma e os violinistas Gaël Rassaert e Paula Carneiro. Convida regularmente músicos de excelência oriundos de várias regiões do globo, dos quais se destacam o violoncelista Mats Lidström, os violinistas Massimo Spadano, Giulio Plotino e Junko Naito, o pianista António Rosado, a violetista Ana Bela Chaves, ou o percussionista Miquel Bernat. Interpreta regularmente programas líricos, onde tem convidado alguns dos mais importantes cantores portugueses da atualidade, tais como Cátia Moreso, Eduarda Melo, Luís Rodrigues, Dora Rodrigues, ou Job Tomé. 
Desde 2006 o Ensemble Darcos efetua uma residência artística em Torres Vedras, tendo iniciado em 2008 a TEMPORADA DARCOS, série de concertos de música de câmara e sinfónicos, alargando o espectro do grupo, dos seus músicos e da sua programação. Da sua atividade concertista, destacam-se os concertos na sala Magnus em Berlim, em Outubro de 2007, na interpretação do Triplo Concerto, para violino, violoncelo, piano e orquestra de Beethoven, na igreja de St. John's Smith Square, em Londres, com direção musical de Nuno Côrte-Real, e a participação regular nas últimas edições dos Dias da Música, em Lisboa. No verão de 2014, apresentou-se no Festival Internacional de Música de Póvoa de Varzim, e em 2017 participou no festival de artes Serralves em Festa, com a cantora Maria João. 
Para além da parceria com a RTP / Antena 2, na gravação e transmissão em direto de inúmeros concertos do grupo e da temporada, destaca-se a gravação para a televisão, em Janeiro de 2010, de uma série de canções de Cole Porter (num arranjo de Nuno Côrte-Real) com os cantores Sónia Alcobaça e Rui Baeta, numa parceria com a Camerata du Rhône, projetos que levou o grupo a Lyon, França. O Ensemble Darcos tem 2 discos gravados, Volupia, primeiro trabalho discográfico do grupo e inteiramente dedicado à obra de câmara de Nuno Côrte-Real (Numérica 2012), e Mirror of the soul, com obras de E. Carrapatoso, S. Azevedo, N. Côrte-Real e D. Davis (Odradek 2016).



Nuno Côrte-Real | Nascido em Lisboa em 1971, tem vindo a afirmar-se como um dos mais importantes compositores e maestros portugueses. Das suas estreias destacam-se 7 Dances to the death of the harpist na Kleine Zaal do Concertgebouw em Amsterdam, Pequenas músicas de mar na Purcel Room em Londres, Concerto Vedras na St. Peter's Episcopal Church em Nova York, Novíssimo Cancioneiro no Siglufirdi Festival em Reikiavik, e Andarilhos - música de bailado na Casa da Música no Porto. 
Dos agrupamentos que têm tocado a sua música destacam-se a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Coro do Teatro Nacional de São Carlos, Coro e Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Remix Ensemble, Royal Scottish Academy Brass, Orchestrutopica, e solistas e maestros como Lawrence Renes, Julia Jones, Stefan Asbury, Ilan Volkov, Kaasper de Roo, Cristoph Konig, David Alan Miller, Paul Crossley, John Wallace, Mats Lidström, Paulo Lourenço e Cesário Costa. 
É fundador e diretor artístico do Ensemble Darcos, grupo de música de câmara que se dedica à interpretação da sua música e do grande repertório europeu, e assina artisticamente a Temporada Darcos. A sua discografia inclui canções tradicionais portuguesas nas editoras Portugal Som e Numérica, Pequenas Músicas de Mar na editora Deux-Elles, o bailado Andarilhos na editora Numérica em co-produção com a Casa da Música, e Largo Intimíssimo na austríaca Classic Concert Records. Em Outubro de 2012 teve o seu primeiro CD monográfico, VOLUPIA, editado pela Numérica, e em 2016 realizou a direção artística e musical do CD Mirror of the soul, para a Odradek Records, com o Ensemble Darcos. 


No mundo cénico, Nuno Côrte-Real trabalhou com, entre outros, Michael Hampe, Pedro Cabrita Reis, Maria Emília Correia, Victor Hugo Pontes, André Teodósio, Ricardo Neves-Neves, João Henriques, Rui Lopes Graça, Paulo Matos e Margarida Bettencourt. 
Em Junho e Setembro de 2007 apresentou com grande sucesso as óperas de câmara A Montanha e O Rapaz de Bronze, encomendas da Fundação Calouste Gulbenkian e Casa da Música, respetivamente. Para o Teatro Nacional de São Carlos criou em 2009, o "intermezzo" O Velório de Cláudio, com libreto de José Luís Peixoto, e em Março de 2011, a ópera Banksters, com libreto de Vasco Graça Moura e encenação de João Botelho. Em Novembro de 2018 apresentou e dirigiu musicalmente a ópera Canção do Bandido, no Teatro da Trindade, em Lisboa, com libreto de Pedro Mexia e encenação de Ricardo Neves-Neves, com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Como maestro, Nuno Côrte-Real já dirigiu a Mahler Chamber Orchestra, Orquestra Sinfonica Giuseppe Verdi, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquesta Ciudad Granada, Real Filharmonía de Galicia, Orquesta de Extremadura, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Norte, Orquestra do Algarve, Orquestra Filarmonia das Beiras e Orchestrutopica, para além de inúmeros projetos com o Ensemble Darcos. Em Junho de 2015, apresentou-se pela primeira vez na sala sinfónica do Auditorio Nacional de Madrid, e em 2018 no Auditorio Verdi, em Milão. 
Tem participado em vários festivais internacionais de música, onde se destacam os de Sintra, Estoril/Lisboa e de Póvoa de Varzim, e dirigido solistas tais como Elisabete Matos, Artur Pizarro, Massimo Spadano, Nicola Ulivieri, Ana Quintans, Filipe Pinto Ribeiro, Adriano Jordão, Filipe Quaresma e Luís Rodrigues, entre outros. Foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura, e em 2003 foi-lhe atribuída a medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Torres Vedras. Com o ciclo de canções Agora Muda Tudo, ganhou o prémio de Melhor Trabalho de Música Erudita, nos prémios SPAUTORES 2018.    















Fotos Jorge Carmona / Antena 2