Ouvir
Olhar a Lua
Em Direto
Olhar a Lua Tomás Anahory

Cultura

Adriana Calcanhotto | 16 Maio 23h00

A Ronda da Noite

|

Adriana Calcanhotto | 16 Maio 23h00 Adriana Calcanhotto | 16 Maio 23h00

© Jorge Carmona / Antena 2 RTP


16 Maio 23h00
repetição 4ª feira às 04h00


A cantora, compositora e agora professora na Universidade de Coimbra, Adriana Calcanhotto esteve à conversa com Luís Caetano, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, a propósito de uma antologia de poesia contemporânea brasileira que organizou. 

Para ouvir, clicar aqui.


É agora como nunca. Antologia incompleta da poesia contemporânea brasileira, recentemente editado pela Livros Cotovia, é, como Adriana escreve na apresentação do livro, "um agrupamento de poemas armado por uma leitora de poesia diletante, não académica ou crítica, que decidiu, em vez de levar nas férias de verão mais de quarenta livros de poesia contemporânea brasileira, levar um só."




Como se faz uma antologia é uma das questões a que se procura dar respostas durante esta conversa, sabendo-a desde logo e sempre "incompleta" e "totalmente pessoal, intransferível, autoral, ou o contrário".
Uma antologia do "Agora" com poetas contemporâneos, de produção poética recente, consciente, assumindo "os riscos, os equívocos, as ausências, os prazeres, sobretudo". 
Um "Agora" em que as "vozes estão se inventando a si mesmas", que se compõe em instantâneos de poesia, mas que, enquanto livro-unidade são também de composição, "um delicioso exercício de composição", no qual se teve de encontrar um ritmo próprio que harmonizasse a cadência dos poemas. 



Para além das escolhas poéticas de Adriana, conversou-se de outras escolhas, nomeadamente as que passam por outros destinos, agora Coimbra, depois provavelmente um país do leste da Europa.



E mais poesia, a da própria Adriana em Algumas letras (Quasi Edições, 2003)
  
Letras de um livro que "foram esboçadas sempre na guitarra, nunca no papel. Só depois de inauguradas como canção, trabalhei cada uma em seus acabamentos como versos: aí experimentei acentos, transferi pesos de uma sílaba para outra, inseri brancos, cantei, deixei decantar, abandonei, retomei, incorporei acasos em profusão. Sempre atrás de rima ou sílaba mais sintética. Ou mais sonora. Ou mais confusa.
Aqui reunidas, as que não rasguei. Sem as suas músicas. Cruas, nuas."

E é de Algumas letras, o poema que Adriana Calcanhotto lê para A Vida Breve, o programa diário de poesia dita pelos seus autores.
Para ouvir na próxima 6ª feira às 10h50, às 16h50, às 4h40.




Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP