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Argonauta Jorge Carnaxide

Concertos

ESC | 23 janeiro 2013

Concerto Antena 2

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AUDITÓRIO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES
Dia 23 de janeiro às 19h00

Programa

Franz Liszt Fantasia e fuga sobre o tema BACH
Grosses Konzertsolo

Franz Liszt Sonata em si menor

João Bettencourt da Câmara | piano

Nasceu em Lisboa a 24 de Fevereiro de 1988. Iniciou pelos três anos de idade o estudo do piano com o seu pai, José Bettencourt da Câmara, e em 1997 foi admitido à Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, onde terminou em 2006 o Curso de Piano com a classificação máxima. Entre outros, recebeu os seguintes prémios: em 1998, Segundo Prémio no Concurso de Piano Florinda Santos; em 1999, Primeiro Prémio no Concurso Cidade do Fundão; em 2000, de novo o Primeiro Prémio no Concurso Cidade do Fundão; em 2001, Primeiro Prémio no Concurso Maria Cristina Lino Pimentel. Em 1999, foi designado pela direção do Conservatório Nacional para participar no II Concurso “Veo Veo” Internacional, da Radiotelevisão Espanhola, no qual recebeu o Prémio Especial do Júri. Deu o seu primeiro recital público aos sete anos de idade e estreou-­‐se como solista aos doze, executando o Concerto para piano e orquestra K. 414 de Mozart, com a Orquestra da Academia de Amadores de Música (Lisboa). Alguns meses depois, interpretou o Concerto para piano e orquestra N.º 3 de Beethoven, com a Orquestra Filarmonia das Beiras, o que representou a sua primeira atuação com uma orquestra profissional (Aveiro e Gouveia, 2003), seguindo‐se outras com diferentes orquestras portuguesas. Interpretou também o Concerto para piano e orquestra em lá menor de Grieg nos Açores, com a Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa (Festival MusicAtlântico, 2004), e a Rhapsody in blue de Gershwin com a Banda Sinfónica do Conservatório do Porto, no Grande Auditório do Europarque (Santa Maria da Feira) e no Teatro Rivoli (Porto). Desde os nove anos, tem sido orientado por vários pianistas de renome internacional, como Helena de Sá e Costa, Tânia Achot, Sequeira Costa, Artur Pizarro, Pedro Burmester, Dmitri Bashkirov, Galina Eguiazarova, Martin Roscoe, Ruth Nye e Aldo Ciccolini. Este, quando o escutou pela primeira vez, disse: “Il est monstrueusement doué”. Com dezassete anos de idade, prestou provas de admissão a três escolas superiores de música em Londres, Guildhall School of Music and Drama, Royal Academy of Music e Royal Gollege of Music, tendo‐lhe sido imediatamente comunicada a admissão a todas elas. Escolheu o Royal College of Music, que lhe atribuiu o estatuto de “Foundation Scholar”. Também bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, durante quatro anos, João Bettencourt da Câmara frequentou, como aluno de Ruth Nye (um dos raros discípulos de Claudio Arrau), o Royal College of Music. Graduou‐se em 2010 como melhor finalista do ano, com “First Class Honours”, tendo obtido a classificação de 93% no recital final do curso, pelo que recebeu o Sarah Mundlak Memorial Prize For Piano. Para o mestrado, concorreu às mesmas três escolas londrinas, a que foi novamente admitido, havendo optado, desta feita, pela Guildhall School of Music and Drama (City University London), onde prosseguiu os seus estudos com o pianista Martin Roscoe, onde, em Setembro de 2012, concluiu o curso com distinção. É atualmente doutorando da Universidade de Aveiro, sob a orientação de Pedro Burmester. Iniciou a sua carreira internacional em Junho de 2007, realizando uma digressão nos Estados Unidos da América, a qual incluiu recitais em Washington, Providence e Boston. Após assistir ao seu recital em Washington, o crítico Stephen Neal Dennis, da revista All arts review, escreveu: “History was made last night (...) when the concert by young Portuguese pianist João Bettencourt da Câmara ended. Having heard extraordinary performances of music by Bach, Brahms and Beethoven, the audience rose spontaneously for a standing ovation for a pianist few had ever heard of previously (...). Only 19, Bettencourt da Câmara possesses a fearsome technique, something that has become so routine a component in concerts by younger pianists that audiences almost yawn when promised something spectacular. What is unexpected is the emotional depth of personal involvement that this pianist brings to each piece he plays. For a generation that never knew the young Sviatoslav Richter, one is forced to wonder how much more Richter himself could give at the age of 19.” Das suas apresentações recentes destacam-­‐se, em 2008, a interpretação do Concerto para piano e orquestra K. 466 em ré menor de Mozart, no âmbito do Festival Música em Leiria, em 2009, o recital com que abriu o ciclo de piano da Casa da Música (Porto), além de outros na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e em França, em 2010, bem como a execução do Concerto para piano e orquestra N.º 2 de Rachmaninoff com a Orquestra Filarmonia das Beiras, além de um recital em St. James’ Piccadilly Londres) e outro comemorativo do bicentenário do nascimento de Chopin e de Schumann integrado no Festival de Sintra. Estreou e gravou, em Abril de 2011, em Abilene (Texas, Estados Unidos da América), a obra do compositor americano Bernard Scherr Music in colors: On the paintings of João de Brito, que voltará a interpretar em várias cidades dos EUA, numa nova digressão em 2013. Em Dezembro de 2011, apresentou-­‐se com a Orquestra Filarmonia das Beiras em três cidades portuguesas (Aveiro, Leiria e Torres Novas), interpretando o Concerto para piano e orquestra N.º 5 “Imperador” de Beethoven, e em Fevereiro de 2012 deu novo recital em Londres, na sala Chappell