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Música Contemporânea Pedro Coelho

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Invenções Barrocas | 6 Novembro 19h30

Casa da Música | Porto

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Invenções Barrocas | 6 Novembro 19h30 Invenções Barrocas | 6 Novembro 19h30

6 Novembro 19h30

Sala Suggia


Invenções Barrocas 

Orquestra Barroca | Remix Ensemble Casa da Música

1ª parte
Andreas Staier, cravo e direcção musical

2ª parte
Remix Ensemble Casa da Música
Peter Rundel, direcção musical
Jonathan Ayerst, piano


Programa

1ª Parte

Charles Avison (1709-1770) / Domenico Scarlatti (1685-1757) - Concerto nº 5 em Ré menor

Domenico Scarlatti (1685-1757) - Duas Sonatas para cravo (K.380 e K.381)

Luigi Boccherini (1743-1805) - Quintettino, op.30/6, La Musica Notturna delle strade di Madrid em Dó maior (transcrição de Andreas Staier)


2ª Parte

Georg Friedrich Haas (1953) - im Schatten der Harfe 
[estreia mundial; encomenda Casa da Música, ACHT BRÜCKEN Musik für Köln e OENM - Österreichisches Ensemble für Neue Musik]

Beat Furrer (1954) - Concerto para piano e ensemble



Domenico Scarlatti foi um verdadeiro mestre da escrita para tecla, com uma colecção de 555 sonatas que são um tesouro do Barroco – e das quais Andreas Staier é um dos intérpretes mais reconhecidos. Mas não se lhe conhece um único concerto para solistas e orquestra. Numa altura de enorme procura por este género, o inglês Charles Avison criou um conjunto de concerti grossi a partir das sonatas do compositor italiano, já então muito apreciadas nas Ilhas Britânicas. Prosseguindo essa tradição, o próprio Staier adapta um quinteto de Boccherini que representa a música noturna nas ruas de Madrid. 
A forma concerto, promovendo o diálogo entre um ou mais solistas e o conjunto orquestral, permaneceu até hoje como uma forma de expressão musical fundamental. 
O Remix apresenta um exemplar saído da pena do austríaco Beat Furrer que é uma fascinante exploração das sonoridades do piano, das suas ressonâncias e da sua plasticidade. Destaque ainda para a estreia mundial de uma encomenda ao Compositor em Residência 2018, G. F. Haas.



Transmissão direta
Realização e Apresentação: João Almeida
Produção: Anabela Luís



A inegável mestria musical de Andreas Staier revela-se na interpretação do repertório barroco, clássico e romântico em instrumentos de época. Reconhecido dentro do meio especializado e por um vasto público, Staier continua a seguir altos padrões intelectuais e artísticos não só nas obras conhecidas mas também naquelas mais negligenciadas entre o repertório para teclado.
Andreas Staier nasceu em Göttingen, na Alemanha, em 1955, e estudou piano moderno e cravo em Hanôver e Amesterdão. Durante três anos, foi cravista do Musica Antiqua Köln, com o qual fez numerosas gravações e digressões. Como solista, toca por toda a Europa, EUA e Ásia com orquestras como Concerto Köln, Freiburger Barockorchester, Akademie für Alte Musik Berlin e Orchestre des Champs-Elysées em Paris.
É regularmente convidado de importantes festivais internacionais e apresenta-se em todas as principais salas de concerto da Europa, EUA e Japão. Em 2016, realizou digressões na América do Norte e Ásia (China, Taiwan, Hong Kong), em 2017 estreias na América do Sul, que incluem uma série de concertos no Brasil com a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, e o regresso aos Estados Unidos da América.
Andreas Staier toca em trio com o violinista Daniel Sepec e o violoncelista Roel Dieltiens, com quem realiza inúmeras digressões e grava um primeiro álbum com música de Schubert, lançado no Outono de 2016. Toca com os pianistas Christine Schornsheim, Alexander Melnikov e Tobias Koch, o barítono alemão Georg Nigl, as violinistas Petra Müllejans e Isabelle Faust e o clarinetista Lorenzo Coppola. Tem também colaborado com as actrizes Senta Berger e Vanessa Redgrave, bem como com Anne Sophie von Otter, Alexej Lubimov e Pedro Memelsdorff. Tem uma parceria com o tenor Christoph Prégardien, com quem gravou lieder de Schubert, Schumann, Mendelssohn, Beethoven e Brahms, sob o aplauso da crítica internacional.
Artista associado na Ópera de Dijon desde Setembro 2011, Andreas Staier apresenta-se num ciclo eclético de programas para cravo e pianoforte, tanto em recital como em música de câmara e com orquestra. Prossegue com a sua colaboração com o compositor Brice Pauset, que inclui a estreia mundial da obra Kontra-Sonate (gravada para AEON) e a interpretação do Kontra-Concert com a Freiburger Barockorchester.
A sua extensa discografia para as editoras BMG, Teldec Classics (com a qual teve um contrato exclusivo durante sete anos) e harmonia mundi France (para a qual grava desde 2003) conquistou importantes prémios da crítica internacional. Nestes incluem-se um Diapason d’or por Am Stein vis-à-vis com Christine Schornsheim (Mozart), o Preis der Deutschen Schallplattenkritik 2002 e, em 2011, o Gramophone Award na categoria de Barroco Instrumental pelos concertos de C. P. E. Bach com a Freiburger Barockorchester. A gravação das Variações Diabelli foram aclamadas pela crítica: Diapason d’Or, E/Scherzo, G/Gramophone, 10/10 Classica e Disco do Mês da BBC Music Magazine. Seguiu-se uma seleção de obras alemãs e francesas do século XVII para cravo, ...pour passer la mélancolie, pela qual Staier recebeu o seu segundo Gramophone Award em 2013. Depois de Fantasiestücke und Variationen — o segundo volume de obras de Schuman — e de um disco dedicado a Brahms (com o clarinetista Lorenzo Coppola), lançou em Agosto de 2015 a esperada gravação dos Concertos para cravo de J. S. Bach com a Freiburger Barockorchester. Ainda na temporada 2015/16 edita um novo disco com música de Schubert para quatro mãos com o pianista Alexander Melnikov.



A profundidade da sua abordagem a partituras complexas de todos os estilos e épocas, a par de uma grande criatividade dramatúrgica, tornou Peter Rundel um dos maestros mais requisitados pelas principais orquestras europeias. É convidado regularmente para dirigir a Orquestra da Rádio da Baviera, a Orquestra Sinfónica Alemã de Berlim e as Sinfónicas das Rádios NDR e WDR de Colónia, desenvolvendo uma colaboração de grande proximidade com a Sinfónica SWR. Trabalhou também recentemente com a Orquestra Nacional de Lille, a Filarmónica do Luxemburgo, a Filarmónica de Bruxelas, a Orquestra do Maggio Musicale Fiorentino e a Orquestra do Teatro dell’Opera em Roma.
Depois de uma abertura auspiciosa da temporada 2017/18 no Festival de Salzburgo (dirigindo um projecto com Martin Grubinger) e no Musikfest Berlin (dirigindo a Sinfónica SWR), estreia-se com a Sinfónica de Viena e regressa a grandes orquestras como a Sinfónica da Rádio de Frankfurt, a Sinfónica da Rádio da Baviera e a Filarmónica da Radio France.
Dirigiu estreias mundiais de produções de ópera na Ópera do Estado da Baviera, no Festwochen de Viena, na Ópera Alemã de Berlim, no Gran Teatre del Liceu, no Festival de Bregenz e no Schwetzinger SWR Festspiele, trabalhando com encenadores prestigiados como Peter Konwitschny, Peter Mussbach, Philippe Arlaud, Heiner Goebbels, Reinhild Hoffmann, Carlus Padrissa (La Fura dels Baus) e Willy Decker. O seu trabalho em ópera inclui o repertório tradicional (dirigiu A Flauta Mágica na Ópera Alemã de Berlim e König Kandaules, Hänsel und Gretel e As Bodas de Fígaro na Volksoper de Viena) e também produções de teatro musical contemporâneo inovador como Donnerstag do ciclo Licht de Stockhausen, Massacre de Wolfgang Mitterer e as estreias mundiais das óperas Nacht e Bluthaus de Georg Friedrich Haas, Ein Atemzug – die Odyssee de Isabel Mundry e Das Märchen e La Douce de Emmanuel Nunes. A produção espectacular de Prometheus, que Rundel dirigiu na Ruhrtriennale, foi premiada com o Carl-Orff-Preis em 2013. Em 2016 e 2017, Peter Rundel dirigiu De Materie de Heiner Goebbels no Armory Hall de Nova Iorque e no Teatro Argentino La Plata, uma produção que estreou na Ruhrtriennale em 2014.
Peter Rundel nasceu em Friedrichshafen (Alemanha) e estudou violino com Igor Ozim e Ramy Shevelov em Colónia, Hanôver e Nova Iorque, e direcção com Michael Gielen e Peter Eötvös. O compositor Jack Brimberg foi também um dos seus mentores em Nova Iorque. Entre 1984 e 1996, integrou como violinista o Ensemble Modern, com o qual mantém uma relação próxima como maestro. Na área da música contemporânea tem desenvolvido colaborações com o Ensemble Recherche, o Asko|Schönberg Ensemble e o Klangforum Wien. É convidado regular do Ensemble intercontemporain e do musikFabrik.
Foi Diretor Artístico da Orquestra Filarmónica Real da Flandres e o primeiro Director Artístico da Kammerakademie de Potsdam. Em 2005 tornou-se maestro titular do Remix Ensemble Casa da Música no Porto, e desde então tem obtido grande sucesso com este agrupamento em importantes festivais europeus.
Peter Rundel recebeu numerosos prémios pelas suas gravações de música do século XX, incluindo por várias vezes o prestigiante Preis der Deutschen Schallplattenkritik, o Grand Prix du Disque, o ECHO Klassik e uma nomeação para o Grammy Award.




Jonathan Ayerst é pianista do Remix Ensemble Casa da Música desde 2000. Com este agrupamento, participou em festivais em Valência, Roterdão, Huddersfield, Barcelona, Estrasburgo, Paris, Orleães, Reims, Antuérpia, Madrid, Budapeste, Norrköping, Viena, Witten, Berlim, Amesterdão e Bruxelas, muitas vezes como solista. Tocou recentemente a obra Islands para piano e ensemble de Luca Francesconi na Tonhalle de Zurique.
Paralelamente, no Reino Unido, concluiu a gravação das obras para violino e piano de Franz Liszt para a Hyperion. Já se apresentou ao vivo na BBC Radio 3 e na FM Classic e deu vários recitais em salas como Wigmore Hall, Purcell Room e South Bank Centre em Londres. Foi organista principal na Igreja de St. Benet Fink em Londres e fez concertos de órgão na Alemanha, no Reino Unido e no Porto. Em 2009 foi galardoado com o ARCO (Associate of the Royal College of Organists), recebendo também o Prémio Sawyer and Durrant. Em 2011 foi nomeado Fellowship of the Royal College of Organists.
Em 2010 co-fundou o ensemble vocal Capella Duriensis, formado por cantores portugueses. O ensemble interpretou mais de 40 obras no seu primeiro ano de atividade. Em 2011, recebeu numerosos convites para se apresentar em festivais em Portugal Continental e nos Açores e gravou duas vezes para a União Europeia de Radiodifusão. Depois da residência em duas catedrais do Reino Unido em Agosto de 2012, a Capella Duriensis inicia este ano um projecto ambicioso de gravação de música sacra portuguesa para a Naxos. Em 2018 surgiu a terceira edição do “Summer Singing”, um curso de voz realizado em Braga que dá formação a oitenta cantores amadores e profissionais.
Nos últimos anos, Jonathan Ayerst tem desenvolvido um interesse pela psicologia musical, completando um mestrado nesta área na Universidade de Sheffield. Em 2016 recebeu a Charles alan Bryars Organ Scholarship da mesma universidade, para iniciar o Doutoramento com o título Um Estudo Psicológico da improvisação clássica com ênfase especial nas técnicas de aprendizagem. Como parte do programa de doutoramento, completou recentemente um ano de estudos de improvisação com o organista e compositor Jürgen Essl na Musikhochschule de Estugarda.