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Teatro Sem Fios | As Sobrinhas | Jaime Salazar Sampaio | 27 Março 19h00

Dia Mundial do Teatro

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Teatro Sem Fios | As Sobrinhas | Jaime Salazar Sampaio | 27 Março 19h00 Teatro Sem Fios | As Sobrinhas | Jaime Salazar Sampaio | 27 Março 19h00

Gonçalo Egito e João Estima © Jorge Gonçalves

Teatro Sem Fios 

27 Março 19h00 
Dia Mundial do Teatro

Gravado no Auditório 2 
em Lisboa

Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos


As Sobrinhas, de Jaime Salazar Sampaio

Para ouvir, clicar aqui.


Sinopse

Uma peça em 1 ato, de 1964-1968, de um dos autores portugueses mais ativos nos anos 60-80. 

O que se esconde atrás da imagem? 
Que passado irrompe? Que desejos sepultámos? 
Por baixo de uma pequena burguesia sufocante, que desejo erótico está soterrado? 
Que sonhos morreram até tudo ficar com poeira. 

Um teatro surpreendente, surreal, inquietante, desassossegado.


Intérpretes

Rodolfo - Gonçalo Egito
General Aníbal - João Estima
guilhermina - Inês Pereira
D. Glória - Isabel Muñoz Cardoso
Inquilino - Miguel Galamba
Inquilina - Vânia Rodrigues
1ª Rapariga - Diana Narciso
2ª Rapariga - Sara Inês Gigante
3ª Rapariga - Rita Delgado

Direcção de António Simão




Jaime Salazar Sampaio nasceu em 1925, em Lisboa.Talvez o autor português contemporâneo mais representado em Portugal. A peça de estreia, Aproximação, foi redigida em 1944 e editada no ano seguinte na antologia de vários autores Bloco - 1ª Pedra, imediatamente apreendida pela censura, que viu como sinais ameaçadores o vermelho da capa e as invocações à liberdade no texto. Entre 1949 e 1960 dedicou-se à poesia e à narrativa. Afirmou-se, no entanto e inequivocamente, sobretudo como dramaturgo. Motivações e mal-estar de ordem social e política entrelaçam-se com as ansiedades existenciais das suas personagens, caracterizadas pela solidão, pelo desespero e pela desconfiança no poder de salvação de dogmas e ideologias, que são traços constantes da quase totalidade da sua produção. Em 1974, em concomitância com a queda da ditadura e apesar de manter as suas peculiaridades, registou-se uma breve fase orientada para a crítica social mais ativa, solicitada pelas circunstâncias históricas que o país estava a viver. A sua fecunda atividade na escrita dramática incluiu cerca de sete dezenas de peças, na sua grande maioria já levadas repetidamente à cena, reunidas em cinco volumes de Teatro completo, saídos com a chancela da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. 
Constante, a partir dos anos 60, foi também a sua atividade de tradutor de teatro, desempenhada por vezes em colaboração com outros autores, de que resultaram versões em português de peças de Beckett, A. Miller, Obaldia, Arrabal, Gorki, J.-P. Wenzel, Pinter, F.X. Kroetz, Joyce, Fuggard, G.B. Shaw, Genet, Deutsch, Carsana, Albee e Finn Junker. Morreu em 2010.



Gonçalo Egito licenciou-se na ESTC. Integrou em 2015 o projecto Panos na Culturgest onde apresentou Eles são mesmo assim, encenado por Mariana Rosário. Trabalhou também com Ricardo Neves-Neves. Em cinema trabalhou com Rui Simões, e Vicente Alves do Ó. É dançarino de danças de salão. Trabalhou com os coreógrafos Edgar Branco, Milene Matias e Cifrão. Estreou-se profissionalmente com os Artistas Unidos com o texto Na Margem de Lá – Um Lamento, escrito e encenado por Jorge Silva Melo. É atualmente estagiário no TNDMII.

João Estima é formado na ACE (2011) e licenciado pela ESTC. Em 2013 produziu e interpretou O Inventor de Ideias, com texto e enc de Ricardo Alves. Trabalhou com António Capelo, António Júlio, Joana Providência, João Paulo Costa, Maria do Céu Ribeiro, Victor Hugo Pontes, André Guedes, Esperanza Lopez e Oskar Goméz-Mata. Nos Artistas Unidos participou em Doce Pássaro da Juventude, de Tennessee Williams (2015).

Inês Pereira estreou-se no teatro em 2004 no Teatro Tapa Furos tendo entretanto trabalhado como atriz e, por vezes, assistente de encenação com os Primeiros Sintomas, o Teatro da Terra, o TEP, o Teatro do Eléctrico, Causas Comuns, Ruínas com directores como Bruno Bravo, Sandra Faleiro, Gonçalo Amorim, Maria João Luís, Ricardo Neves-Neves e Carlos Marques. É ainda vocalista do Conjunto Vigor. Nos Artistas Unidos participou em O Rio de Jez Butterworth (2016) e A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017).

Isabel Muñoz Cardoso trabalhou com Luís Varela, José Peixoto, José Carlos Faria, José Mora Ramos, Diogo Dória, Jean Jourdheuil, Solveig Nordlund Nos Artistas Unidos participou em inúmeros espectáculos a partir de António, Um Rapaz de Lisboa de Jorge Silva Melo (1995) tendo participado recentemente em O Novo Dancing Electrico de Enda Walsh (2016), A Noite da Iguana de Tennessee Williams e A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017).

Miguel Galamba concluiu em 2016 o Curso Profissional de Artes do Espectáculo - Interpretação na Escola Secundária D. Pedro V. Frequenta a licenciatura em Teatro - Ramo Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema. Nos Artistas Unidos participou em Os Acontecimentos de David Greig (2015), Nesta Hora Primeira - nos 40 anos da Constituição da República (2016) e O Cinema de Annie Baker (2017).

Vânia Rodrigues trabalhou com André Uerba, Miguel Moreira, Mónica Calle, João Mota, João Abel, Há Que dizê-lo, Latoaria, Tiago Vieira, Pedro Palma, Raul Ruiz. Nos Artistas Unidos participou recentemente em Jardim Zoológico de Vidro de Tennessee Williams, O Rio de Jez Butterworth (2016), A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017) e A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017).

Diana Narciso terminou em 2017 a Licenciatura em Teatro, na ESTC. Colaborou profissionalmente com o Projecto Novos Actores com direcção de Renato Godinho, o TEC com direcção de Carlos Avilez, John Romão. Interpretou filmes realizados por Pedro Cabeleira, João Eça, Margarida Lucas. Com os Artistas Unidos participou em Os Acontecimentos, de David Greig com direcção de António Simão. É atualmente estagiária no TNDMII.

Sara Inês Gigante formou-se na ACE (Porto), tendo concluído a licenciatura na ESTC em 2017. Estreou-se profissionalmente num espectáculo dirigido por Pedro Frias, tendo, em 2015, participado num colectivo que levou à cena uma peça de Tiago Rodrigues no Teatro do Bairro. É actualmente estagiária no TNDMII.

Rita Delgado
 nasce em Lisboa, em 1992. Começa a sua formação teatral em 2010, na Universidade de Évora, onde conclui o primeiro ano da licenciatura em teatro. Em 2014 termina o curso profissional de formação de actores da ACT com a peça Bodas de Sangue, de Garcia Lorca, encenada por António Pires, no Teatro do Bairro. No mesmo ano estreia no Teatro Rápido a peça Reunião da Sala 3, um projecto independente desenvolvido em conjunto com colegas de curso. Em 2017 conclui a licenciatura em Teatro - Ramo Actores da ESTC e é, actualmente, atriz estagiária do Teatro Nacional D. Maria II.

António Simão tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). Trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Jean Jourdheuil. Integra os Artistas Unidos desde 1995, tendo participado recentemente em A Morte de Danton de Georg Büchner (2012), Os Caprichos da Marianne de Alfred de Musset (2012), Feliz Aniversário de Harold Pinter (2012), A Estalajadeira de Carlo Goldoni (2013), O Campeão do Mundo Ocidental de John Millington Synge (2013), Sala Vip de Jorge Silva Melo (2013), Punk Rock de Simon Stephens (2014), A Modéstia de Rafael Spregelburd (2014), A Casa de Ramallah de Antonio Tarantino (2014), Os Acontecimentos de David Greig (2015), Jogadores (2016) A Estupidez (2017), O Cinema (2017).