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Cultura

Centenário Eugénio de Andrade | Leituras | 2 a 19 Janeiro | 11h00 e 15h00

Leituras da sua obra

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Centenário Eugénio de Andrade | Leituras | 2 a 19 Janeiro | 11h00 e 15h00 Centenário Eugénio de Andrade | Leituras | 2 a 19 Janeiro | 11h00 e 15h00

O poeta Eugénio de Andrade completaria 100 anos a 19 de Janeiro de 2023.
No âmbito das comemorações do seu Centenário, e numa parceria com a Comissão organizadora do Centenário de Nascimento de Eugénio de Andrade, a Antena 2 apresenta entre 2 e 19 de Janeiro, 14 leituras de excertos da obra do escritor, por diferentes personalidades do meio artístico e cultural.


Centenário Eugénio de Andrade

Leituras da sua obra

2ª a 6ª feira | 11h00 | 15h00


A 19 de Janeiro de 2023 Eugénio de Andrade completaria 100 anos. Para homenagear a obra deste poeta maior da língua portuguesa a Antena 2, em colaboração com a Comissão promotora das comemorações do centenário de Eugénio de Andrade, promoveu uma série de leituras de textos, em poesia e em prosa, para que se pudesse ouvir a voz de quem afirmou, no rigoroso trabalho estético, a necessidade de verdade e de inteireza.
Federico Bertolazzi


A Comissão organizadora do Centenário do Nascimento de Eugénio de Andrade, constituída por Federico Bertolazzi (Universidade Tor Vergata, de Roma), Joana Matos Frias (Universidade de Lisboa), José Tolentino Mendonça (Universidade Católica Portuguesa) e Carlos Mendes de Sousa (Universidade do Minho), para celebrar o centenário do poeta, promove diversas iniciativas em diversos pontos do país, entre as quais um colóquio internacional sobre Eugénio de Andrade e uma grande exposição biobibliográfica.


No dia do Centenário, a 19 de Janeiro, é também emitido pela Antena 2, pelas 19h00, o Recital Poemas de Eugénio de Andrade com música improvisada, Histórias de vida do poeta, por Alberto Serra & Carlos Azevedo, gravado no passado dia 16 de Novembro no Auditório do Liceu Camões.
Mais informações, aqui.



Foto de Alfredo Cunha [parcial]


Programas
Leituras 

Prog. 1 | 2 Jan.
As palavras
por Paula Morão (professora universitária)
Para ouvir, clicar aqui.

Prog. 2 | 3 Jan.
Ariadne
por Ana Natividade (artista visual)
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Prog. 3 | 4 Jan.
Poética
por Federico Bertolazzi (professor universitário)
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Prog. 4 | 5 Jan.
Poema à mãe
por Jorge Reis-Sá (escritor e editor)
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Prog. 5 | 6 Jan.
Os amantes sem dinheiro (excerto)
por Emanuel Cameira (professor universitário e editor)
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Prog. 6 | 9 Jan.
Agora as palavras
por António Jorge Silva (fotógrafo)
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Prog. 7 | 10 Jan.
A beleza
por André Almeida e Sousa (artista plástico)
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Prog. 8 | 11 Jan.
O sorriso
por Teresa Brantuas (CEO Allianz Portugal)
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Prog. 9 | 12 Jan.
Um rio te espera
por Margarida Gil (cineasta)
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Prog. 10 | 13 Jan.
Breakfast em Maspalomas
por Eucanaã Ferraz (poeta)
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Prog. 11 | 16 Jan.
O sacrifício de Ifigénia
Maria Joana Santos (artista visual)
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Prog. 12 | 17 Jan.
Nas ervas
Francisca Carvalho (artista plástica)
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Prog. 13 | 18 Jan.
Metamorfoses da casa
João Appleton (arquiteto)
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Prog. 14 | 19 Jan.
Litania
Carlos Mendes de Sousa (professor e ensaísta)
Para ouvir, clicar aqui.

Prog. 15 | 19 Jan.
Um rio te espera
Arnaldo Saraiva (escritor e professor)
Para ouvir, clicar aqui.





Eugénio de Andrade | Nasceu na freguesia de Póvoa de Atalaia, no Fundão, no dia 19 de janeiro de 1923. Mudou-se para Lisboa aos dez anos devido à separação dos seus pais.
Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936. Em 1938, aos 15 anos, enviou alguns desses poemas a António Botto que, gostando do que leu, o quis conhecer, encorajando-lhe a veia literária.
Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de Inspector Administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da extinta Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.
Durante os anos que se seguem até à data da sua morte, o poeta fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, como Joel Serrão, Miguel Torga, Afonso Duarte, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Joaquim Namorado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa Luís, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny, José Luís Cano, Ángel Crespo, Luis Cernuda, Jaime Montestrela, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder, Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge, Óscar Lopes, e muitos outros.
Apesar do seu enorme prestígio nacional e internacional, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da chamada vida social, literária ou mundana, tendo o próprio justificado as suas raras aparições públicas com «essa debilidade do coração que é a amizade».
Recebeu inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001).A 8 de julho de 1982 foi feito Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico e a 4 de Fevereiro de 1989 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.
Faleceu a 13 de junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada. Encontra-se sepultado no Cemitério do Prado do Repouso, no Porto. A sua campa é rasa em mármore branco, desenhada pelo arquitecto seu amigo Siza Vieira, possuindo os versos do seu livro As Mãos e os Frutos.