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Teatro sem Fios | A Coragem da minha Mãe, de George Tabori | 14 Setembro | 19h00

Artistas Unidos

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Teatro sem Fios | A Coragem da minha Mãe, de George Tabori | 14 Setembro | 19h00 Teatro sem Fios | A Coragem da minha Mãe, de George Tabori | 14 Setembro | 19h00

© Jorge Gonçalves


Teatro Sem Fios

14 Setembro | 19h00


Gravado no Auditório 2 
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos


A Coragem da minha Mãe | George Tabori


Tradução | António Conde
 
Com Pedro Carraca, Antónia Terrinha, Hélder Braz
e vozes de Carla Bolito, Américo Silva, Pedro Caeiro, António Simão, João Meireles, Tiago Matias, Nuno Gonçalo Rodrigues, e Jorge Silva Melo
 
Direcção | Jorge Silva Melo



Oficial alemão - Eu, pessoalmente, sou vegetariano. É extraordinário, mas só de imaginar comer carne morta, repugna-me.
George Tabori, A Coragem da Minha Mãe


A improvável salvação da mãe de Tabori, por ele contada, aquando da deportação de 4.000 judeus de Budapeste para Auschwitz em Julho de 1944.





George Tabori (1914-2007) | Húngaro, alemão, inglês, americano, austríaco, judeu, é o século XX, atravessou-o, inventando, sobrevivendo, cheio de encantos, manhas e seduções (terá, como dizia, sido namorado de Greta Garbo?) e com infindo sarcasmo. É dos que, no dizer do seu amigo Brecht, mudaram “mais vezes de terra do que de sapatos”, este “homem que sabia demais”, no dizer de outro homem com quem trabalhou, Hitchcock. 
Revelado em Portugal em 1999 pela Comuna e pelo Cendrev, a sua obra (fundamental como Primo Levi) está editada, com traduções de António Conde e José Maria Vieira Mendes. 
Sardónico, cruel, um génio.



Antónia Terrinha | Estreou profissionalmente em 1984 no espectáculo Trágicos e Marítimos de João Brites n'O Bando com quem veio a criar mais de 20 espetáculos, entre os quais Quarentena (2014). Integrou ainda espectáculos dirigidos por Rui Madeira, João Mota, José Caldas, Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, Mário Viegas, Cândido Ferreira. A partir de 2001 dirigiu alguns espetáculos quer no Bando quer no Teatro Extremo. Nos Artistas Unidos, participou em O Novo Dancing Eléctrico de Enda Walsh (2016), A Coragem da Minha Mãe de George Tabori (2020), A Circularidade do Quadrado de Dimítris Dimitriádis (2021) e traduziu O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir.


Pedro Carraca | Trabalhou com António Feio, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Diogo Dória e Maria do Céu Guerra. Integra os Artistas Unidos desde 1996. Recentemente participou em Os Aliens de Annie Baker (2019), Ballyturk de Enda Walsh (2019), Emília de Claudio Tolcachir (2019), Vemo-nos ao nascer do dia de Zinnie Harris (2019), A Coragem da Minha Mãe de George Tabori (2020) e Birdland de Simon Stephens (2021).


Hélder Braz | Fez formação no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, Chão de Oliva, Câmara de Oeiras e no Centro Dramático de Évora. Trabalhou com Paulo Filipe Monteiro, Alexandre de Sousa, António Fonseca, Margarida Carpinteiro, J. M. Alvim, David Wheller, Luís Varela, Jean François Lapallus, Fernando Mora Ramos, Axél Boosére, Ruy Otero e com os grupos Orquestra Dramática O Bife, Living Theatre, Royal de Luxe, O Bando, Companhia de Teatro O Sonho, GICC – Teatro das Beiras e Pogo Teatro. No cinema participou na curta-metragem É Só Um Minuto de Pedro Caldas. Nos Artistas Unidos participou recentemente em Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018), e Morte de um Caixeiro-Viajante de Arthur Miller (2021).



Carla Bolito | Inicia-se em 1990 no teatro no Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. No ano seguinte ingressou no curso de Atores do Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral e no Instituto Franco-Português. Entre 1995 e 1997 foi atriz residente do Teatro O Bando onde trabalhou com João Brites, Raúl Atalaia e Horácio Manuel. Desde então tem trabalhado com Ana Nave, José Peixoto, Lúcia Sigalho ou Jorge Silva Melo. No cinema participou em filmes de Joaquim Sapinho, Teresa Ramos, Edgar Pêra, Ivo Ferreira, Eduardo Guedes e Fernando Vendrell. Em 1995 ganhou o prémio de Melhor Interpretação Feminina no Festival de Cinema de Genebra. Participou em coreografias de Olga Roriz e Clara Andermatt. Em 2000 apresentou a sua primeira encenação, Areena em parceria com Rafaela Santos, no CCB, a que se seguiram Transfer (2002), a partir de um texto de sua autoria, e A Arte da Fome (2017), a partir de Kafka. Nos Artistas Unidos participou em Ruínas de Sarah Kane (2000), Cada Dia a Cada Um A Liberdade e o Reino, montagem de textos de Pedro Marques e Jorge Silva Melo (2003) e Nada de Mim de Arne Lygre (2018).


Américo Silva | Trabalhou com Ávila Costa, José Peixoto, João Lagarto, Carlos Avilez, Rui Mendes, Diogo Dória, Depois da Uma… teatro?, Francisco Salgado, Manuel Wiborg e no cinema com Jorge Silva Melo, Alberto Seixas Santos e Miguel Gomes. Colabora com os Artistas Unidos desde 1996, tendo participado recentemente em Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018), Ballyturk de Enda Walsh (2019), Emília de Claudio Tolcachir (2019), A Máquina Hamlet de Heiner Müller (2020) e Morte de um Caixeiro-Viajante de Arthur Miller (2021).


António Simão | Tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). Trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Jean Jourdheuil. Integra os Artistas Unidos desde 1995, tendo participado recentemente em Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018), Ballyturk de Enda Walsh (2019) e Uma Solidão Demasiado Ruidosa a partir do romance de Bohumil Hrabal (2020).


João Meireles | Tem o curso do IFICT (1992). Trabalhou com Luís Varela, Manuel Borralho, Ávila Costa, Adolfo Gutkin, Aldona Skiba-Lickel, José António Pires, o Pogo Teatro e o Teatro Bruto. Integra os Artistas Unidos desde 1995, tendo participado recentemente em Retrato de Mulher Árabe que olha o mar de Davide Carnevali (2018).


Nuno Gonçalo Rodrigues | É diplomado pela ESTC. Em 2013, com João Pedro Mamede e Catarina Rôlo Salgueiro, funda OS POSSESSOS. É actualmente assessor de imprensa nos Artistas Unidos. Nos Artistas Unidos, participou mais recentemente em Retrato de Mulher Árabe que olha o mar de Davide Carnevali (2018), Birdland de Simon Stephens (2021) e A Circularidade do Quadrado de Dimítris Dimitriádis (2021).


Pedro Caeiro | Estreia-se em 2003, no SLTM, com Caixa de Sombras de Michael Cristofer, encenação de Marco D’Almeida. Neste teatro, participa em Romeu e Julieta de William Shakespeare, com encenação de John Retallack. Em 2005, conclui o curso de Interpretação da EPTC. Colaborou com o Teatro do Vestido nos espetáculos Fora de Casa por Agora e Nómadas. Colaborou em espetáculos do TEC, encenados por Carlos Avilez, como Doce Pássaro da Juventude de Tenesse Williams, Marat/Sade de Peter Weiss, ICTUS de Miguel Graça e O Comboio da Madrugada de Tennessee Williams. Para além de alguns trabalhos em cinema, tem sido presença regular em fição para televisão. Em 2013 realizou a curta-metragem Dingo, selecionada para o 23º Festival Curtas de Vila do Conde. Encenou Cassiopeia de Miguel Graça e Atirem-se ao Ar de António Torrado no TEC. Nos Artistas Unidos particiou em Nada de Mim de Arne Lygre (2018), Os Aliens de Annie Baker (2019), Morte de um Caixeiro-Viajante de Arthur Miller (2021) e A Circularidade do Quadrado de Dimítris Dimitriádis (2021).


Tiago Matias | Em 2000 estreia-se profissionalmente na Companhia de Teatro de Sintra onde trabalhou com os encenadores João de Mello Alvim, Nuno Correia Pinto, Antonino Solmer, Jorge Listopad, Carlos Pimenta e Pedro Penim. Aí interpretou textos de Tchekóv, Nuno Bragança, Maquiavel, Bernardo Soares/Fernando Pessoa, Gao Xingjian, entre outros. Na Cornucópia trabalhou com os encenadores Luís Miguel Cintra e Christine Laurent em textos de Brecht, Pirandello, Sófocles, Shakespeare e Tchekóv. Tem participado em diversas séries de televisão e faz dobragens de desenhos animados e locuções de documentários. Nos Artistas Unidos participou recentemente em Nada de Mim de Arne Lygre (2018), Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018) e Vidas Íntimas de Noël Coward (2019).


Jorge Silva Melo | Fundou em 1995 os Artistas Unidos de que é diretor artístico.