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Lavrar o Mar | Medronho #1 | 10, 11, 17 e 18 Novembro

Monchique

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Lavrar o Mar | Medronho #1 | 10, 11, 17 e 18 Novembro Lavrar o Mar | Medronho #1 | 10, 11, 17 e 18 Novembro

O projecto cultural e turístico Lavrar o Mar - As Artes no Alto da Serra e na Costa Vicentina, volta a apresentar, para os dois últimos meses do ano, uma programação que continua a aprofundar a relação entre públicos vindos de fora e os residentes do barlavento algarvio; uma programação artística internacional, regular e diversificada, que contraria a sazonalidade.


10, 11, 17 e 18 Novembro
sábados e domingos | 11h00 | 14h30
Monchique
Ponto de Encontro: Heliporto de Monchique


Medronho #1 o fogo não tem quatro letras
teatro na serra e nas destilarias


Direção artística | Giacomo Scalisi 
Texto | Sandro William Junqueira
Interpretação | Pedro Frias e António Fonseca


Lavrar o Mar preparava para este ano uma trilogia que pretendia continuar a pesquisa e a elaboração artística sobre a cultura do medronho, numa fórmula mais completa que, desta vez, aconteceria em três diferentes tempos e espaços da serra: 
- a APANHA, incursão em plena serra, entre medronheiros, sobre o trabalho duro da colheita, com as canções e as merendas; 
- a FERMENTAÇÃO, sobre a primeira transformação do fruto
- e, por fim, a DESTILA, acompanhando a destilação, última transformação que corresponde à passagem do fruto sólido ao seu estado líquido passando pelo vapor. 
Tudo isto a acontecer em destilarias da serra onde o projecto ainda não tinha chegado. Entretanto, aconteceu o grande fogo na Serra de Monchique. 
Tudo parou. 
Tudo mudou.


A revolta, o luto e a certeza de que na serra por onde o fogo lavrou dias a fio sem cessar, pelo menos 5 anos terão de passar até voltar a haver medronheiros nas suas encostas.
Lavrar o Mar foi então com os autores visitar a serra e falar com as pessoas. Tomaram a decisão conjunta de continuar a falar do medronho que agora já não existe. Participar com o seu estar teatral no luto da população. 
Criaram assim a ideia de construir dois momentos em que se fala do medronho que desapareceu nas chamas e do medronho que ainda existe por ter sido salvo do fogo. 
Esta primeira peça passa-se no epicentro da catástrofe, sendo que a segunda acontecerá em Marmelete que escapou ao fogo, em duas destilarias onde ainda há medronho.
A história do Romeu e Julieta monchiquense escrita por Sandro William Junqueira voltará a habitar o Alferce. A família Monteiro, Manuel Monteiro, o pai que nunca conhecemos e Ezequiel Monteiro, o filho, contam a sua história do fogo. 
Afonso Cruz escreve para o outro lado, onde o medronho ainda cresce, mas onde também a energia e o percurso longo da destila do medronho poderão desaparecer de um momento para o outro.
O importante é não esquecer.





Informações úteis:
Espectáculo ao ar livre: recomenda-se calçado confortável e roupa apropriada em caso de chuva
Classificação etária: M/14+
Duração do espetáculo: 2H00
Bilhetes 10€ (inclui pequena refeição)

Para mais informações, consultar o site de Lavrar o Mar.