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Dois ao Quadrado Pedro Coelho / Inês Almeida / Maria Augusta Gonçalves

Concertos

Solistas da Metropolitana | 25 Maio 19h00

Instituto Superior de Economia e Gestão

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Solistas da Metropolitana | 25 Maio 19h00 Solistas da Metropolitana | 25 Maio 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


25 Maio 19h00
Auditório Caixa Geral Depósitos, 
Entrada livre


Solistas da Metropolitana

José Pereira, Joana Dias, violinos
Joana Tavares, viola
Catarina Gonçalves, violoncelo
Francisco Sassetti, piano


Programa

Compositores Exilados 

E. W. Korngold (1897-1957)- Quinteto com Piano, Op. 15

F. Lopes-Graça (1906-1994) - Canto de Amor e Morte, LG 141a

Como tantos outros compositores do século passado, Erich Wolfgang Korngold e Fernando Lopes-Graça sofreram circunstâncias de vida impostas por regimes políticos adversos. O músico austríaco refugiou-se nos E.U.A. em 1934, quatro anos antes das tropas nazis invadirem Viena. Lopes-Graça chegou a ser preso pela PIDE e foi proibido de ensinar em escolas públicas (a partir de 1954, também na Academia de Amadores de Música). Ainda assim, as duas extraordinárias obras que se juntam neste programa coincidem, sobretudo, na formação instrumental a que se destinam – o quinteto de cordas e piano. De resto, contrastam bastante entre si. Por um lado, o deslumbramento otimista de um jovem e promissor talento. Por outro, a angústia de um homem que, do alto da sua maturidade
artística e intelectual, atravessava uma fase muito difícil. 
O Op. 15 de Korngold, de 1921, foi escrito após o enorme sucesso alcançado na estreia da ópera Die tote Stadt. Por entre grande densidade expressiva, articulam-se melodias generosas e mensagens subliminares dirigidas à mulher por quem estava apaixonado e com quem veio a casar. 
Já o Canto de amor e de morte seria composto quatro décadas depois, na sequência de algumas das obras mais inovadoras do músico tomarense: os Cinco Noturnos e o ciclo vocal As mãos e os frutos. Enquanto fruto de um momento de viragem, também do seu próprio estilo musical, o dramatismo desta obra realça as palavras «amor» e «morte» que se lêem no título. Porventura, traduz-se assim o mais profundo dilema «entre a vida e a morte»




Transmissão direta
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Anabela Luís



José Pereira iniciou os estudos musicais na Banda Musical Lanhelense. Mais tarde estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, com Armando Gonzalez, e na ANSO (Academia Nacional Superior de Orquestra) com Aníbal Lima. Frequentou masterclasses com Serguei Aroutiounian, Nicolas Chumashenco, Anotoli Swarzburg, Evélio Teles, Aníbal Lima, Gerardo Ribeiro, Lee-Chin Siow, Ilian Gronniz, Serguei Kravechenco, Vadim Répin e Thomas Brandies, entre outros.
Em 2003 recebeu o 2º Prémio e em 2004 o 1º Prémio em Violino - Nível Superior no Prémio Jovens Músicos da RDP - Antena 2.
Já trabalhou com os maestros Peter Rundel, Emilio Pomàrico, Brad Lubman, Paul Hillier, Franck Ollu, Stefan Asbury, Péter Eötvös, entre outros, e já tocou com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Académica do Porto, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra Pedro Álvares Cabral e OrquestrUtópica, entre outras. É membro fundador do Ensemble Contrapunctus e do Webern Trio, e apresenta-se regularmente com o Sond’Art Electric Ensemble, o Ensemble Darcos e o Musik Fabrik de Colónia. Em 2014 tocou a solo com a Orquestra de Sopros do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e com a Orquestra Clássica de Espinho.
Para lá de já se ter apresentado em todas as principais salas de concerto de Portugal, e de integrar regularmente a programação dos principais festivais de música portugueses, também já tocou em Valência, Roterdão, Huddersfield, Barcelona, Estrasburgo, Paris, Orleães, Bourges, Reims, Antuérpia, Madrid, Budapeste, Norrköping, Viena, Witten, Berlim, Amesterdão, Colónia, Zurique, Luxemburgo e Bruxelas. Em 2011, com o Remix Ensemble, apresentou-se no Wiener Festwochen (Viena) e no Festival Agora (IRCAM; Paris) e em 2012 no Festival de Música de Estrasburgo e na Filarmónica de Berlim. É também com o Remix Ensemble que tem vários discos editados com obras de Pauset, Azguime, Côrte-Real, Peixinho, Dillon, Jorgensen, Staud, Nunes, Bernhard Lang, Pinho Vargas, Wolfgang Mitterer, Karin Rehnqvist, Pascal Dusapin e Luca Francesconi, sendo que o disco dedicado a Dusapin mereceu o destaque da revista Gramophone, tendo sido colocado na lista da Escolha dos Críticos de 2013. Já em 2015, destaca-se a estreia mundial da ópera Giordano Bruno de Francesco Filidei, no Porto e em Estrasburgo, pelo Remix Ensemble Casa da Música.
Atualmente, José Pereira é membro do Remix Ensemble Casa da Música, 2º Concertino Convidado da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e professor de violino na Escola Profissional de Música e Academia de Música de Espinho e na Universidade de Aveiro.



Joana Dias nasceu na Covilhã, em 1987, e iniciou os estudos musicais em 1999 na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, nas classes de Clara Ramos, António Martelo e António Oliveira e Silva (Violino, Música de Câmara e Orquestra, respetivamente), terminando o curso com distinção em 2005. Recebeu uma Menção Honrosa da Cidade da Covilhã pelo mérito das qualificações obtidas no ensino secundário e, nesse mesmo ano, foi ainda premiada no PJM / Edição 2005 com o 1º Prémio em Música de Câmara / Nível Médio.
Ingressou em 2005 na Escola Superior de Música de Lisboa, onde frequentou as classes de António Anjos, Irene Lima e Paulo Pacheco, terminando a licenciatura em 2008. Durante a licenciatura foi bolseira por dois anos consecutivos da Orquestra Sinfónica Juvenil, em parceria com a Fundação EDP (2006/07, 2007/08). Entre 2010 e 2012 estudou no Conservatório Real de Bruxelas na classe de Yuzuko Horigome (1º Prémio no Queen Elisabeth Competition / 1980) onde completou o mestrado em Performance e se graduou em 2012 com distinção. Em 2011 foi ainda premiada no Concurso Internacional de Arcos Júlio Cardona (Prémio Covilhanense). Durante o ciclo de mestrado foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Os seus últimos anos de formação, entre 2012-2016, tiveram lugar na Hochschule für Musik und Tanz Köln, em parceria com Orchesterzentrum NRW na classe de Emilian Piedicuta (2º Concertino da Düsseldorfer Symphoniker) onde tirou o mestrado de especialização em Orquestra com distinção.
Frequentou várias masterclasses de Violino e Música de Câmara, estudando e aprendendo com professores e músicos como Angel Sanpedro, Michael Bochmann, Michael e Irina Tseitlin, Erkki Lahesmma, Jeroen Reuling, David Le Fèvre, Rainer Schmidt, Xuan Du, Gerardo Ribeiro, Marco Rizzi, El-Bacha e Yuzuko Horigome, Shirley Laub, Christian Heubes e Timothy Summers. Participou em diversos festivais de orquestra, destacando-se a Semaine International de Musique du Luxembourg, a OPEM / Orquestra Portuguesa das Escolas de Música, a Fondazione Cantiere Internazionale di Musica, a Aproarte, o Festival de Schleswig com a Orquestra Báltica Hostein e, mais recentemente, com a Orquestra XXI. Esteve em contacto com solistas de nomeada, como Nelson Freire, Maria João Pires, Boris Berezovsky, Mischa Maisky e Martha Argerich, e maestros como Kristyan Järvi, Adam Fischer, Pablo Heras Casado e Daniel Harding.
Foi academista da Mahler Chamber Orchestra durante as temporadas 2012/13 e 2015/16. Colaborou ainda com a Deutsche Radio Philharmonie Saarbrücken (2014/15) e com a Düsseldorfer Symphoniker (2016/17). Atualmente, integra o naipe dos Primeiros Violinos da Orquestra Metropolitana de Lisboa.



Joana Tavares estudou na Classe de Viola de Jean-Loup Lecomte e Luís Norberto Silva no Conservatório de Música do Porto, de onde é natural. Posteriormente, ingressou na Academia Nacional Superior de Orquestra da Metropolitana na Classe de Paul Wakabayashi, onde concluiu a Licenciatura, e mais tarde na Escola Superior de Música de Lisboa, onde concluiu o Mestrado em Ensino da Música. É pós-graduada pela Escola de Altos Estudos Musicais de Santiago de Compostela (Espanha) em Especialização Orquestral, tendo durante a temporada 2016-2017 colaborado regularmente com a Orquestra Real Filarmonia da Galiza. Frequentou masterclasses com os violetistas Yuval Gotlibovich, Gérard Caussé, Krzysztof Chorzelski e Ana Bela Chaves, com a qual realiza um trabalho regular. Colaborou, entre outras, com a Orquestra Real Filarmonia da Galiza, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra de Câmara Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Sinfónica da Casa da Música do Porto e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Tocou a solo com a Orquestra de Câmara Portuguesa, sob direção do maestro Pedro Carneiro, e com a Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, sob direção do maestro Ernst Schelle. Foi distinguida com o 1º Prémio na Categoria de Música de Câmara no Concurso Gilberto Paiva, com o 1º Prémio no Concurso Interno do Conservatório de Música do Porto e com o 3º Prémio no Concurso Paços Premium. É, desde 2013, docente no Conservatório de Música da Metropolitana.



Catarina Gonçalves nasceu em Braga, em 1991. Iniciou os estudos musicais em piano e aos dez anos ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, na classe de violoncelo de Raquel Alves, concluindo o 8º grau com classificação máxima. Durante o seu percurso académico obteve vários prémios, destacando-se o 1º prémio no Concurso Marília Rocha em Vila do Conde (2008), o 3º prémio no Concurso de Instrumentos de Arco do Alto Minho (2008) e ainda o 2º prémio no concurso Prémio Jovens Músicos (2009). Como aluna do Conservatório teve algumas distinções como o Prémio de Mérito Académico, Prémio de Mérito Artístico, Prémio de Mérito Musical e ainda o Prémio de Mérito do Ministério da Educação.
Iniciou a sua actividade solista em 2003, com um agrupamento de música da Academia de Música de Paredes. Em 2007 e 2008 foi também solista com a orquestra do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga (tendo atuado a solo com esta mesma orquestra no Centro Cultural de Belém em Lisboa e no Teatro Circo em Braga), em 2009 com a Orquestra do Norte, e em 2011 apresentou-se com a Orquestra Clássica da Madeira e com a Orquestra Académica Metropolitana.
Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento orientado por professores como Miguel Rocha, Dimitri Ferscthman, Alexander Kniazev, Ília Laporev, Márcio Carneiro, Anne Gastinel, Paulo Gaio Lima e Konstantin Heidrich.
Como instrumentista de orquestra participou na Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música e colaborou com a Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Momentum Perpetuum e Camerata con Brio, entre outras. Trabalhou com maestros como Florin Totin, Pio Salotto, Nicholas Kok, Marlon Patiño, Martin André, Rui Massena e Pedro Carneiro. Em 2009 foi admitida na lista dos instrumentistas suplementares de violoncelo da Orquestra Gulbenkian para a temporada 2009/2010. Integrou a Orquestra de Jovens da União Europeia no ano de 2011, onde tocou sob a direcção de Jac van Steen e Vladimir Ashkenazy. Em 2012 integrou, como chefe de naipe, a Orquestra Fundação Estúdio, inserida na Capital Europeia da Cultura.
Concluiu a Licenciatura em Instrumentista de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe de Paulo Gaio Lima. Colaborou com a Orquestra Académica Metropolitana sob a direcção de Jean Marc Burfin, a Orquestra Metropolitana de Lisboa com Mikhail Agrest e a Orquestra Sinfónica Metropolitana com Michael Zilm, Evgeny Bushkov e Cesário Costa.



Francisco Sassetti, natural de Lisboa, iniciou os seus estudos musicais com Maria Fernanda Costa. Concluiu o Curso Geral de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa na classe de piano de Dinorah Leitão, e a Escola Superior de Música de Lisboa, na classe da pianista Tânia Acho. Ingressou no College Conservatory of Music da Universidade de Cincinnati (EUA) onde obteve, em 1995, o Mestrado em Piano Performance na classe de Eugene Pridonoff. Realizou ainda estudos com Olga Prats, Marie Antoinette Levécque de Freitas Branco, Franck Weinstock, Sequeira Costa, Dmitri Papemo e Olivier Jacquon. Iniciou a carreira de concertista no Teatro de S.Luis em Lisboa, em 1988, e desde então tem-se apresentado a solo ou integrado em grupos de música de câmara. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Universidade de Cincinnatti. Foi ainda premiado no 1º Concurso da Juventude Musical Portuguesa (1988) e gravou para a rádio clássica de Cincinnati (1995).
Nos últimos anos tem trabalhado com alguns dos melhores cantores nacionais tais como Elsa Saque, Carlos Guilherme, Teresa Cardoso de Meneses, Sandra Medeiros, Ana Ester Neves, Luís Rodrigues e Isabel Alcobia. Gravou com a cantora alemã Ute Lemper para o filme francês Aurelien, e apresentou-se em Hamburgo num recital de fado com a cantora Anabela. Apresentou-se ainda em França, na Bélgica, (Europália) em Espanha e no Uruguai. Paralelamente à carreira de Interprete, tem-se destacado como professor de piano. Neste sentido alguns jovens pianistas que passaram pelas suas mãos foram premiados em concursos nacionais e integram agora as Escolas Superiores de música Portuguesas. Leccionou na Escola Leal da Câmara e na Escola Profissional de Música de Almada. Desde 1997 integra o corpo docente da Escola Superior de Música de Lisboa, como pianista acompanhador das classes de canto, é ainda acompanhador na ANSO (Academia Nacional Superior de Orquestra).



@ Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP