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Grande Auditório Reinaldo Francisco / Produção: Susana Valente

Concertos

Mischa Maisky & Martha Argerich | 18 Outubro | 21h00

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Mischa Maisky & Martha Argerich | 18 Outubro | 21h00 Mischa Maisky & Martha Argerich | 18 Outubro | 21h00

© Jorge Carmona / Antena 2


18 Outubro | 21h00

Realização e Apresentação: Reinaldo Francisco 
Produção: Susana Valente

Gravação da Antena 2 / RTP
no Grande Auditório, da Fundação Gulbenkian
a 10 de Fevereiro de 2020


Mischa Maisky & Martha Argerich

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano


Programa

Johannes Brahms - Sonata para violoncelo e piano Nº2 em fá maior, Op.99

Robert Schumann - Peças de Fantasia, Op. 73

Dmitri Chostakovitch - Sonata para violoncelo e piano em ré menor, Op. 40



Pondo fim a uma longa ausência na Gulbenkian Música, o extraordinário violoncelista Mischa Maisky – a quem na estreia vaticinaram uma carreira brilhante como “Rostropovich do futuro” – junta-se à pianista argentina Martha Argerich, uma essencial intérprete dos nossos dias que se tornou presença regular no Grande Auditório. 
A parceria entre estes dois artistas de primeiro plano resulta sempre num ambiente de grande cumplicidade e de paixão pela música que se torna viva.
Para o New York Times, deste duo “radia um entusiasmo que nunca perde a sua elegância”.





Consultar o Programa de Sala do concerto.




Martha Argerich | Nasceu em Buenos Aires, na Argentina. Começou a estudar piano aos cinco anos de idade com Vincenzo Scaramuzza. Em 1955 viajou para a Europa, tendo prosseguido os seus estudos em Londres, em Viena e na Suíça. Foi aluna de Bruno Seidlhofer, Friedrich Gulda, Nikita Magaloff, Madeleine Lipatti e Stefan Askenase. Em 1957 venceu o Concurso Internacional de Genebra e o Concurso Internacional Ferrucio Buzoni, em Bolzano. Em 1965 atraiu definitivamente a atenção internacional ao vencer o Concurso Chopin de Varsóvia.
Especialmente apreciada pelo grande nível interpretativo do repertório virtuosístico dos séculos XIX e XX, a pianista alargou sucessivamente o âmbito dos seus programas e gravações, dominando um vasto repertório que se estende de J. S. Bach a Messiaen. Como solista, é uma convidada regular das mais prestigiadas salas de concertos e festivais de música em todo o mundo, nomeadamente em colaboração com orquestras e maestros de renome internacional. 


Dedicando um espaço importante da sua atividade à música de câmara, atua em parceria com outros artistas de grande craveira artística como os pianistas Alexandre Rabinovitch, Daniel Barenboim e Nelson Freire, o violoncelista Mischa Maisky ou o violinista Gidon Kremer.
Martha Argerich realizou inúmeras gravações merecedoras dos principais prémios internacionais, incluindo Gramophone, "Choc" do Le Monde de la Musique, Deutscher Schallplatten Kritik, BBC Music Magazine e Grammy. Desde 1998, é a Diretora Artística do Festival de Beppu, no Japão. Em 1999 fundou o Concurso Internacional de Piano e Festival Martha Argerich de Buenos Aires. Em 2002 fundou o Progetto Martha Argerich, em Lugano. 
Ao longo da sua carreira, foram-lhe atribuídas prestigiosas distinções: Officier de l'Ordre des Arts et Lettres (1996) e Commandeur de l'Ordre des Arts et des Lettres (2004), pelo Governo Francês; Accademica di Santa Cecilia (Roma, 1997); Ordem do Sol Nascente, pelo Imperador do Japão, e Praemium Imperiale, pela Japan Art Association (2005); Kennedy Center Honnors, pelo Presidente Barack Obama, em 2016; e Commendatore dell'Ordine al Merito della Republica Italiana, em 2018.    



Mischa Maisky | Nasceu em Riga em 1948. Em 1965 mudou-se para Leninegrado e, com 17 anos de idade, venceu o concurso de violoncelo da União Soviética. Em 1966 foi premiado no Concurso Internacional Tchaikovsky, tendo então começado a estudar com Mstislav Rostropovich no Conservatório de Moscovo. Em 1972 emigrou para Israel, onde o maestro Zubin Mehta o convidou a participar numa digressão norte-americana com a Filarmónica de Israel. No ano seguinte, ganhou o Concurso Internacional de Violoncelo Gaspar Cassadó, em Florença, estreando-se em seguida no Carnegie Hall de Nova Iorque, com a Orquestra Sinfónica de Pittsburgh, sob a direção de William Steinberg. Nessa altura, um admirador anónimo ofereceu-lhe um violoncelo Montagnana do séc. XVIII, o instrumento que Maisky ainda toca hoje em dia. Em 1974 estudou vários meses com Gregor Piatigorsky, tendo sido o último aluno do grande mestre. Maisky é o único violoncelista que teve a oportunidade de receber os ensinamentos de Rostropovich e Piatigorsky. Foi entusiasticamente recebido na sua estreia em Londres, em 1976, seguindo-se outros grandes sucessos em Paris, Berlim, Viena, Tóquio e em outros grandes palcos musicais do mundo. Em 1995 regressou a Moscovo, depois de uma ausência de 23 anos, para dar um concerto e gravar com a Orquestra Nacional Russa, sob a direcção de Mikhail Pletnev. Em 2000 celebrou o aniversário dos 250 anos da morte de J. S. Bach com uma digressão maratona que incluiu vários continentes. 


Músico de classe mundial e um apaixonado pela música de câmara, Mischa Maisky colabora com outros grandes intérpretes, incluindo Martha Argerich, Radu Lupu, Yuri Bashmet, Maxim Vengerov, Nelson Freire ou Gidon Kremer. Artista exclusivo da Deutsche Grammophon desde 1985, realizou muitas gravações que foram merecedoras de importantes galardões, incluindo três prémios da Academia do Disco de Tóquio, o Grand Prix du Disque (Suites para Violoncelo Solo de J. S. Bach) ou o Diapason d'Or (Sonatas de J. S. Bach e de Beethoven).    





Fotos Jorge Carmona / Antena 2