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Concertos

Gonçalo Sousa Quarteto | 19 Janeiro | 19h00

Liceu Camões

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Gonçalo Sousa Quarteto | 19 Janeiro | 19h00 Gonçalo Sousa Quarteto | 19 Janeiro | 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


Temporada Concertos Antena 2

19 Janeiro | 19h00

Auditório do 
Liceu Camões     


Gonçalo Sousa Quarteto


Gonçalo Sousa, harmónica
Samuel Gapp, piano
André Carvalho, contrabaixo
Diogo Alexandre, bateria





Programa

Um Sorriso para o Toots

1 - Sno Peas (Phil Markowtiz)

2 - Bop the Toots (Gonçalo Sousa)

3 - Um Sorriso para o Toots (Gonçalo Sousa)

4 - Samba pro Toots (Gabriel Grossi)

5 - Stardust (Hoagy Carmichael)

6 - Invenção n.1 para Harmónica (Gonçalo Sousa) / Sicilienne 1031 (J.S. Bach)

7 - Three Views of a Secret (Jaco Pastorius)

8 - Começar de Novo (Ivan Lins)

9 - Old Friend (Toots Thielemans)

10 - Bluesette (Toots Thielemans)


Um Sorriso para o Toots é o nome do tributo que Gonçalo Sousa e o seu quarteto prestam ao grande maestro da harmónica, o jazzista belga Toots Thielemans. O quarteto é liderado por Gonçalo Sousa na harmónica, e conta com Samuel Gapp no piano, André Carvalho no contrabaixo e Diogo Alexandre na bateria.
Neste tributo interpretam-se alguns dos temas mais populares da carreira de Toots tais como Bluesette, Começar de Novo ou Sicilienne, com arranjos sofisticados onde o sentimento e a emoção são a essência, fazendo jus à célebre afirmação de Toots que referia que procurava sempre tocar "...in that little space between a smile and a tear".


Um tributo ao lendário Toots Thielemans, o primeiro músico a dar verdadeiro relevo à harmónica cromática a nível do jazz e que em 2022 cumpre-se o centenário do seu nascimento. Este projeto tem tocado regularmente em locais como o Hot Clube, AveNew, Fábrica do Braço de Prata ou Espaço Espelho d'Àgua, e em festivais de jazz como o Festival de Jazz Valado dos Frades, Festival de Jazz da Caparica, Ciclo de Jazz de Mafra ou Palmela Wine Jazz Festival.





Transmissão direta
Apresentação: João Almeida
Produção: Anabela Luís, Cristina do Carmo




Gonçalo Sousa | Nascido em Lisboa, é um músico versátil e compositor, e que elegeu como veículo de sua expressão musical, um instrumento que hoje em dia rareia, a harmónica cromática.
Participou em diversos festivais e nos principais palcos da cena do jazz em Portugal, assim como em álbuns que vão desde o jazz, ao fado, à música cabo verdiana, ao pop ou worldmusic. 
Nos últimos anos realizou duas residências artísticas em Cabo Verde em 2018 "Residência Artística-Sons da Lusofonia" e nos Açores na Ilha de Santa Maria "Anticlone". 
Estudou guitarra e piano jazz na Escola de Jazz Luís Villas-Boas Hot Clube de Portugal, guitarra portuguesa na Escola do Museu do Fado e licenciou-se em Música - variante jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa sendo a harmónica o instrumento principal. 
Neste momento, lidera o seu quinteto de jazz com o qual gravou o primeiro disco como líder em Novembro de 2019, música toda original, intitulado como Gonçalo Sousa Quinteto "Nova Construção"; lidera um quarteto em tributo a Toots Thielemans - Gonçalo Sousa 4teto "Um Sorriso para o Toots" (tributo a Toots Thielemans); co-lidera os projetos "Pela Rua Fora", "Gonçalo Sousa & Carlos Garcia" com que gravou o seu último disco em dezembro de 2020 "Monks na Meia Praia", "Gondwana", e faz parte do quinteto de jazz de Nanã Sousa Dias, e do quinteto de jazz de Maria Anadon.    




Samuel Gapp | Começou a aprender piano com 8 anos. Na Alemanha, no seu país de origem, tocou em vários grupos de jazz/pop a partir das 12 anos. Em 2014 vai para o Equador, durante seis meses, dar aulas de piano e bateria numa zona marginal da cidade de Guayaquil.
Como sempre esteve em contacto com jazz e improvisação, decidiu estudar música em Colónia, Alemanha, onde entrou no ano 2015.
Ficou em Colónia a estudar piano três anos com os professores Florian Ross, Sebastian Sternal e Hendrik Soll, e assistiu a masterclasses com músicos como Mark Turner, Avishai Cohen, Jacob Anderskov, Pablo Held e outros. Durante este tempo tocou concertos e organizou tours com vários grupos na Alemanha, Espanha, Suiça, Holanda e Luxemburgo, já apresentando a sua música original.
Em Abril 2018, fez parte da gravação do disco Chasing Memories do grupo Pascal Klewer Big Band que saiu na editora UNIT Records. Trata-se dum grupo que combina a sonoridade da Big Band com elementos de improvisação livre. Com este mesmo grupo tocou concertos em Colónia com músicos renomados como Christian Lillinger, Peter Brötzmann e Evan Parker.
Em Setembro 2018, veio a Lisboa a fazer Erasmus na Escola Superior de Música de Lisboa com João Paulo Esteves da Silva. Aqui começou a interessar-se mais pelo aspeto composicional do quarteto de cordas e escreveu música para a formação do trio e o quarteto de cordas. Foi com essa mesma música que ganhou o Prémio de Composição Bernardo Sassetti em Agosto 2019. O disco Trio & String Quartet, editada pela Casa Bernardo Sassetti saiu em Novembro 2019. No mesmo ano fez parte do grupo Tomás Marques Quarteto que ganhou o Prémio Jovens Músicos 2019.
Depois de acabar a sua licenciatura em Lisboa, decidiu ficar em Portugal a viver. Agora Samuel Gapp está a tocar e gravar com vários grupos em Portugal, Alemanha, Espanha e Holanda, como Samuel Gapp Trio & String Quartet, Tomás Marques Quarteto, Pascal Klewer Bigband, Quintessence, 3Cycle e outros.




André Carvalho | Contrabaixista e compositor natural de Lisboa, reside actualmente em Nova Iorque. Com dois álbuns editados em seu nome, Carvalho tem-se dedicado à composição desde que começou a tocar contrabaixo, tendo uma visão especial para organizar os seus grupos.
Os seus álbuns Hajime e Memória de Amiba apresentam uma visão muito pessoal da música, misturando Jazz contemporâneo com alguns elementos de música portuguesa. Ambos os álbuns, obtiveram excelentes críticas, tanto a nível nacional como internacional. Em 2012, Hajime venceu o prémio “Carlos Paredes”, assim como o prémio para “Melhor Grupo” no Bucharest International Jazz Competition. Memória de Amiba foi editado com o apoio da Fundação GDA.
Nos últimos anos, Carvalho tem sido também uma força importante no cenário jazzístico europeu, tendo tocado, tanto como líder como sideman em Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Croácia, Itália, Eslovénia, Sérvia, Roménia e Egipto.
O seu grupo, quinteto formado por músicos também residentes na capital mundial do Jazz, Nova-Iorque, tem tido constantes apresentações por toda a cidade, destacando-se no Cornelia St. Café, Shapeshifter, Rockwood Music Hall, Silvana, Club Bonafide, entre muitos outros.



Diogo Alexandre | Baterista português nascido em 1998, em Leiria. É caraterizado pela sua forma ousada de tocar o instrumento, cuja sua voz raramente passa despercebida independentemente do contexto musical em que se insere, talvez um reflexo da sua vontade de se extrapolar a ele próprio e de elevar os parâmetros da música e da improvisação.
O seu interesse pela música cresce desde cedo, tendo sido motivado pela sua mãe, também ela músico. Dá os seus primeiros passos na percussão clássica e aos 13 anos a sua mãe oferece-lhe a sua primeira bateria. Com apenas 14 desiste do ensino clássico e muda-se para Coimbra para estudar no Curso Profissional de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra.
Depois de se mudar para Lisboa (2016) para estudar na Escola Superior de Música, começou a atuar de forma regular tendo a oportunidade de viver experiências imprescindíveis. Com apenas 21 anos, tocou e gravou com artistas de relevância do panorama nacional e internacional tais como, João Barradas, Ohad Talmor, Amir El Safar, Fabrizio Cassol (diretor), Ben Van Gelder, Frederico Heliodoro, João Mortágua, José Soares, Tomás Marques, Pedro Moreira, José Pedro Coelho, Luís Figueiredo, Óscar Graça, João Paulo Esteves da Silva, João Pedro Coelho, Demian Cabaud, Carlos Barretto, Nelson Cascais, André Rosinha, André Fernandes, André Santos, Mané Fernandes, Javier Subatin, Eduardo Cardinho, Jeffery Davis, Fred Selva, David Fonseca, Cláudia Pascoal.
Foi galardoado com vários prémios nacionais incluindo, Melhor Instrumentista (2015 e 2017) e Melhor Combo (2015) na Festa do Jazz dos Sons da Lusofonia; Prémio Jovens Músicos da RTP/Antena 2. Foi ainda convidado e selecionado a participar em residências artísticas internacionais tais como Intercultural Ensamble Medinea (em 2018 e 2019) dirigido por Fabrizio Cassol num dos maiores festivais de Ópera da Europa, Festival d’Aix en Provence; e Cortona Jazz (2019) dirigido por Shane Endsley, Ohad Talmor e André Fernandes.
Gravou como sideman discos como Javier Subatin Autotelic (2018) and Variaciones (2019), Desidério Lázaro Homegrown (2019), Gonçalo Sousa Nova Construção (2019), Zé Cruz USSEGUNDU (2019), Cláudia Pascoal (2020 - vencedora do Festival da Canção) e Samuel Gapp Trio with Strings quartet (2019, vencedor do prémio de composição Bernardo Sassetti). Também atuou em Festivals de renome internacional como Copenhagen Jazz Fest, Cortona Jazz Fest (Italy), Sudtirol Jazz Fest (Italy) and Festival d’Aix en Provence (South France).
Neste momento, reside em Lisboa e está a terminar a licenciatura, continuando a trabalhar numa base regular com vários artistas do panorama jazz Nacional. Enquanto bandleader procura investir no seu quarteto, que conta com João Mortágua (saxofone), João Almeida (trompete), e André Rosinha (Contrabaixo).





















Fotos Jorge Carmona / Antena 2