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Boulevard André Pinto

Concertos

P. Foz | 27 fevereiro 2013

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SALÃO NOBRE - PALÁCIO FOZDia 27 de fevereiro às 19h00

Programa

António Pinho Vargas Nove Canções de António Ramos Rosa:
Não tenho lágrimas; Não era um barco; Ligado a uma sombra; Um tremor de proa; Tateio sobre o branco
Como quem levanta:
a) Onde a força do vento...
b) Porque esse arvoredo...
c) um gesto que procura
É por aqui, mas o caminho é trémulo e O que escrevo por vezes

Fernando Valente
Olha para mim, amor! ( extr. do poema Súplica, de Florbela Espanca) e Se tu viesses… (Florbela Espanca) (estreias) e Os versos que te fiz
Intervalo

Heitor Villa-Lobos Modinha (Seresta Nº 5); Canção de Amor Melodia Sentimental e Nesta Rua (tem um bosque)

Cláudio Santoro Canções de Amor; Ouve o Silêncio; Acalanto da Rosa; Bem pior que a morte; Balada da flor da terra; Amor que partiu; Jardim noturno; Pregão da saudade; Alma Perdida; Em Algum lugar e A mais dolorosa das histórias 

“....... Amar é qualquer coisa de mais grave e significativo do que o entusiasmo pelas linhas de um rosto e a cor de uma face.”
Ortega y Gasset

Sinopse:

Ao longo do século XX, a canção para voz e piano com texto em língua portuguesa foi um género muito cultivado no Brasil e em Portugal. Muitos compositores contribuíram para este tipo de repertório inspirados em versos e prosas. Destacamos neste programa os compositores brasileiros Cláudio Santoro e Heitor Villa –Lobos e os portugueses António Pinho Vargas e Fernando Valente. Partindo de abordagens musicais sobre um mesmo tema o Amor, separadas por décadas e realizadas por compositores que viveram experiências distintas, este programa foi estruturado pretendendo realçar os aspetos nostálgicos presentes nas obras, conjugando compositores e poetas de épocas distintas da lusofonia inspirados pelo mesmo sentimento. A nostalgia e a melancolia. O recital é concebido como um ato artístico, como uma obra musical conjugando musica e poesia, proporcionando ao mesmo tempo um contacto com momentos distintos da história da canção brasileira e lusófona do século XX.



Ana Barros, soprano

Licenciada em canto pela Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Porto, Ana Barros frequentou as classes dos Profs. Rui Taveira e Fernanda Correia. Foi membro do elenco do Estúdio de Ópera da Casa da Música, onde trabalhou com o Prof. Peter Harrison e Lorna Marshall, entre 2003 e 2006 e com o qual obteve uma Pós-graduação com responsabilidade conjunta dos conservatórios de Haia e Amesterdão. Durante todo o ano de 2007 esteve a completar a sua formação em Madrid sob a orientação do Tenor Manuel Cid (Docente da Escola Superior de Música Rainha Sofia e Escola Superior de canto de Madrid). Sempre com a intenção de aperfeiçoar a sua técnica e musicalidade trabalhou com Marc Tardue e Gabriella Morigi. Tem cantado nas mais diversas salas de espetáculo do País, onde participou em variadíssimas produções de ópera e em concertos e nas quais foi dirigida por alguns dos mais importantes maestros da atualidade, como Rui Massena, Osvaldo Ferreira, Richard Gwilt, Martin André, William Lacey, Roberto Manfredini, Christoph König, João Paulo Santos, Francesco La Vecchia, Ferreira lobo, Giovanni Andreoli, Roberto Tibiriça e Marc Tardue, entre outros. Em 2005 fez a estreia mundial da obra “Cicuta”, uma encomenda da Casa da Música (estreada no ciclo Novas Músicas), com música de António Chagas Rosa e poemas de Maria Teresa Horta, que gravou em CD, com o pianista António Oliveira. Apresenta-se regularmente em duo com a pianista Isabel Sá, tendo gravado com a mesma para a Antena 2, está a gravar, com o guitarrista Augusto Pacheco as obras para canto e guitarra do compositor Fernando Lopes Graça. Trabalha também regularmente com a pianista Christina Margotto, com quem criou o recital “A Canção de Amor”, e com o pianista Bruno Belthoise, sendo que com este trabalha maioritariamente repertório da música Portuguesa e Francesa contemporânea. Participou no projeto Saturno - La Melodie Française, integrado no curso de encenação de Ópera do Programa de Criação Artística da Gulbenkian, encenação de Ana Luena e direção musical e performance de Jeff Cohen. É docente na Academia de Música de Vilar de Paraíso, na Academia de Música de Espinho e na Escola Profissional de Música de Espinho.

Christina Margotto, piano

De nacionalidade brasileira, iniciou os seus estudos musicais aos 8 anos. Teve como professores Anny Cabral, Alfredo Cerquinho, Daisy de Lucca, Homero de Magalhães, Magda Tagliaferro, Vitalli Dotsenko, Constantin Sandu entre outros. Concluiu o curso de bacharelato em piano na Facultade de Artes Santa Marcelina em São Paulo e a Licenciatura em Piano de Acompanhamento na Escola Superior das Artes e Espetáculo do Porto. Obteve vários primeiros prémios em concursos no Brasil: Concurso Nacional Villa-Lobos, Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, I e II Concurso Estadual de Piano do Espírito Santo, Concurso da Universidade Federal da Bahia, entre outros. Apresentou-se como solista várias vezes com orquestras brasileiras e em Portugal com a Orquestra do Conservatório Regional de Gaia e Orquestra ARTAVE. Tem atuado como concertista em Brasil, Portugal, França, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. Alemanha e Itália. Tem colaborado com diversos músicos e variadas formações, e nas suas atuações pela Europa com a pianista Ana Queirós foi aclamada pela critica “...mestres na sua arte” (Heilbronner Stimme). “...um deleite pianístico de brilhante luminosidade.” (Rein-Necker Zeitung). Gravou, com a Orquestra Raízes Ibéricas, o Concerto de Carlos Seixas para cravo, em versão para piano (Numérica, 2011). Com o pianista Bruno Belthoise com quem tem desenvolvido um projeto de concertos narrados gravou em primeira edição mundial os três cadernos das Melodias Rústicas Portuguesas de Lopes Graça para a Antena 2 e editado pela Coriolan em França. Com o violoncelista Jed Barahal com quem mantem um duo há mais de 15 anos gravou a obra completa para violoncelo e piano de Lopes Graça juntamente com a Sonata de Luís de Freitas Branco. Estas gravações foram qualificadas pela crítica especializada como "gravações de referência" tendo sido ambas consideradas as melhores existentes destas obras. O seu trabalho em prol da divulgação da música portuguesa, mereceu por diversas vezes apoio do Instituto Camões, Fundação Gulbenkian e Antena 2. Pertence ao quadro de professores do Conservatório de Música do Porto desde 1992.