Ouvir
Império dos Sentidos
Em Direto
Império dos Sentidos Paulo Alves Guerra / Produção: Ana Paula Ferreira

Cultura

Cinema Francês 1930-60 - Os Grandes Mestres | até 10 Outubro

Lisboa | Porto | Coimbra | Braga | Setúbal | Figueira da Foz

|

Cinema Francês 1930-60 - Os Grandes Mestres | até 10 Outubro Cinema Francês 1930-60 - Os Grandes Mestres | até 10 Outubro

Cinema Francês 1930-60 | Os Grandes Mestres 
Os padrinhos da Nouvelle Vague 

12 Julho a 10 Outubro
Espaço Nimas, Lisboa

A partir de 1 de Setembro 
Teatro Campo Alegre, Porto | TAGV, Coimbra | Theatro Circo de Braga | Auditório Charlot, Setúbal | Centro de Artes e Espectáculos, Figueira da Foz


O produtor Paulo Branco esteve à conversa com Luís Caetano e Inês N. Lourenço, em A Força das Coisas, sobre o ciclo Cinema Francês 1930-60 | Os Grandes Mestres ou Os padrinhos da Nouvelle Vague, dedicado a grandes realizadores do cinema francês dos anos 30, 40 e 50, que tiveram grande influência na geração da Nouvelle-Vague, e nos amantes da 7ª arte, em geral.

Para ouvir esta conversa, clicar aqui.



Concebido por Paulo Branco e organizado pela Leopardo e Medeia Filmes, este ciclo compreende 16 filmes, vários deles inéditos em sala em Portugal, 16 obras-primas essenciais não só para a história do cinema francês, como para o entendimento da história da Sétima Arte, filmes que “mudaram a nossa vida e mudaram o cinema”, e que agora são apresentados em versões digitais restauradas, legendadas em português.

Dividido em 4 partes, o ciclo procura, acima de tudo, reunir estes filmes com os espetadores portugueses, e assim lembrar-lhes da herança francesa que estes carregam consigo, uma herança cinemática iluminada nas “suas expressões mais conscientes”, numa expressão de Serge Daneye, mudando as formas do cinema e por isso influenciando outros cineastas.

Dos 16 filmes de 10 dos maiores realizadores franceses entre 1936 e 1960, Paulo Branco destaca três obras essenciais, e menos conhecidas do público português, de Jean Renoir, o “maior cineasta do mundo”, como o proclamou François Truffaut: “O Crime do Sr. Lange” (1936) - que marca a regular colaboração com o cinema de um grande escritor francês, Jacques Prévert -, “French Cancan” (1954) e “Elena e os Homens” (1956); quatro filmes de dois grandes e “verdadeiros cineastas”, como se lhes referiu os Cahiers du Cinéma, e que, vindos do teatro, inventaram uma nova linguagem para o cinema, Sacha Guitry - com “Mon Père avait raison” (1936) e “La Poison” (1951) - e Marcel Pagnol - com “La Femme du boulanger” (1938) e “La Fille du puisatier” (1940). O destaque vai também para Max Ophüls, um refugiado alemão que fugiu ao nazismo e posteriormente se naturalizou francês, com “Le Plaisir” (1952) e Madame De…” (1953). De Jacques Becker é projetada a obra-prima “Casque d’or/Aquela Loura” (1952), de Robert Bresson, “Pickpocket / O Carteirista” (1959), de Jean-Pierre Melville “Deux Hommes dans Manhattan / Dois Homens em Manhattan” (1959), uma singular homenagem à estética do film noir americano, e de Louis Malle o seu primeiro filme “Ascenseur pour l’échafaud / Fim-de-semana no Ascensor” (1958). Finalmente, de Georges Franju, “Olhos Sem Rosto”, uma  obra que veio desconstruir os modelos documentais vigentes, “recusando fronteiras entre o documentário e a ficção” e de Jean Cocteau, o grande inspirador secreto dos cineastas franceses, “Le Testament d’Orphée / O Testamento de Orfeu”(1960), 








Programação


De 12 de Julho a 1 de Agosto

- Deux Hommes dans Manhattan / Dois Homens em Manhattan (1959), de Jean- Pierre Melville

- Les Yeux Sans Visage / Olhos Sem Rosto (1960), de Georges Franju

- Madame de... (1953), de Max Ophüls

- Le Crime de Monsieur Lange / O Crime do Sr. Lange (1936), de Jean Renoir


De 2 a 22 de Agosto

- La Femme du Boulange / A mulher do Padeiro (1938), de Marcel Pagnol

- Elena et les Hommes / Elena e os homens (1956), de Jean Renoir

- Ascenseur pour L'échafaud / Fim-de-Semana no Ascensor (1958), de Louis Malle

- Casque D'or / Aquela Loura (1952), de Jacques Becker


Ingrid Bergman e Jean Marais em Elena e os homens (1956)


De 23 de Agosto a 12 de Setembro

Touchez pas au Grisbi / O Último Golpe (1954), de Jacques Becker

Mon Père avait raison (1936), de Sacha Guitry

Le Testament d'Orphée / O Testamento de Orfeu (1960), de Jean Cocteau

Pickpocket / O Carteirista (1959), de Robert Bresson



De 13 de Setembro a 3 de Outubro

La Fille du Puisatier (1940), de Marcel Pagnol

La Poison (1951), de Sacha Guitry

French Cancan
(1954), de Jean Renoir

Le Plaisir / O Prazer (1952), de Max Ophüls

Sessão especial L’atalante / O Atalante, de Jean Vigo (1934)




Para mais detalhes sobre locais, datas e horários das sessões, clicar aqui.