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Três Poemas | 23 Maio | 21h00

Grande Auditório

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Três Poemas | 23 Maio | 21h00 Três Poemas | 23 Maio | 21h00

© Jorge Carmona / Antena 2


23 Maio | 21h00

Realização e Apresentação: Reinaldo Francisco 
Produção: Susana Valente

Gravação da Antena 2 / RTP
no antigo Picadeiro Real
do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa
a 19 de Fevereiro de 2022.


Concerto integrado no Ciclo 30 Anos


Três Poemas

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Quarteto de Cordas de Matosinhos
Direção de Pedro Neves


Programa

Andreia Pinto Correia - Três Poemas, para duplo quinteto de sopros

E. Schulhoff - Concerto para Quarteto de Cordas e Orquestra de Sopros

P. I. Tchaikovsky - Serenata para Cordas



O Quarteto de Cordas de Matosinhos foi constituído em 2007. Mas a sua relação com a Metropolitana já vinha de trás. Todos os elementos que o integram são formados na ANSO – os violinistas Vítor Vieira e Juan Carlos Maggiorani, o violetista Jorge Alves e o violoncelista Marco Pereira. Inclusivamente, os dois primeiros integraram o quarteto de alunos da Academia que em 2004 venceu o Prémio Jovens Músicos. É, portanto, plena de oportunidade a sua inclusão na programação da temporada que aponta aos 30 anos de atividade da Metropolitana. 
Irão interpretar na condição de solistas, à frente de um ensemble de sopros, um concerto de Erwin Schulhoff. Datada de 1930, esta é uma obra que inverte a constituição normal da orquestra, onde as cordas costumam ser relativamente mais numerosas. 
Antes e depois, ouvimos outras duas obras cheias de sentido poético. 
Andreia Pinto Correia evocava em 2007 o deserto, as magnólias e o mar, em Três Poemas.
Tchaikovsky compôs em 1880 uma Serenata para Cordas… «do fundo do coração».



Mais sobre este concerto, aqui.



Quarteto de Cordas de Matosinhos (QCM) | Foi criado pela Câmara Municipal de Matosinhos através de um concurso público. Desde 2008 é residente desta cidade, onde desenvolve uma temporada regular de concertos.
Na temporada de 2014/15, o QCM foi escolhido como uma das ECHO Rising Stars, por nomeação da Casa da Música e da Fundação Gulbenkian, realizando uma tournée de 16 concertos em algumas das mais importantes salas de concerto europeias, como o Barbican em Londres, o Concertgebouw em Amesterdão, o Musikverein em Viena, as Philharmonies de Hamburgo e Colónia e a Konzerthaus de Dortmund. Apresenta­­-se também regularmente nas maiores salas de concerto portuguesas, como a Casa da Música, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Centro Cultural de Belém, e colabora com alguns dos mais destacados músicos portugueses, tais como Pedro Burmester, António Rosado, Miguel Borges Coelho, António Saiote, Paulo Gaio Lima e Pedro Carneiro.
Desde a sua criação, o QCM assumiu um forte compromisso com o repertório português para quarteto de cordas, interpretando muitas obras menos conhecidas e abraçando novas obras de compositores contemporâneos: estreou já mais de 20 novas obras. O outro principal objetivo artístico do QCM vem sendo cumprido com a interpretação em Matosinhos do grande repertório para quarteto de cordas: as obras completas de Mozart e Mendelssohn foram já apresentadas, estando em curso as integrais de Haydn, Beethoven e Chostakovitch.


O QCM e os seus membros foram reconhecidos com prémios nos mais importantes concursos musicais nacionais, como o Prémio Jovens Músicos da Antena 2 / RTP e o Concurso Internacional de Música de Câmara Cidade de Alcobaça. Todos os membros estudaram na Academia Nacional Superior de Orquestra e aperfeiçoaram a sua arte em várias escolas de prestígio, incluindo a Escuela Superior de Música Reina Sofía (Madrid), a Northwestern University (Chicago) e o Conservatório de Sion (Suíça). O QCM também realizou formação especializada no Instituto Internacional de Música de Cámara de Madrid, onde estudou com Rainer Schmidt (violinista do Quarteto Hagen), além de trabalhar em masterclasses com membros de grandes quartetos de cordas, como Alban Berg, Lasalle, Emerson, Melos, Vermeer, Kopelman e Talich.



Pedro Neves | Atualmente Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Paralelamente, desempenha as funções de Maestro Titular da Orquestra Clássica de Espinho. Foi Maestro Titular da Orquestra do Algarve entre 2011 e 2013, e posteriormente, Maestro Associado da Orquestra Gulbenkian, entre 2013 e 2018.
É convidado regularmente para dirigir a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Clássica do Sul, a Orquestra Clássica da Madeira, a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, a Orquestra Sinfónica de Porto Alegre, a Orquestra Filarmónica do Luxemburgo e a Real Filarmonia da Galiza.
No âmbito da música contemporânea, tem colaborado com o Sond’arte Electric Ensemble, com o qual realizou estreias de vários compositores portugueses e estrangeiros, realizando digressões pela Coreia do Sul e Japão. Também com o Remix Ensemble Casa da Música, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e o Síntese Grupo de Música Contemporânea.
É fundador da Camerata Alma Mater, agrupamento dedicado à interpretação de repertório para orquestra de cordas e com a qual tem recebido uma elogiosa aceitação por parte do público e da crítica especializada.
Pedro Neves iniciou os seus estudos musicais em Águeda, sua terra natal. Estudou violoncelo com Isabel Boiça, Paulo Gaio Lima e Marçal Cervera; respetivamente, no Conservatório de Música de Aveiro, na Academia Nacional Superior de Orquestra (Lisboa) e na Escuela de Música Juan Pedro Carrero (Barcelona), com o apoio da Fundação Gulbenkian.
No que respeita à Direção de Orquestra, estudou com Jean-Marc Burfin, obtendo o grau de Licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra, com Emilio Pomàrico, em Milão, e com Michael Zilm, de quem foi assistente.
O resultado deste seu percurso faz com que a sua personalidade artística seja marcada pela profundidade, coerência e seriedade da interpretação musical.

 


Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) | Pedra angular de um projeto que se estende além do formato habitual de uma orquestra clássica.
Quando se apresentou pela primeira vez em público, no Mosteiro dos Jerónimos a 10 de junho de 1992, anunciou o propósito de fazer confluir as missões artística, pedagógica e cívica por intermédio de uma gestão otimizada de recursos e uma visão ampla e integrada de todas as vertentes do fenómeno musical. Sempre apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, por instituições governamentais do Estado e por vários municípios do entorno geográfico, e uma vez completadas três décadas de atividade, o valor da aposta é hoje consensualmente reconhecido, não somente pelos resultados alcançados, mas sobretudo pela relevância que tem no atual panorama musical do país.
Constituída por 35 músicos de 10 nacionalidades diferentes, um terço dos quais formados na Academia Superior da Metropolitana (ANSO), a OML é bastante versátil.
Multiplica-se com frequência em agrupamentos de música de câmara e junta-se regularmente aos alunos para formar uma orquestra de dimensão sinfónica. Esta plasticidade tem-lhe permitido interpretar um leque de repertório que se estende do barroco à contemporaneidade, passando pela ópera e pelas grandes sinfonias românticas.
Já estreou obras de grande parte dos compositores portugueses no ativo e, para lá da música que se reconhece na tradição clássica europeia, toca ainda outros estilos e tradições, tendo já partilhado palco com os Xutos e Pontapés, Carlos do Carmo, Rui Veloso, Mário Laginha, Tito Paris, Sérgio Godinho e muitos outros.
Tem conseguido, deste modo, dirigir-se ao público melómano, mas também às famílias e a toda a comunidade escolar, chegar junto das pessoas através do entusiasmo que todos sentimos pela música.
Em vez de concentrar as suas atuações numa única sala de concertos, a OML tem vindo a consolidar uma implantação territorial que irradia a partir da cidade de Lisboa para os concelhos mais próximos, e mais espaçadamente para todo o continente e arquipélagos.
Ao longo do seu historial também já tocou em França, Bélgica, Espanha, Áustria, Polónia, Cabo Verde, Índia, Tailândia, Coreia do Sul, Japão e China. Conta mais de dois milhares de concertos efetuados em formação orquestral, 22 CD e 1 DVD gravados, para lá de muitas transmissões radiofónicas e televisivas.
Tocou com alguns dos mais notáveis solistas nacionais, entre eles Maria João Pires, Sequeira Costa, António Rosado, Artur Pizarro, Pedro Burmester, Elisabete Matos, Gerardo Ribeiro, Vasco Barbosa, Paulo Gaio Lima e Ana Bela Chaves, e também com prestigiados solistas internacionais, como Montserrat Caballé, Jose Carreras, Leon Fleisher e Natalia Gutman. Entre muitos, foi dirigida pelos maestros Enrique Dimecke, Arild Remmereit, Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Emilio Pomàrico e, mais regularmente, Nicholas Kraemer, Brian Schembri (Maestro Titular em 2003/2004), Olivier Cuendet, Enrico Onofri e Michael Zilm.
As direções artísticas da OML foram sucessivamente confiadas a Miguel Graça Moura – fundador do projeto –, Jean-Marc Burfin, Álvaro Cassuto, Augustin Dumay, Cesário Costa e Pedro Amaral. Pedro Neves é, desde janeiro de 2021, Diretor Artístico e Maestro Titular.









Fotos Jorge Carmona / Antena 2