Ouvir
Notícias
Em Direto
Notícias

Concertos

Solistas da Metropolitana | 28 Fevereiro | 19h00

Instituto Superior de Economia e Gestão

|

Solistas da Metropolitana | 28 Fevereiro | 19h00 Solistas da Metropolitana | 28 Fevereiro | 19h00

© Augusto Cabrita Filho


28 Fevereiro | 19h00

Auditório Caixa Geral Depósitos, 
Entrada livre


Solistas da Metropolitana

Nuno Silva, clarinete
Ana Pereira, violino
Nuno Abreu, violoncelo
António Rosado*, piano

* Artista Associado da Metropolitana na Temporada 2019/2020




Programa

Imperialismo e Holocausto


Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Trio com Piano, em Mi Bemol Maior, Op. 97, Arquiduque (1811)
I. Allegro moderato
II. Scherzo: Allegro
III. Andante cantabile ma però con moto - Poco più adagio
IV. Allegro moderato - Presto


Olivier Messiaen (1908-1992) – Quatuor pour la fin du temps (1941)
I. Liturgie de cristal
II. Vocalise, pour l'Ange qui annonce la fin du temps
III. Abîme des oiseaux
IV. Intermède
V. Louange à l'Éternité de Jésus
VI. Danse de la fureur, pour les sept trompettes
VII. Fouillis d'arcs-en-ciel, pour l'Ange qui annonce la fin du temps
VIII. Louange à l'Immortalité de Jésus



As obras que se juntam neste programa têm proveniências muito contrastantes. Ludwig van Beethoven iniciou a composição do Trio Op. 97 em 1810, numa época em que o Império Austríaco se ergueu em reação ao surgimento do Império Napoleónico. Olivier Messiaen, por sua vez, compôs o Quarteto para o Fim dos Tempos em 1941, no coração da Segunda Guerra Mundial. Coincidem, porém, no envolvimento próximo dos compositores com protagonistas e circunstâncias que marcaram a História. 
Beethoven tinha naquela época como aluno, mecenas e amigo o irmão mais novo do imperador Francisco I, o Arquiduque Rodolfo. A partitura é-lhe dedicada e, por esse motivo, ficou conhecida pelo nome «Trio Arquiduque». 
Já a composição do músico francês teve uma origem bastante mais dramática. Messiaen foi capturado em 1940 pelo exército alemão e enviado para o campo de concentração de Görlitz, na Baixa Silésia. Aí conheceu um clarinetista, um violinista e um violoncelista amadores, para os quais compôs a primeira versão da obra. Ainda prisioneiro, conseguiu que lhe fosse cedido um piano. Juntou-se assim ao trio numa estreia que seria improvável. Passado um ano, quando foi libertado, trazia consigo este manuscrito que se tornou célebre, quer pelas condições em que foi produzido quer pela própria qualidade musical. Entre as oito partes em que se divide, lêem-se títulos como «Liturgia de cristal» ou «Abismo dos pássaros».




Transmissão direta
Apresentação: Pedro Ramos
Produção: Anabela Luís



Nuno Silva | É um dos clarinetistas de referência da sua geração. Tem desenvolvido uma dupla carreira, enquanto Músico e Professor, com apresentações regulares em Portugal e no estrangeiro. A crítica internacional reserva-lhe elogios como «Silva has the chops to handle all this music and the swing to sell it.» (Fanfare Magazine) ou «Silva's tone has great core focus and ring.» (The Clarinet). 
É frequentemente convidado a apresentar-se no Congresso Mundial do Clarinete, no âmbito do qual já atuou em Atlanta, Vancouver, Porto, Los Angeles, Assici, Madrid, Orlando e Osteend, tendo, nesta última ocasião, atuado no Concerto de Gala com a interpretação do Concerto de Artie Shaw à frente da Symphonic Band of the Belgium Navy. Em 2018 tocou o Concerto de Magnus Lindberg, tendo sido o primeiro clarinetista a fazê-lo sob a direção do próprio compositor. 
Enquanto Professor, tem realizado masterclasses por todo o mundo, em países como Espanha, Bélgica, Brasil, E.U.A., China, Austrália e Suíça, onde em 2018 foi Professor Convidado da Haute École de Musique de Genève. A sua crescente notoriedade a nível internacional tem-lhe proporcionado convites para integrar júris dos concursos internacionais de clarinete de maior relevo, em cidades como Lisboa, Mercadante, Carlino, São Paulo, Ghent e Genève. 
A sua discografia inclui o 2º Concerto de Weber com a Nova Filarmonia Portuguesa, obras de M. Dorsam com o Quinteto Mistral, Percursos e LX1988 com o Quarteto de Clarinetes de Lisboa, SWING.PT e Live Performances.

Nuno Silva é artista das marcas Buffet Crampon, D'Addario Woodwinds e Silverstein Works. Estudou com António Saiote, Hans Deinzer, Pascal Moragués e Hakan Rosengren. É diplomado pela ESMAE, Universidade Nova de Lisboa (Ciências Musicais), e pela California State University, onde obteve um Mestrado com classificação máxima a todas as disciplinas. Estes resultados académicos valeram-lhe o convite para ser membro da prestigiosa organização americana Phi Kappa Phi Honors Society. Em 2013 foi-lhe atribuído o «Estatuto de Especialista», e em 2017 foi-lhe conferido o grau de Doutor com distinção na Universidade de Évora. 
Foi vencedor de todos os concursos nacionais, incluindo o 1º Prémio de Clarinete e Música de Câmara no Prémio Jovens Músicos (1991). Foi também distinguido em concursos internacionais, tendo sido semifinalista do Valentino Bucchi em Roma (1992), laureado no Aurelian Popa na Roménia (1993) e semifinalista em Cracóvia 1994. Em 2002 ficou apurado entre os três semifinalistas em Clarinete no Concert Artists Guild, realizado em Nova Iorque. Em 2003, a Câmara Municipal do Seixal atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural e a sua biografia foi citada na revista VISÃO como «um percurso digno de orgulho nacional». A sua biografia consta do livro de Gianluca Campagnolo The Great Clarinettists.      
 


Ana Pereira | Natural de Lanhelas (1985), iniciou os estudos musicais na banda da sua terra natal, ingressando aos doze anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na Classe de Violino de José Manuel Fernandéz Rosado.
Aqui terminou o curso básico com a classificação máxima. Começou logo nesta fase de aprendizagem a ser distinguida em concursos: no Prémio Jovens Músicos 2002 obteve o 3º Prémio de Violino (Nível Médio) e o 3º Prémio de Música de Câmara (Nível Médio). Participou no 1º Concurso de Violino Tomás Borba, sendo premiada com o 2º prémio. Selecionada para a Academia Nacional Superior de Orquestra, começou a estudar com Aníbal Lima, licenciando-se com a classificação máxima no ano de 2007. Antes, em 2005, obteve o 2º Prémio no Concurso Jovens Músicos (Nível Superior) e, um ano depois, o 1º Prémio no mesmo concurso. No ano de 2007 venceu a modalidade de Música de Câmara (Nível Superior), como 1º violino do Quarteto Artzen, grupo do qual é membro fundador. Mais recentemente, foi vencedora do Prémio Internacional Jovens Violinistas 2011 A Herança de Paganini.
Fez durante toda a formação masterclasses com prestigiados violinistas, nomeadamente Serguei Arantounian, Anotoli Swarzburg, Evélio Teles, Zófia Kuberska-Wóyciska, Gerardo Ribeiro, Eugene Gratovich, Irina Tseitlin, Michael Tseitlin Carmelo de los Santos, Günter Seifert, Igor Oistrach e Evegeny Bushkov, entre outros. As suas qualidades interpretativas levaram-na a ser concertino da Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, da Orquestra Académica Metropolitana, da Orquestra Sinfonietta de Lisboa e da Orquestra de Ópera Portuguesa. Foi também eleita como concertino para a Orquestra Nacional de Jovens APROARTE 2002 e para o II Estágio da Orquestra Sinfónica Académica Metropolitana.
Tocou em diversas orquestras: Sinfonietta do Porto, Sinfonietta de Lisboa, APROARTE, Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra de Ópera Portuguesa, OrchestrUtopica, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Remix Ensemble e Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Apresentou-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Joensuun Kaupunginorkesteri (Finlândia), em Portugal e no estrangeiro.
Atua regularmente como concertino da Orquestra Sinfonietta de Lisboa e é membro fundador da camerata de cordas Alma Mater.
Ocupa, desde junho de 2015, o lugar de Concertino da Orquestra Metropolitana de Lisboa, formação que integra desde 2008 (e na qual ocupou o cargo de concertino-adjunto durante cerca de 7 anos). Faz parte do corpo docente das Escolas da Metropolitana desde 2009.



Nuno Abreu | Nascido em 1983, Nuno Abreu iniciou os estudos musicais em 1988 na Fundação Musical dos Amigos das Crianças (Lisboa), onde estudou com Maria José Falcão e terminou o Curso Geral em 2001, com elevadas classificações. Em 2005, concluiu a Licenciatura em Violoncelo, no curso de Instrumentista de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe de Paulo Gaio Lima, com as mais elevadas classificações. Em 2007, concluiu o Mestrado em Performance na Northwestern University School of Music (Chicago), na classe de Hans Jensen, com a máxima classificação. Foram-lhe atribuídas bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian e da Northwestern School of Music Fellowship. Participou em masterclasses orientadas pelos professores Ralph Kirshbaum, Frans Helmerson, Bernhard Greenhouse, Anner Bylsma, Wolfgang Boettcher, Márcio Carneiro, Lluis Claret, Martin Ostertag, Maria de Macedo e Xavier Gagnepain.
Realizou vários recitais em Portugal e no estrangeiro, tendo estreado três peças contemporâneas de compositores portugueses (António Pinho Vargas, Hugo Ribeiro e Luís Cardoso) para violoncelo solo. A crítica aclamou as suas interpretações como sendo «um excelente solista, com um som muito bonito e uma técnica irrepreensível» (Jornal Público).
Integrou a Orquestra das Escolas de Música Particulares, a Orquestra Académica Metropolitana, a Orquestra Sinfónica da Northwestern University (como chefe de naipe), a Civic Orchestra of Chicago (training orchestra da Orquestra Sinfónica de Chicago), a Orquestra Juvenil Ibero-Americana, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Orquestra Gulbenkian, nas quais trabalhou com maestros como Gustavo Dudamel, Robert Spano, Christoph von Dohnányi e Charles Dutoit. Recentemente, foi convidado a integrar a European Union Orchestra, cuja primeira apresentação pública ocorreu em Bucareste, em janeiro de 2019.
Nos Estados Unidos da América, venceu o Prémio Northshore Competition (2007) e, em Portugal, o Prémio Jovens Músicos na modalidade de Música de Câmara (Nível Superior / 2004), bem como o Concurso de Interpretação das Caldas da Rainha (2007). Também em 2007, obteve o 2º Prémio e o Prémio do Público no Concurso de Interpretação do Estoril.
Lecionou no Instituto Gregoriano de Lisboa, de 2007 a 2016, e leciona desde 2013 na Escola Profissional da Metropolitana. É, atualmente, e desde 2016, Solista A na Orquestra Metropolitana de Lisboa.



António Rosado |
Tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico que integra obras de compositores tão diferentes como Georges Gershwin, Aaron Copland, Albéniz ou Liszt. Esta versatilidade permitiu-lhe apresentar, pela primeira vez em Portugal, destacadas obras como as Sonatas de Enescu ou paráfrases de Liszt, sendo o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e também dos Estudos de Claude Debussy. No registo dos recitais pode incluir-se também a interpretação da integral das sonatas de Mozart.
Atuou em palco, pela primeira vez, aos quatro anos de idade. Os estudos musicais iniciados com o pai tiveram continuidade no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, onde terminou o curso Superior de Piano, com vinte valores. Aos dezasseis anos parte para Paris, e aí vem a ser discípulo de Aldo Ciccolini no Conservatório Superior de Música e nos cursos de aperfeiçoamento em Siena e Biella (Itália).
Em 1980, estreou-se em concerto com a Orchestre National de Toulouse, sob a direção de Michel Plasson e desde essa data tem tocado com inúmeras orquestras internacionais e notáveis maestros como: Georg Alexander Albrecht, Moshe Atzmon, Franco Caracciolo, Pierre Dervaux, Arthur Fagen, Léon Fleischer, Silva Pereira, Claudio Scimone, David Stahl, Marc Tardue e Ronald Zollman.
Também na música de câmara tem atuado com prestigiados músicos como Aldo Ciccolini, Maurice Gendron, Margarita Zimermann, Gerardo Ribeiro ou Paulo Gaio Lima, com o qual apresentou a integral da obra de Beethoven para violoncelo e piano.
Laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel e pela Academia Internacional Perosi, António Rosado foi distinguido pelo Concurso Internacional Vianna da Motta e pelo Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles. Estes prémios constituem o reconhecimento internacional do seu virtuosismo e o impulso para uma brilhante carreira, com a realização de recitais e concertos por todo o Mundo, e a participação em diversos festivais. 
Na década de 90, foi o pianista escolhido pela TF1 para a gravação e transmissão de três programas – música espanhola e portuguesa, Liszt e, por fim, um recital preenchido com Beethoven, Prokofiev, Wagner-Liszt.
Em 2007, a França nomeou-o Chevalier des Arts et des Lettres.










Fotos Jorge Carmona / Antena 2