Ouvir
Café Plaza
Em Direto
Café Plaza Germano Campos

Cultura

Seis obras de Vieira da Silva

Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

|

Seis obras de Vieira da Silva Seis obras de Vieira da Silva

© Jorge Carmona / Antena 2


Seis obras de Vieira da Silva
adquiridas pelo Estado português



As seis obras da autoria da pintora Vieira da Silva (1908-1992) adquiridas pelo Estado português no final de 2017, estão agora em exposição na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, e podem ser contempladas, gratuitamente, até ao dia 9 de Fevereiro.


Novembre (1958), La Mer (1961), Au Fur Et A Mesure (1965), Esplanade (1967), New Amsterdam I (1970) e New Amsterdam II (1970)

são obras de elevada qualidade, representativas de certas temáticas do seu percurso artístico (o mar, as cidades, as paisagens...), mas sobretudo reveladoras da sua maturidade estética neste seu período de vida (1958-1970), pois nelas sintetiza e condensa pesquisas plásticas realizadas nas décadas anteriores.




Estas obras de Maria Helena Vieira da Silva integravam a Colecção Jorge de Brito (1927-2006), uma das mais importantes colecções privadas de arte da segunda metade do século XX em Portugal. Jorge de Brito, empresário, coleccionou e estimulou o mercado das artes ao longo de várias décadas, sobretudo durante o período da ditadura em Portugal, entre a década de '50 e 1974. 
Uma parte significativa da sua colecção já tinha integrado o acervo do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, inaugurado em 1983.

Sendo provavelmente o principal coleccionador privado de obras desta pintora a nível internacional, parte dessas obras foram depositadas na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, valorizando e dando coerência à colecção do museu e permitindo, aquando da inauguração do Museu desta Fundação, em 1994, que fossem mostradas algumas das melhores obras de Maria Helena Vieira da Silva.

Eram obras em periclitante depósito na Fundação, e assim importava conservá-las e integrá-las definitivamente no seu valioso património artístico, como escreve Marina Bairrão Ruivo, diretora da Fundação.  














Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP