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Solistas da Metropolitana | 1 Março

Instituto Superior de Economia e Gestão

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Solistas da Metropolitana | 1 Março Solistas da Metropolitana | 1 Março

1 Março 19h00

Auditório do  
Entrada livre


Solistas da Metropolitana

Nuno Silva, clarinete
Rodrigo Carreira, trompa
José Pereira, Joana Dias, violinos
Joana Tavares, viola
Catarina Gonçalves, violoncelo
Filipe Pinto-Ribeiro, piano*


Programa

Krysztof Penderecki (1933)** - Sexteto 

Robert Schumann (1810-1856) - Quinteto com Piano, Op. 44


O Quinteto com Piano de Robert Schumann e o Sexteto de Krzysztof Penderecki são duas criações artísticas de grande vulto no âmbito do repertório musical de tradição clássica. Entre si, inscrevem-se em práticas estilísticas que divergem nas categorias de classificação correntes. A primeira reporta ao panorama mais conservador de meados do século XIX, juntando o piano e um quarteto de cordas no respeito dos padrões formais instituídos na Escola de Viena. A segunda anuncia o nosso século, sendo um dos mais ilustres exemplos dos caminhos encetados pela expressão pós-moderna em matéria de música, desta vez com um agrupamento formado por clarinete, trompa, piano, violino, viola e violoncelo. Apresentadas em conjunto, porém, revelam vários aspetos em comum que apontam uma experiência íntegra, lembrando-nos que, não sendo a música uma linguagem universal, também não são os tempos ou as estéticas que lhe impedem de proporcionar empatia e convergência. São duas obras de enorme fôlego em que as possibilidades técnicas de cada uma das formações recreia registos de conversação animados, ambientes fúnebres e imersivos, passagens concertantes e efeitos dramáticos de proporção sinfónica. 
Para lá dos compositores, recordam-nos ainda duas grandes figuras da História da Música. O Quinteto foi dedicado à pianista virtuosa Clara Schumann, que se apresentou na estreia, em janeiro de 1842 no Gewandhaus de Leipzig. O Sexteto foi composto para Mstislav Rostropovich no contexto da Sociedade dos Amigos da Música em Viena. Foi estreado pelo violoncelista russo na companhia de outros cinco grandes músicos na Musikverein em junho de 2000. Em dois longos andamentos, convoca-nos para uma viagem que se aventura por ambientes muito variados e imaginários fervilhantes. Nalguns momentos, lembram-nos a obra Largo, para violoncelo e orquestra, do mesmo Penderecki, que foi estreada entre nós no Concerto Inaugural da presente Temporada da Metropolitana.

** Membro do DSCH-Schostakovich Ensemble, Agrupamento associado da Temporada 2018/19



Concerto gravado pela Antena 2 / RTP
Produção: Anabela Luís



Nuno Silva estudou com António Saiote, Hans Deinzer, Pascal Moragués e Hakan Rosengren. É diplomado em clarinete pelo Conservatório Nacional, ESMAE e California State University, onde obteve um mestrado com classificação máxima a todas as disciplinas. Estes resultados académicos valeram-lhe o convite para membro da prestigiosa organização americana Phi Kappa Phi Honors Society. Em 2001 licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa. Em 2013 foi-lhe atribuído o «Estatuto de Especialista» e encontra-se atualmente a frequentar o programa de doutoramento na Universidade de Évora. 
Foi vencedor dos concursos nacionais de maior importância, incluindo o 1º Prémio de Clarinete e Música de Câmara da Juventude Musical Portuguesa em 1988, o 1º Prémio no Concurso Nacional de Clarinete de Setúbal em 1989, o 1º Prémio de Clarinete e Música de Câmara (nível superior) no Prémio Jovens Músicos em 1991, o 1º Prémio no Concurso Jovens Solistas em 1992 e o 1º Prémio no Concurso Cultura e Desenvolvimento em 1996. Nuno Silva foi também distinguido em concursos internacionais. Foi semi-finalista do Concurso Internacional Valentino Bucchi em Roma em 1992, laureado no Concurso Internacional Aurelian Popa na Roménia em 1993 e semi-finalista no Concurso Internacional de Cracóvia em 1994. Em 2002 ficou apurado entre os três semifinalistas em clarinete do Concert Artists Guild em Nova Iorque. Como vencedor do Prémio Jovens Músicos, foi representante da RDP na Fundação Hindemith, na Suíça. 
A sua discografia inclui o 2º Concerto de Weber, com a Nova Filarmonia Portuguesa, obras de Mathias Dorsam com o Quinteto Mistral, os CDs Percursos e LX1988 com o Quarteto de Clarinetes de Lisboa, SWING.PT e Live Performances Mozart /Copland
Nuno Silva é artista Buffet Crampon e D'Addario Woodwinds. É regularmente convidado a atuar no Congresso Mundial do Clarinete, tendo participado neste evento em Atlanta, Vancouver, Porto, Los Angeles, Assici e Madrid. A sua atividade como professor e músico leva-o a apresentar-se em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Suíça, Itália, China, Austrália, E.U.A, Brasil, etc. Atuou com músicos de referência mundial, tais como Paul Meyer, Antoine Tamestit, Yo Kosube e Jin Wang, entre outros. 
Atualmente é professor no Conservatório Nacional e na Academia Nacional Superior de Orquestra, assim como 1º Clarinete Solista da Orquestra Metropolitana de Lisboa.


Rodrigo Carreira nasceu em 1983 e iniciou os seus estudos musicais na Sociedade Artística e Musical Cortesense aos 9 anos. Em 2001 ingressou na escola de música do Orfeão de Leiria, onde concluiu o 5º grau na classe deJosé Correia. Nesta instituição foi laureado com o 2º prémio "Os Melhores Alunos do Orfeão de Leiria" dois anos consecutivos.
Frequentou masterclasses orientados por trompistas de nível internacional, sendo de destacar: Abel Pereira, Javier Bonet, Froydis Ree Wekre, Herman Baumman, Ab Koster, Radovan Vlatkovic, Carsten Duffin, Bernardo Silva, Hélder Vales, Jonathan Luxton, António Costa, Paulo Guerreiro, Todd Sheldrick, Simon Breyer, Bohdan Sebéstik e Ricardo Matosinhos. Trabalhou com diversos maestros e solistas de renome internacional, destacando-se Michael Zilm, Andris Nelsons, Emilio Pomàrico Martin André, Joana Carneiro, Pedro Amaral, Rafhael Oleg, Daniel Rowland, Elizabete Matos, Kiri Te Kenawa, Leon Fletcher e Branford Marssallis, Jean-Marc Burfin, Jean Sébestian Béreau, Scott Sandmyer, Christopher Konig, Peter Rundel, entre outros.
Participou nas edições do Prémio Jovens Músicos 2007, e no "43º International Horn Competition" em Markneukirchen.
Colabora regularmente com algumas das mais prestigiadas orquestras portuguesas como: Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Clássica do Algarve e Orquestra Metropolitana de Lisboa, com a qual teve a oportunidade de, em 2008, actuar a solo na formação de quarteto, juntamente com Abel Pereira, Nuno Vaz e Tiago Matos, executando a obra Sinfonia de Caça de Leopold Mozart. Com a orquestra Remix Enssemble integrou a digressão europeia "Ring Saga", uma versão reduzida da Tetralogia de Wagner atuando em prestigiadas salas como a Citê de La Musique, em Paris.



José Pereira iniciou os estudos musicais na Banda Musical Lanhelense. Mais tarde estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, com Armando Gonzalez, e na ANSO (Academia Nacional Superior de Orquestra) com Aníbal Lima. Frequentou masterclasses com Serguei Aroutiounian, Nicolas Chumashenco, Anotoli Swarzburg, Evélio Teles, Aníbal Lima, Gerardo Ribeiro, Lee-Chin Siow, Ilian Gronniz, Serguei Kravechenco, Vadim Répin e Thomas Brandies, entre outros.
Em 2003 recebeu o 2º Prémio e em 2004 o 1º Prémio em Violino - Nível Superior no Prémio Jovens Músicos da RDP/Antena 2. 
Já trabalhou com os maestros Peter Rundel, Emilio Pomàrico, Brad Lubman, Paul Hillier, Franck Ollu, Stefan Asbury, Péter Eötvös, entre outros, e já tocou com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Académica do Porto, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra Pedro Álvares Cabral e OrquestrUtópica, entre outras. 
É membro fundador do Ensemble Contrapunctus e do Webern Trio, e apresenta-se regularmente com o Sond'Art Electric Ensemble, o Ensemble Darcos e o Musik Fabrik de Colónia. Em 2014 tocou a solo com a Orquestra de Sopros do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e com a Orquestra Clássica de Espinho. 
Para lá de já se ter apresentado em todas as principais salas de concerto de Portugal, e de integrar regularmente a programação dos principais festivais de música portugueses, também já tocou em Valência, Roterdão, Huddersfield, Barcelona, Estrasburgo, Paris, Orleães, Bourges, Reims, Antuérpia, Madrid, Budapeste, Norrköping, Viena, Witten, Berlim, Amesterdão, Colónia, Zurique, Luxemburgo e Bruxelas. Em 2011, com o Remix Ensemble, apresentou-se no Wiener Festwochen (Viena) e no Festival Agora (IRCAM; Paris) e em 2012 no Festival de Música de Estrasburgo e na Filarmónica de Berlim. É também com o Remix Ensemble que tem vários discos editados com obras de Pauset, Azguime, Côrte-Real, Peixinho, Dillon, Jorgensen, Staud, Nunes, Bernhard Lang, Pinho Vargas, Wolfgang Mitterer, Karin Rehnqvist, Pascal Dusapin e Luca Francesconi, sendo que o disco dedicado a Dusapin mereceu o destaque da revista Gramophone, tendo sido colocado na lista da Escolha dos Críticos de 2013. Já em 2015, destaca-se a estreia mundial da ópera Giordano Bruno de Francesco Filidei, no Porto e em Estrasburgo, pelo Remix Ensemble Casa da Música. 
Atualmente, José Pereira é membro do Remix Ensemble Casa da Música, 2º Concertino Convidado da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e professor de violino na Escola Profissional de Música e Academia de Música de Espinho e na Universidade de Aveiro.



Joana Dias nasceu na Covilhã, em 1987, e iniciou os estudos musicais em 1999 na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, nas classes de Clara Ramos, António Martelo e António Oliveira e Silva (Violino, Música de Câmara e Orquestra, respetivamente), terminando o curso com distinção em 2005. Recebeu uma Menção Honrosa da Cidade da Covilhã pelo mérito das qualificações obtidas no ensino secundário e, nesse mesmo ano, foi ainda premiada no PJM 2005 com o 1º Prémio em Música de Câmara - Nível Médio.
Ingressou em 2005 na Escola Superior de Música de Lisboa, onde frequentou as classes de António Anjos, Irene Lima e Paulo Pacheco, terminando a licenciatura em 2008. Durante a licenciatura foi bolseira por dois anos consecutivos da Orquestra Sinfónica Juvenil, em parceria com a Fundação EDP (2006/07, 2007/08). Entre 2010 e 2012 estudou no Conservatório Real de Bruxelas na classe de Yuzuko Horigome (1º Prémio no Queen Elisabeth Competition 1980) onde completou o mestrado em Performance e se graduou em 2012 com distinção. Em 2011 foi ainda premiada no Concurso Internacional de Arcos Júlio Cardona (Prémio Covilhanense). Durante o ciclo de mestrado foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Os seus últimos anos de formação, entre 2012-2016, tiveram lugar na Hochschule für Musik und Tanz Köln, em parceria com Orchesterzentrum NRW na classe de Emilian Piedicuta (2º Concertino da Düsseldorfer Symphoniker) onde tirou o mestrado de especialização em Orquestra com distinção.
Frequentou várias masterclasses de Violino e Música de Câmara, estudando e aprendendo com professores e músicos como Angel Sanpedro, Michael Bochmann, Michael e Irina Tseitlin, Erkki Lahesmma, Jeroen Reuling, David Le Fèvre, Rainer Schmidt, Xuan Du, Gerardo Ribeiro, Marco Rizzi, El-Bacha e Yuzuko Horigome, Shirley Laub, Christian Heubes e Timothy Summers. Participou em diversos festivais de orquestra, destacando-se a Semaine International de Musique du Luxembourg, a OPEM - Orquestra Portuguesa das Escolas de Música, a Fondazione Cantiere Internazionale di Musica, a Aproarte, o Festival de Schleswig com a Orquestra Báltica Hostein e, mais recentemente, com a Orquestra XXI. Esteve em contacto com solistas de nomeada, como Nelson Freire, Maria João Pires, Boris Berezovsky, Mischa Maisky e Martha Argerich, e maestros como Kristyan Järvi, Adam Fischer, Pablo Heras Casado e Daniel Harding.
Foi academista da Mahler Chamber Orchestra durante as temporadas 2012/13 e 2015/16. Colaborou ainda com a Deutsche Radio Philharmonie Saarbrücken (2014/15) e com a Düsseldorfer Symphoniker (2016/17). Atualmente, integra o naipe dos Primeiros Violinos da Orquestra Metropolitana de Lisboa.



Joana Tavares estudou na Classe de Viola de Jean-Loup Lecomte e Luís Norberto Silva no Conservatório de Música do Porto, de onde é natural. Posteriormente, ingressou na Academia Nacional Superior de Orquestra da Metropolitana na classe de Paul Wakabayashi, onde concluiu a Licenciatura, e mais tarde na Escola Superior de Música de Lisboa, onde concluiu o Mestrado em Ensino da Música. É pós-graduada pela Escola de Altos Estudos Musicais de Santiago de Compostela (Espanha) em Especialização Orquestral, tendo durante a temporada 2016-2017 colaborado regularmente com a Orquestra Real Filarmonia da Galiza. Frequentou masterclasses com os violetistas Yuval Gotlibovich, Gérard Caussé, Krzysztof Chorzelski e Ana Bela Chaves, com a qual realiza um trabalho regular. 
Colaborou, entre outras, com a Orquestra Real Filarmonia da Galiza, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Sinfónica da Casa da Música do Porto e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Tocou a solo com a Orquestra de Câmara Portuguesa, sob direção do maestro Pedro Carneiro, e com a Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, sob direção do maestro Ernst Schelle. 
Foi distinguida com o 1º Prémio na Categoria de Música de Câmara no Concurso Gilberto Paiva, com o 1º Prémio no Concurso Interno do Conservatório de Música do Porto e com o 3º Prémio no Concurso Paços Premium. É, desde 2013, docente no Conservatório de Música da Metropolitana.



Catarina Gonçalves nasceu em Braga, em 1991. Iniciou os estudos musicais em piano e aos dez anos ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, na classe de violoncelo de Raquel Alves, concluindo o 8º grau com classificação máxima. Durante o seu percurso académico obteve vários prémios, destacando-se o 1º prémio no Concurso Marília Rocha em Vila do Conde (2008), o 3º prémio no Concurso de Instrumentos de Arco do Alto Minho (2008) e ainda o 2º prémio no concurso Prémio Jovens Músicos (2009). Como aluna do Conservatório teve algumas distinções como o Prémio de Mérito Académico, Prémio de Mérito Artístico, Prémio de Mérito Musical e ainda o Prémio de Mérito do Ministério da Educação.
Iniciou a sua actividade solista em 2003, com um agrupamento de música da Academia de Música de Paredes. Em 2007 e 2008 foi também solista com a orquestra do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga (tendo atuado a solo com esta mesma orquestra no Centro Cultural de Belém em Lisboa e no Teatro Circo em Braga), em 2009 com a Orquestra do Norte, e em 2011 apresentou-se com a Orquestra Clássica da Madeira e com a Orquestra Académica Metropolitana.
Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento orientado por professores como Miguel Rocha, Dimitri Ferscthman, Alexander Kniazev, Ília Laporev, Márcio Carneiro, Anne Gastinel, Paulo Gaio Lima e Konstantin Heidrich.
Como instrumentista de orquestra participou na Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música e colaborou com a Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Momentum Perpetuum e Camerata con Brio, entre outras. Trabalhou com maestros como Florin Totin, Pio Salotto, Nicholas Kok, Marlon Patiño, Martin André, Rui Massena e Pedro Carneiro. 
Em 2009 foi admitida na lista dos instrumentistas suplementares de violoncelo da Orquestra Gulbenkian para a temporada 2009/2010. Integrou a Orquestra de Jovens da União Europeia no ano de 2011, onde tocou sob a direcção de Jac van Steen e Vladimir Ashkenazy. Em 2012 integrou, como chefe de naipe, a Orquestra Fundação Estúdio, inserida na Capital Europeia da Cultura.
Concluiu a Licenciatura em Instrumentista de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe de Paulo Gaio Lima. Colaborou com a Orquestra Académica Metropolitana sob a direcção de Jean Marc Burfin, a Orquestra Metropolitana de Lisboa com Mikhail Agrest e a Orquestra Sinfónica Metropolitana com Michael Zilm, Evgeny Bushkov e Cesário Costa.



Filipe Pinto-Ribeiro
* nasceu no Porto e, após estudos em diversos países, foi discípulo de Lyudmila Roshchina no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, onde se doutorou com as mais elevadas classificações em 2000, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Desenvolve uma intensa actividade solística e camerística, abrangendo um vasto repertório que se estende do Barroco até aos nossos dias. Fez a estreia em Portugal de obras como os 24 Prelúdios e Fugas Opus 87 de Schostakovich, o Concerto para Piano e Orquestra Op. 33 de Dvořák, a versão para piano das Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz de Haydn, o Concerto para piano e orquestra “Introitus” de Sofia Gubaidulina, interpretação muito elogiada pela própria compositora, e, recentemente, as estreias mundiais de As Quatro Últimas Estações de Lisboa, de Eurico Carrapatoso, e da nova versão para piano, da autoria de Marcelo Nisinman, de Quatro Estações de Buenos Aires de Astor Piazzolla, obras que lhe foram dedicadas pelos próprios compositores.
É frequentemente convidado como solista pelas principais orquestras portuguesas e de vários países, como Rússia, Espanha, Cuba, Eslováquia, Arménia ou Bélgica, tendo colaborado com os maestros John Nelson, Dmitri Liss, Emilio Pomàrico, Mikhail Agrest, Charles Olivieri-Munroe, Peter Tilling, Boguslaw Dawidow, Rengim Gökmen, Marc Tardue e Misha Rachlevsky, entre outros.
Apaixonado pela música de câmara, tem-se apresentado em parceria com alguns dos maiores nomes do panorama internacional como Gary Hoffman, Corey Cerovsek, Renaud Capuçon, Adrian Brendel, Benjamin Schmid, Gérard Caussé, Michel Portal, Jack Liebeck, Christian Poltéra, Isabel Charisius, Pascal Moraguès, Radek Baborák, Eldar Nebolsin, Lars Anders Tomter, Anna Samuil e José van Dam.
Filipe Pinto-Ribeiro é fundador (2006) e diretor artístico do DSCH - Schostakovich Ensemble.
Gravou diversos CDs que obtiveram excelente receptividade por parte do público e da crítica musical. No seu CD de estreia, interpreta obras de Mussorgsky, Scriabin, Schostakovich, Debussy e Ravel. Gravou um CD em duo com a sua mulher, a pianista Rosa Maria Barrantes, incluindo obras de Fauré, Satie, Debussy, Poulenc e Ravel. De destacar ainda o CD Bach Piano Transcriptions e o CD Berlin Sessions, gravado pelo pianista na capital alemã, que contém sonatas de Scarlatti, Seixas, Beethoven, Wagner e Prokofiev.
A sua última gravação, o duplo CD PIANO SEASONS tem sido recebido as mais elevadas classificações da crítica internacional (BBC Music Magazine, Klassik Heute, Classique News, BR-Klassik...). Foi gravado em França para a Paraty/Harmonia Mundi e inclui um tríptico de obras relacionadas com as estações do ano, incluindo: “As Estações opus 37-bis” de Tchaikovsky; a estreia discográfica de “Quatro Estações de Buenos Aires”, de Astor Piazzolla/Marcelo Nisiman; e “Quatro Últimas Estações de Lisboa”, de Eurico Carrapatoso, que tem a sua primeira gravação neste duplo CD.
É frequentemente solicitado como diretor artístico para várias iniciativas, destacando-se o Festival e Academia VERÃO CLÁSSICO, que fundou em 2015 no Centro Cultural de Belém. Foi ainda diretor artístico de diversos ciclos de concertos como “Noites no Salão Árabe”, no Palácio da Bolsa do Porto, “Ciclo Sofia Gubaidulina”, no Centro Cultural de Belém, “Notas Químicas”, integrado nas comemorações do Ano Internacional da Química e dos 100 anos da Universidade de Lisboa.
Para além da sua intensa atividade concertística, foi Professor de Piano durante uma década em algumas universidades portuguesas e orienta frequentemente Masterclasses, em Portugal e no estrangeiro. Filipe Pinto-Ribeiro é Steinway Artist.

* Artista Associado da Temporada da Metropolitana 2018/2019



Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP