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Teatro Sem Fios | A Reviravolta, de Almeida Faria | 7 Junho | 14h00

Artistas Unidos

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Teatro Sem Fios | A Reviravolta, de Almeida Faria | 7 Junho | 14h00 Teatro Sem Fios | A Reviravolta, de Almeida Faria | 7 Junho | 14h00

© Jorge Gonçalves


Teatro Sem Fios 

5 Maio | 19h00 
7 Junho | 14h00 (rep.)
12 Junho | 5h00 (rep.)

Gravado no Auditório 2 
em Lisboa
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos


A Reviravolta | Almeida Faria


Intérpretes
Isabel Muñoz Cardoso
Inês Pereira
Jorge Silva Melo 
João Pedro Mamede 

Direção Jorge Silva Melo


São as mesmas personagens que descobrimos em 1964 no seu romance Paixão. E que o têm acompanhado desde então naquilo a que chamou a Tetralogia Lusitana
A senhora, viúva, Marina, a criada, Piedade, o caseiro, Moisés, o filho mais velho de Marina. Numa grande herdade do Alentejo. 
Mas agora estamos em 1974, os ventos mudaram, as vozes da revolta passaram de surdina a primeiro plano. 
"Eu próprio - diz Almeida Faria, o autor - fechei-as durante anos à chave no sótão do passado e, julgando que as esquecera, andei por outras paragens. Mas a minha ilusão de esquecê-las era ingénua: porque, na sua persistência, elas é que não se esqueceram de mim, nunca pararam de suspirar, de murmurar, de sussurrar-me os seus anseios e pavores." 
Um teatro de vozes, um teatro de sombras nas convulsões da História. Alentejo, 1974.



Almeida Faria | Nasceu em Montemor-o-Novo, em 1943. Licenciado em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é assistente universitário. Muito jovem iniciou a sua vasta obra literária, que sempre mereceu a melhor atenção da crítica nacional e internacional e conta com os mais variados géneros literários. Escreveu os romances Rumor Branco (Portugália, 1962, prefaciado por Virgílio Ferreira), uma Teatralogia Lusitana (A Paixão, Portugália, 1965; Cortes, Dom Quixote, 1978; Lusitânia, Edições 70, 1980; e Cavaleiro Andante, 1983) e O Conquistador (Caminho, 1990, com ilustrações de Mário Botas). Escreveu narrativa de viagens (O Murmúrio do Mundo, Tinta-da-China, 2012), teatro (A Reviravolta, Caminho, 1999, e Vozes da Paixão, Caminho, 1998), contos (Os Passeios do Sonhador Solitário, 1982, Vanitas: 51 Avenue D'Iéna, 1996), ensaio (Do Poeta-Pintor ao Pintor-Poeta, 1988) e chegou mesmo a traduzir uma selecção sua de Poemas Políticos de Hans Magnus Enzensberger (D. Quixote, 1975). Foi escritor residente nos Estados Unidos no International Writing Program em Iowa (1968-1969) e em Berlim onde fez parte do Berliner Künstlerprogramm. Foi professor convidado da Universidade Nova de Lisboa. Tem colaborado com diversas publicações colectivas, nomeadamente revistas alemãs, brasileiras, francesas, holandesas, italianas, suecas e norte-americanas.




Isabel Muñoz Cardoso trabalhou com Luís Varela, José Peixoto, José Carlos Faria, José Mora Ramos, Diogo Dória, Jean Jourdheuil, Solveig Nordlund. Nos Artistas Unidos participou em inúmeros espectáculos a partir de António, Um Rapaz de Lisboa de Jorge Silva Melo (1995) tendo interpretado recentemente Jardim Zoológico de Vidro de Tennessee Williams, O Novo Dancing Electrico de Enda Walsh (2016) e A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017), A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017) e O Teatro da Amante Inglesa de Marguerite Duras (2018).    

Inês Pereira estreou-se no teatro em 2004 no Teatro Tapa Furos tendo entretanto trabalhado como atriz e, por vezes, assistente de encenação com os Primeiros Sintomas, o Teatro da Terra, o TEP, o Teatro do Eléctrico, Causas Comuns, Ruínas com directores como Bruno Bravo, Sandra Faleiro, Gonçalo Amorim, Maria João Luís, Ricardo Neves-Neves e Carlos Marques. É ainda vocalista do Conjunto Vigor. Nos Artistas Unidos participou em O Rio de Jez Butterworth (2016) e A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017).

Jorge Silva Melo estudou na London Film School. Fundou e dirigiu, com Luís Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia (1973/79). Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Berlim junto de Peter Stein e em Milão junto de Giorgio Strehler. É autor do libreto de Le Château dês Carpathes (baseado em Júlio Verne) de Philippe Hersant, das peças Seis Rapazes Três RaparigasAntónio, Um Rapaz de LisboaO Fim ou Tende Misericórdia de NósPrometeuNum País Onde Não Querem Defender os Meus Direitos, Eu Não Quero Viver baseado em Kleist, de Não Sei (em colaboração com Miguel Borges) e O Navio dos Negros
Fundou em 1995 a sociedade Artistas Unidos de que é director artístico. Realizou as longas-metragens Passagem ou A Meio CaminhoNinguém Duas VezesAgostoCoitado do JorgeAntónio, Um Rapaz de Lisboa, a curta-metragem A FelicidadeE os documentários António Palolo e Joaquim Bravo, Évora, 1985etc, etc, Felicidades, Conversa com Glicínia, Conversas em Leça em Casa de Álvaro Lapa, Nikias Skapinakis - O Teatro dos Outros, Álvaro lapa: A Literatura, António Sena, A Incessante Mão, Ângelo de Sousa: Tudo o que sou capaz e A Gravura: Esta Mutua Aprendizagem. Traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter.    

João Pedro Mamede é diplomado pela ESTC (2013). Iniciou a sua formação teatral na Cena Múltipla, dirigida por Francis Seleck, Pedro D'Orey e Catarina Pé-Curto, onde trabalhou textos de Fernando Pessoa, Karl Valentin e Farid Udi-Din Attar e criações colectivas. Dirigido por Francis Seleck, estreou, em Março 2011, A 20 de Novembro, de Lars Nóren. Participou em Amadeus de Peter Shaffer, encenação de Tim Carroll no TNDM II e em Do Alto da Ponte de Arthur Miller, encenação de Gonçalo Amorim (TEP) no Teatro da Trindade. Criou com Pedro Sousa Loureiro o espectáculo Playground Session (2012), e fundou Os Possessos com os quais estreou Hansel & Gretel dedicam-se ao futuro em 3 passos (2013). Recentemente nos Artistas Unidos: Sala Vip de Jorge Silva Melo, Punk Rock de Simon Stephens e O Regresso a Casa de Harold Pinter (ambos 2014), Os Acontecimentos de David Greig (2015) e Jardim Zoológico de Vidro de Tennessee Williams (2016), A Estupidez de Rafael Spregelburd, Na Margem de Lá – Um Lamento de Jorge Silva Melo (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017) e A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017), O Grande Dia da Batalha variações sobre o Albergue Nocturno de Máximo Gorki de Jorge Silva Melo (TNDMII)(2018).