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Concertos

IFP | 12 dezembro 2012

Concerto Antena 2

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AUDITÓRIO DO INSTITUTO FRANÇAIS DE PORTUGALDia 12 de dezembro às 19h00

Programa
Adnan Saygun Trio p/ oboé, clarinete e piano, Op. 55
Eurico Carrapatoso Três peças p/ oboé, clarinete e piano

André Santos Lima p/ oboé, clarinete e piano
Tomás Borralho Dagnémite
André Santos Rapsódia Nº 1

Trio C3PO
Fundado em Setembro de 2011, por 3 alunos da Escola de Música do Conservatório Nacional: João Miguel no oboé, Vítor Trindade no clarinete e o João Caldas ao piano, tendo como orientador o pianista Cândido Fernandes. Este Trio já atuou em diversos palcos como o da Casa da Música do Porto, o da Escola Superior de Música de Lisboa, do Teatro da Trindade e no Salão Nobre do Conservatório Nacional. Também gravou para o CD do Conservatório Nacional. Ganhou o 2º Prémio (sem atribuição de qualquer outro prémio) da 26ª edição do Prémio Jovens Músicos na categoria “Música de Câmara – Nível Médio”. Este Trio estreou mundialmente obras de compositores portugueses, tais como André Santos e Tomás Borralho.

João Miguel | oboé
Vítor Trindade | clarinete
João Caldas | piano

Vitor Trindade | clarinete

Nasceu a 03/05/1996 em Lisboa. Iniciou os seus estudos na Banda Filarmónica Cultural da Ericeira. Atualmente estuda com o clarinetista Luís Gomes e estuda Música de Câmara com o pianista Cândido Fernandes na Escola de Música do Conservatório Nacional no primeiro ano do Curso Profissional. Trabalhou com os seguintes clarinetistas: Nuno Silva, Rui Martins, Joaquim Ribeiro, Justo Sanz, Dominique Vidal, Radovan Cavalin, Hedwig Swimberghe, Carlos Gil e Karl Leister. Em 2012 colaborou com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Ganhou os seguintes prémios: 1º lugar na quinta edição do concurso “Citta Di Carlino” em 2007, 1º lugar na segunda edição do concurso nacional de sopros “Terras de La-Sallete” em 2009, 2º premio na terceira edição do prémio José Augusto Alegria em 2009, segundo prémio na segunda edição do concurso “Jovem.com” em 2010, 1º lugar na quinta edição do prémio “José Augusto Alegria” em 2011, 3º prémio na vigésima quinta edição do “Prémio Jovens Músicos” em 2011, 2º prémio na sétima edição do concurso internacional “Saverio Mercadante” em 2011, 2º lugar (sem atribuição de qualquer outro prémio) na categoria música de camara, nível médio na vigésima sexta edição do Prémio Jovens Músicos em 2012 (Trio C3PO), 1ºlugar no Concurso Fundação InatelCurso Profissional EMCN. Ingressou na OJ.com em 2011 e 2012 onde trabalhou com os maestros Eduardo Garcia-Barrios e Rudolfo Saglimbeni respetivamente. É bolseiro da Fundação Rotary Club e da Fundação INATEL.

João Caldas | piano

Nascido a 14 de Fevereiro de 1995, iniciou os estudos de piano aos oito anos de idade com uma professora particular. Aos 10 anos entrou na Escola de Música do Conservatório Nacional, na classe de piano do professor Nuno Batoca. Nesta escola ganhou ânimo e confiança para aprofundar os seus estudos musicais, assim sendo, em 2010 entrou para o regime integrado do Conservatório Nacional, destinando assim o seu futuro à música. Também nesse ano, começou a trabalhar com o professor José Bon de Sousa, trabalho que tem vindo a continuar até ao presente. Em música de câmara trabalhou com a professora Anna Tomasik e atualmente com o pianista Cândido Fernandes. É membro do Trio C3PO, tendo ganho com este grupo o 2º prémio (sem atribuição de qualquer outro prémio) da 26ª edição do Prémio Jovens Músicos, na categoria de Música de Câmara – Nível Médio. Através da Escola de Música do Conservatório Nacional teve também oportunidade de ganhar experiência artística e musical concorrendo a concursos e dando espetáculos dentro como fora dos estabelecimentos dessa mesma escola.

João Miguel Silva | oboé

Nasceu a 27 de Outubro de 1995 em Lisboa, Portugal, e frequenta a Escola de Música do Conservatório desde 2008, como aluno do professor Luís Marques. Começou a aprender oboé aos nove anos no Conservatório Regional de Sintra, com Óscar Viana, e juntou-se à Banda de Pêro Pinheiro dirigida pelo seu pai, João Aires Moreira da Silva, com a mesma idade. Ainda no mesmo ano, João Miguel participou no Estágio da Banda Sinfónica da Covilhã. Em 2009 entrou na OJ.COM (um estágio de orquestra anual dos conservatórios portugueses) conduzida por Rui Massena, na Madeira, e tocou com a orquestra de Jovens de Portugal intitulada Momentum Perppetuum, dirigida por Martin André. Tocou, em 2010, na Orquestra de Câmara Portuguesa Zero com o maestro Pedro Carneiro e entrou na OJ.COM, dirigida por Jacomo Bairos nos Açores, como chefe de naipe. Ingressou no Curso Profissional do Conservatório onde já estudava em 2011 e foi escolhido para a OJ.COM, na mesma posição, pelo maestro Eduardo Garcia Barrios em Coimbra. No presente ano, 2012, tocou mais uma vez como chefe de naipe na OJ.COM sob a direção de Rodolfo Saglimbeni em Aveiro. Gravou para a produção de filmes e discos e também para programas de rádio e de televisão. Tocou com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, com a Camerata Musart da Escola Superior de Música de Lisboa, dirigida pelo maestro Gareguin Aroutiounian, e com a orquestra Tutti Ensemble, conduzida por João ventura. Entre 2011 e 2012 foi membro efetivo da Orquestra Sinfónica Juvenil dirigida por Christopher Bochmann e, em 2011, criou juntamente com dois colegas o Trio C3PO onde toca atualmente. Em 2012 pertenceu a Orquestra do Festival Internacional de Viena. Para além dos já referenciados, trabalhou ainda com os maestros Délio Gonçalves, Grazia di Venere, Jean Sébastien Béreau, Jon Konjaerts, Mitchell Fennel e Rafael Agullós, Vladimir Kiradjev e, em música de câmara, trabalhou com os professores Alejandro Erlich, Anna Tommasik, Cândido Fernandes e Eli Camargo. Em masterclasses e aulas ocasionais, teve a oportunidade de aprender com oboístas como Alain Girard, Andrew Swinnerton, Christian Wetzel, Filipe Freitas, Francisco Luís Vieira, Isaac Duarte, Laura Marcos, Kai Frömbgen, Lorenzo Masala, Nelson Alves, Omar Zoboli, Pedro Ribeiro, Sally Dean e Samuel Bastos. Foi galardoado no concurso internacional de instrumentos de sopro Terras de La-Salette, em Oliveira de Azeméis, com o primeiro prémio na categoria infantil (2008) e juvenil (2010) e o segundo, e único atribuído, na categoria júnior (2012). Em 2011 foi ainda primeiro classificado no concurso interno do Curso Profissional da Escola de Música do Conservatório Nacional, com um jurí presidido por Jean Sébastien Béreau. Em 2012 o Trio C3PO do qual faz parte ganhou um segundo prémio sem qualquer atribuição de outro prémio, na 26ª edição do Prémio Jovens Músicos na Categoria de Música de Câmara no Nível Médio. Foi Bolseiro da Fundação Inatel e da Universidade Música e Artes Cénicas de Viena.


Notas de Programa

Trio, Op. 55 de Saygun
Este “Trio, Op. 55” do ano de 1975, apresenta-nos uma linguagem onde os ritmos acentuados e o aspeto sonoro se combinam e, consequentemente, fundem-se. Mais uma vez, Saygun combina elementos da Música popular turca (cujos idiomas foram para ele uma fonte de inspiração) com as suas próprias ideias, levando-nos a um inconfundível estilo pessoal. Os três andamentos (Grave, Scherzando e Moderato) oferecem-nos uma viva e virtuosística interação entre o oboé, clarinete e piano repleto de momentos surpreendentes.

Três peças para oboé, clarinete e piano
Compiladas na formação do trio oboé, clarinete e piano, em 2008, a convite do professor e clarinetista Nuno Silva, estas três peças descendem de obras anteriores minhas para outras formações, cuja genealogia remonta ao ano 2005. Esta obra com cerca de dez minutos foi estreada na Austrália, em Adelaide, no dia providencial de 8.8.8, perfeita capicua, com próprio Nuno Silva no clarinete, Sally Dean no oboé e Alexander Hanysz no piano. O 1º e 3º andamento são lentos e expressivos. Mesmo doridos, no registo do poema Eu... de Florbela Espanca, que serviu de base, aliás, à peça composta originalmente para voz e piano, em 2005, e sobre a qual o terceiro andamento, Lento e dolente, foi erguido. O soneto ajuda a explicar o sentido da própria música:

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

A Bailia, 2º andamento, mais vivo e rítmico, não chega, apesar da sua centelha, para desviar o rumo desta obra de um qualquer anseio errante que prevalecerá, provavelmente, no éter da memória.

Eurico Carrapatoso, Olivais, 27 de Outubro de 2012


Lima

Trio de Clarinete, Oboé e piano - Ano 2012

1. “Esta peça é uma homenagem à cidade de Lima no Perú. Escrita em 3 andamentos, cada um deles representa um quadro, ambiente, ou paisagem de Lima.
2. Representa toda a zona costeira que banha a cidade de lima, uma linha contínua e fluída de mar e montanha
3. No seio da cidade podemos encontrar o “jardim dos amantes”, o qual é o símbolo de toda a paixão que o povo latino acarreta por herança
4. O coração da cidade Lima é dos pontos do mundo onde estive com mais confusão, então este andamento representa todo esse caos onde de alguma forma as pessoas sobrevivem “organizadas”...
Teve como intérpretes da sua estreia, o Trio C3PO.” – André Santos

Dagnémite

“Dagnémite é uma peça para piano, oboé e clarinete que mistura técnicas de escrita contemporânea com sonoridades mais consonantes, bem como uma vasta gama de atitudes /emoções. Tecnicamente, é uma peça exigente, onde cada instrumentista tem o seu próprio ‘momento’. Quanto ao título, não passa de uma brincadeira de palavras, e um título é apenas um título. E tal como o nome ‘João’ é incapaz de descrever uma pessoa, ‘Dagnémite’, enquanto igualmente nome próprio, não explica minimamente uma peça com igual legitimidade. É apenas um nome próprio. Não há muito mais a dizer sobre o que vão ouvir, tirando os meus sinceros agradecimentos por terem vindo.” – Tomás Borralho