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Solistas da Metropolitana | 6 Abril 19h00

Instituto Superior de Economia e Gestão

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Solistas da Metropolitana | 6 Abril 19h00 Solistas da Metropolitana | 6 Abril 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


6 Abril 19h00

Auditório Caixa Geral Depósitos, 
Entrada livre

Solistas da Metropolitana

Ana Pereira, violino
José Teixeira, violino
Joana Cipriano, viola
Ana Cláudia Serrão, violoncelo


Programa

Franz Schubert
 (1797-1828) - Quarteto de Cordas nº 12, D. 703, Quartettsatz  

Alexander Borodin (1833-1887)- Quarteto de Cordas nº 2 


Mais do que a prestar reverência diante de obras musicais extraordinárias, este programa convida-nos a esquecer por instantes o tempo e o lugar, e a mergulhar «sem filtro» nos universos românticos de Franz Schubert e Alexander Borodin. Entre os 15 Quartetos de Cordas compostos pelo músico austríaco, o nº 12 anuncia o seu período de maturidade criativa. Os anteriores destinavam-se a um ambiente familiar, com intérpretes amadores e um nível de exigência técnica condicionado. Sem tais limitações, desponta a intensidade dramática e o despojamento expressivo próprios do estilo romântico. A misteriosa inquietação dos primeiros compassos ilustra isso bem. Seguem-se melodias aparatosas, por vezes de aparência ingénua, e mudanças de humor abruptas. Chama-se Quartettsatz, o que significa em alemão «andamento de quarteto». Com efeito, desconhece-se a razão pela qual o compositor deixou o trabalho a meio, não concluindo os restantes 3 andamentos. À semelhança da Sinfonia Incompleta, este é o Quarteto Incompleto de Schubert, ainda que nada lhe pareça faltar.


E porque de romantismo se trata, junta-se aqui o Quarteto de Cordas nº 2 de Borodin. A par da ópera O Príncipe Igor, esta é uma das obras mais conhecidas deste cientista russo (compositor nas horas vagas!), membro do célebre Grupo dos Cinco. «Completo» – ou seja, com os quatro andamentos expectáveis –, foi escrito em 1881 para celebrar o 20º aniversário da relação do músico com sua esposa. Especula-se, por isso, sobre a existência de uma dramaturgia subliminar nesta partitura. O violoncelo, instrumento que Borodin sabia tocar, seria a figura do próprio compositor. O primeiro violino representaria o seu amor, muito embora Ekaterina tocasse piano. No primeiro e terceiro andamentos, é tentador imaginar um diálogo amoroso entre os dois instrumentos. Sobretudo, o Noturno sugere o retrato certeiro de um encontro idílico.


Transmissão direta
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Anabela Luís



Ana Pereira, natural de Lanhelas (1985), iniciou os estudos musicais na banda da sua terra natal, ingressando aos doze anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na Classe de Violino de José Manuel Fernandéz Rosado. Aqui terminou o curso básico com a classificação máxima. Começou logo nesta fase de aprendizagem a ser distinguida em concursos: no Prémio Jovens Músicos 2002 obteve o 3º Prémio de Violino (Nível Médio) e o 3º Prémio de Música de Câmara (Nível Médio). Participou no 1º Concurso de Violino Tomás Borba, sendo premiada com o 2º prémio. Selecionada para a Academia Nacional Superior de Orquestra, começou a estudar com Aníbal Lima, licenciando-se com a classificação máxima no ano de 2007. Antes, em 2005, obteve o 2º lugar no concurso Prémio Jovens Músicos (Nível Superior) e, um ano depois, o 1º Prémio no mesmo concurso. No ano de 2007 venceu a modalidade de Música de Câmara (Nível Superior), como 1º violino do Quarteto Artzen, grupo do qual é membro fundador. Mais recentemente, foi vencedora do Prémio Internacional Jovens Violinistas 2011 A Herança de Paganini.
Fez durante toda a formação masterclasses com prestigiados violinistas, nomeadamente Serguei Arantounian, Anotoli Swarzburg, Evélio Teles, Zófia Kuberska-Wóyciska, Gerardo Ribeiro, Eugene Gratovich, Irina Tseitlin, Michael Tseitlin Carmelo de los Santos, Günter Seifert, Igor Oistrach e Evegeny Bushkov, entre outros. As suas qualidades interpretativas levaram-na a ser concertino da Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, da Orquestra Académica Metropolitana, da Orquestra Sinfonieta de Lisboa e da Orquestra de Ópera Portuguesa. Foi também eleita como concertino para a Orquestra Nacional de Jovens APROARTE 2002 e para o II Estágio da Orquestra Sinfónica Académica Metropolitana.
Tocou em diversas orquestras: Sinfonieta do Porto, Sinfonieta de Lisboa, APROARTE, Orquestra Sinfónica da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra de Ópera Portuguesa, OrchestrUtopica, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Remix Essemble e Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Apresentou-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra Sinfonieta de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Joensuun Kaupunginorkesteri (Filândia), em Portugal e no estrangeiro.
Atua regularmente como concertino da Orquestra Sinfonieta de Lisboa e é membro fundador da Camerata Alma Mater.
Ocupa, desde junho de 2015, o lugar de Concertino da Orquestra Metropolitana de Lisboa, formação que integra desde 2008 (e na qual ocupou o cargo de concertino-adjunto durante cerca de 7 anos). Faz parte do corpo docente das Escolas da Metropolitana desde 2009.



José Teixeira começou por estudar piano aos oito anos de idade, passando para o clarinete pouco depois. Em 1990, iniciou os estudos de violino na Escola Profissional de Artes de Mirandela, na classe de António da Cunha e Silva. Prosseguiu os estudos superiores na Academia Nacional Superior de Orquestra, onde concluiu a sua licenciatura, na classe de violino de Aníbal Lima. Participou em masterclasses com Gerardo Ribeiro, Zakhar Bron, Sergei Kravchenko, David Ovchareck, entre outros.
Foi selecionado para orquestras internacionais de jovens como a Orchestre des Jeunes de la Mediterranée, Aberdeen Festival Orchestra e Nationaal Jeugd Orkest, com as quais atuou em algumas das mais emblemáticas salas da Europa. Apresentou-se como concertino e também como solista com a orquestra Esproarte e com a Orquestra Académica Metropolitana.
Foi-lhe atribuído o prémio «Melhor Aluno 1995» pelo Governo Civil de Bragança. Conquistou o 1º prémio no concurso internacional «Maurice Raskin» (Bélgica, 1996). Fundou o quarteto Esproarte, com o qual conquistou ainda o 1º Prémio no Concurso Jovens Músicos da RDP (1996) no nível médio, e foi semifinalista no Concurso Internacional de Aberdeen, na Escócia. Integrado em várias formações e também como solista, apresentou-se em diversos países, tais como Canadá, Escócia, Holanda, Suíça, França, Espanha, Áustria, Alemanha e Angola.
Foi autor e encenador da obra História da Música no Palco, produzida pelo Conservatório de Música de Santarém e estreada no Teatro Sá da Bandeira.
Integra desde 2002 a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Atualmente, leciona na Escola Profissional e na Academia Nacional Superior de Orquestra da Metropolitana.
Frequentou o curso de Mestrado em Pedagogia do Instrumento da Metropolitana/Universidade Lusíada. É membro fundador da OUTRARTE, um projeto multidisciplinar vocacionado para a conceção e realização de programas inovadores.



Joana Cipriano iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Castelo Branco na classe de António Ramos, com quem concluiu o Curso de Instrumento em 2004, na Escola Profissional de Artes da Beira Interior. Completou a Licenciatura em Violino na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de António Anjos, e na Classe de Música de Câmara de Irene Lima e de Olga Prats, tendo concluído em 2013 os mestrados em Performance e Pedagogia na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de António Anjos e Alexandra Mendes. Durante esse período, estudou ainda na Lithuanian Academy of Music and Theatre na classe de Martynas Svegzda von Bekker, através do Programa Erasmus.
Durante o seu percurso foi laureada em diversos concursos, sendo de destacar uma Menção Honrosa no Concurso de Arcos Júlio Cardona e o 1º (2007) e 2º (2006) Lugares no Prémio Jovens Músicos, Categoria Música de Câmara / Nível Superior. Enriqueceu a sua formação frequentando masterclasses com reputados professores e intérpretes internacionais, tais como Serguei Arantounian, Gerardo Ribeiro, Angel Sanpedro, Jan Talich, Rainer Schimdt, Itamar Golan, Quarteto Artis, Quarteto Borodin e Quarteto Talich. Realizou concertos em vários países, entre os quais, a Lituânia, Bélgica, Itália, Áustria, Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde e Palestina. Apresentou-se em diversos festivais, nomeadamente o Festival Pablo Casals (Prades) e o Festival de l´Eté Mosan (Bruxelas). Colaborou com variadas formações, tais como a Orquestra Gulbenkian, o Ensemble 20/21, a OrchestrUtopica, o Remix Ensemble e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, entre outras. Paralelamente fez a sua formação em Viola d'Arco, trabalhando com os professores António Oliveira e Silva, Pedro Muñoz, Ana Bela Chaves e Pedro Meireles.
É violetista e membro fundador do quarteto ArtZen, com o qual obteve o 1º lugar no Prémio Jovens Músicos, e da Camerata Alma Mater dirigida pelo maestro Pedro Neves. Ocupa desde 2017 o lugar de Chefe de Naipe na Orquestra Metropolitana de Lisboa, formação que integra desde 2015. Desenvolve a sua atividade pedagógica na Escola de Música do Conservatório Nacional e na Escola Profissional Metropolitana.



Ana Cláudia Serrão iniciou a sua formação musical aos sete anos de idade com Carlos Gama e Dália de Lacerda, no Fundão. Aos quinze anos, começou a estudar violoncelo com Rogério Peixinho, no Conservatório Regional de Música da Beira Interior, continuando posteriormente com Luís Sá Pessoa na Escola Profissional de Artes da Beira Interior. Frequentou masterclasses com Paulo Gaio Lima, Márcio Carneiro, Jeroen Reuling, Jed Barahal, Luís Claret, Jian Wang, Xavier Gagnepain, Miguel Rocha e Hans Jorgen Jensen. Já tocou com diversas orquestras nacionais e internacionais; a Orquestra Portuguesa das Escolas de Música APROARTE, a Orquestra da Semana Internacional de Música do Luxemburgo, a Orquestra de Jovens da União Europeia, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, entre outras. Teve aí a oportunidade de trabalhar com os maestros Richard Hortien, Vasco Azevedo, Luís Cipriano, Dominique Sourrisse, Jean Marc Burfin, Leonardo de Barros, Miguel Graça Moura, Ernst Schelle, Vladimir Ashkenazy e Bernard Haitink. É licenciada no curso de Instrumentista de Orquestra pela Academia Superior de Orquestra da Metropolitana, onde estudou com Jeremy Lake e Pedro Neves.
Prosseguiu os seus estudos com Paulo Gaio Lima e Dmitri Ferschtman no Conservatório de Amesterdão. Em 2004, venceu o 3º Prémio (nível superior) de Violoncelo do Prémio Jovens Músicos da RDP. Desde 2006, é violoncelista da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Encontra-se a finalizar o mestrado em Ensino da Música na Academia Nacional Superior de Orquestra.




Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP