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Império dos Sentidos Paulo Alves Guerra / Produção: Ana Paula Ferreira

Concertos

Ton Koopman e Alexei Volodin | 12 Junho | 21h00

Grande Auditório

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Ton Koopman e Alexei Volodin | 12 Junho | 21h00 Ton Koopman e Alexei Volodin | 12 Junho | 21h00

© Jorge Carmona / Antena 2


12 Junho 21h00
Realização e Apresentação: Reinaldo Francisco 
Produção: Alexandra Louro de Almeida / Cristina do Carmo / Zulmira Holstein

Gravação pela Antena 2/RTP
no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, 
a 22 de Março de 2019


Ton Koopman e Alexei Volodin


Alexei Volodin, piano 
Ton Koopman, direção 
Orquestra Gulbenkian


Programa

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Suite Nº 3, em ré maior, BWV 1068

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concerto para piano e orquestra Nº 26 em ré maior, K. 537 “Coroação”

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia Nº 2 em ré maior, Op. 36



Entusiasta e divulgador das interpretações autênticas, há muito que Ton Koopman se tornou numa das principais autoridades mundiais das obras de J. S. Bach. Neste concerto à frente da Orquestra Gulbenkian, o maestro faz uma rara incursão para lá de uma linha imaginária de interesse que traçou na data da morte de Mozart, dirigindo a Sinfonia nº 2 de Beethoven. Acolhe ainda o brilhantismo interpretativo de Alexei Volodin, pianista cuja técnica apuradíssima convive com uma expressão capaz de rasgos impetuosos e do mais elevado lirismo.

Para saber mais, consulte a Folha de Sala.



Alexei Volodin nasceu em 1977 em Leninegrado (São Petersburgo). Estudou na Academia de Música Gnessin e no Conservatório de Moscovo, tendo sido aluno da pianista Eliso Virsaladze. A partir de 2001, prosseguiu o seu aperfeiçoamento na Academia Internacional de Piano Lago de Como. Foi premiado em vários concursos internacionais, tendo em 2003 vencido o Concurso Géza Anda, em Zurique. 
Desde essa altura, apresentou-se em muitos dos mais prestigiados palcos internacionais, incluindo Wigmore Hall, Konzerthaus de Viena, Concertgebouw de Amesterdão, Palau de la Música de Barcelona, Teatro Mariinsky de São Petersburgo, Philharmonie de Paris, Conservatório de Moscovo, Alte Oper Frankfurt, Herkulessaal de Munique, Tonhalle de Zurique ou Auditório Nacional de Música de Madrid, para além dos mais importantes festivais internacionais como BBC Proms, Bad Kissingen, La Roque d’Anthéron, Rencontres Musicales d’Évian, “La Folle Journée” de Nantes, “Noites Brancas” de São Petersburgo ou Festival de Páscoa de Moscovo. 
Atuou pela primeira vez na Fundação Gulbenkian em 2009, com o Cuarteto Casals. 


Deste então, tem regressado regularmente ao Grande Auditório, para tocar com a Orquestra Gulbenkian ou em recitais a solo. Como músico de câmara, destaca-se a sua já longa colaboração como o Borodin Quartet. Outros parceiros neste domínio incluem Janine Jansen, Julian Rachlin, Mischa Maisky e Sol Gabetta, bem como os quartetos Modigliani, Casals e Cremona.
Ao longo da presente temporada, Alexei Volodin volta a colaborar com a Sinfónica de Montreal, a Sinfónica da BBC e a Sinfónica de Bournemouth, entre outras orquestras. Estreia-se com a Japan Century Symphony, a Filarmónica de São Petersburgo e a New Japan Philharmonic e realiza uma digressão em Espanha com a Sinfónica Tchaikovsky e o maestro Vladimir Fedoseyev. Destaques recentes incluem atuações com a Orchestre de la Suisse Romande, a Sinfónica de Antuérpia e a Orquestra do Teatro Mariinsky, sob a direção de Dima Slobodeniouk, Kent Nagano, Robert Trevino e Valery Gergiev. Alexei Volodin é um artista exclusivo Steinway.




Ton Koopman nasceu em Zwolle, na Holanda, em 1944. Depois de concluir a sua formação musical inicial, estudou órgão, cravo e musicologia em Amesterdão, tendo-lhe sido atribuído o Prix d’Excellence em ambos os instrumentos. Desde o início dos seus estudos, sentiu-se fascinado pelos instrumentos históricos originais e pelo seu som autêntico. Como organista e cravista, tocou nos mais famosos instrumentos históricos da Europa. Criou a sua primeira orquestra barroca em 1969 e em 1979 fundou a Amsterdam Baroque Orchestra, seguindo-se o Amsterdam Baroque Choir em 1992.
Como solista e maestro, atuou nas principais salas de concertos e festivais internacionais. Dirigiu as mais proeminentes orquestras mundiais, sendo também uma presença habitual nos concertos da Fundação Gulbenkian há mais de trinta anos, tendo já dirigido o Coro e a Orquestra Gulbenkian na presente temporada.


Ton Koopman realizou um grande número de gravações discográficas, tendo em 2003 criado a sua própria etiqueta: a Antoine Marchand. Entre 1994 e 2004, dirigiu e gravou uma integral das Cantatas de J. S. Bach, um vasto trabalho pelo qual lhe foram atribuídos o Deutsche Schallplattenpreis – Echo Klassik, o prémio BBC 2008, o Prémio Hector Berlioz e o prémio Gramophone, tendo sido também nomeado para os prémios Grammy. Em 2000 foi-lhe atribuído um doutoramento honoris causa pela Universidade de Utrecht, em função do seu trabalho académico em torno das Cantatas e Paixões de J. S. Bach. Recebeu também o prémio Silver Phonograph e o VSCD Classical Music Award. Em 2006 foi distinguido com a Medalha Bach da Cidade de Leipzig. A partir de 2005, ao longo de uma década, empreendeu um novo projeto de grande fôlego: a gravação da obra integral de Dietrich Buxtehude.


Ton Koopman é professor na Universidade de Leiden, Presidente da Sociedade Internacional Dieterich Buxtehude, Diretor Artístico do festival Itinéraire Baroque e Membro Honorário da Royal Academy of Music, em Londres.




Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de mais de cinquenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas.
Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. Lorenzo Viotti é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian. Giancarlo Guerrero é Maestro Convidado Principal, Leonardo García Alarcón é Maestro Associado e Nuno Coelho é Maestro Convidado.







Fotos Jorge Carmona / Antena 2