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Império dos Sentidos Paulo Alves Guerra / Produção: Ana Paula Ferreira

Cultura

Teatro Sem Fios | Clara, de Arthur Miller | 2 Outubro 19h00 | 4 Novembro 14h00 | 9 Novembro 05h00

Artistas Unidos

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Teatro Sem Fios | Clara, de Arthur Miller | 2 Outubro 19h00 | 4 Novembro 14h00 | 9 Novembro 05h00 Teatro Sem Fios | Clara, de Arthur Miller | 2 Outubro 19h00 | 4 Novembro 14h00 | 9 Novembro 05h00

António Simão © Jorge Gonçalves


Teatro Sem Fios 

2 Outubro 19h00 
4 Novembro 14h00 | 9 Novembro 05h00 (repetições)

Gravado no Auditório 2 do 
em Lisboa
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos

 
Clara, de Arthur Miller 


Intérpretes

Fine – António Simão
Albert Kroll – Jorge Silva Melo
Tierney – Pedro Carraca
Clara – Andreia Bento


Sinopse

Escrita em 1986, a peça fala-nos de Albert Kroll, pai de Clara, uma jovem assistente social que foi brutalmente assassinada. O inspector Fine tenta obter informações de Kroll mas este hesita em dizer quem matou. 
Porquê? 
Toda uma vida fica assim em perspectiva.




Arthur Miller
 (1915- 2005) é um dramaturgo fundamental do teatro americano. Estreou-se em 1944 com The Man Who Had All The Luck que ganhou um prémio da Theatre Guild mas foi um desastre de bilheteira com apenas quatro apresentações. Seguiu-se um romance sobre o racismo Focus (1945) Mas terá sido com a estreia, em 1947, de Todos Eram Meus Filhos, com que recebeu o primeiro Tony, que o seu nome se afirmou mundialmente. 
A esse primeiro êxito seguiu-se, em 1949, Morte de Um Caixeiro Viajante (que recebeu mais um Tony, o prémio do Drama Circle e um Pullitzer), obra-prima que marcou todo o teatro do pós-guerra e que estabeleceu uma forte ligação com Elia Kazan, que, no entanto , veio a denunciá-lo como membro do Partido Comunista perante a HUAC. As perseguições do macartismo marcaram um dos seus títulos mais famosos, As Bruxas de Salém (1953). A essa experiência dolorosa, seguiram-se Do Alto da Ponte (1955, revista em 1956), o argumento para Os Inadaptados, filme de John Huston (1961) e Depois da Queda (1964) com que veio a reconciliar-se com Elia Kazan que, simbolicamente, dirigiu a peça na abertura do Lincoln Center. 
Depois desses triunfos mundiais e do seu casamento tormentoso (1956-1961) com Marilyn Monroe, a sua obra conheceu um certo declinio público, de que apenas emerge o êxito de O Preço (1968). E, no entanto, mais experimental, menos afirmativo, mais secreto, ele continuou a assinar obras cruciais como Incident at Vichy (1964) The American Clock (1980), Two Way Mirror (1982), The Last Yankee (1983), Broken Glass (1994), Finishing The Picture (2004). 
Em 1987, publicou uma autobiografia, Timebends, por muitos saudada como um dos grandes testemunhos sobre Nova Iorque a partir da Guerra de Espanha. Toda a sua vida foi marcada por intensa actividade política em defesa das liberdades.




António Simão tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). Trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Jean Jourdheuil. Integra os Artistas Unidos desde 1995, tendo participado recentemente em A Estupidez de Rafael Spregelburd, O Cinema de Annie Baker (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017) e Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018).


Jorge Silva Melo
 fundou em 1995 os Artistas Unidos de que é diretor artístico.


Pedro Carraca trabalhou com António Feio, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Diogo Dória e Maria do Céu Guerra. Integra os Artistas Unidos desde 1996. Recentemente participou em A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017), O Cinema de Annie Baker (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017), A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017), O Teatro da Amante Inglesade Marguerite Duras (2018) e O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir (2018).


Andreia Bento tem a licenciatura da ESTC. Realizou o estágio profissional-curricular nas produções dos Artistas Unidos. Como atriz trabalhou no Pogo Teatro, Teatro Infantil de Lisboa, Teatro da Malaposta com Ana Nave, Teatro Aberto com José Wallenstein e na curta-metragem A Rapariga no Espelho de Pedro Fortes. Autora dos textos para o programa de Cowboy Mouth de Sam Shepard, com encenação de Francisco Salgado. Colabora com os AU desde 2001, trabalhando como assistente de encenação, directora de projecto, actriz e encenadora. É sócia dos AU desde 2006. Recentemente nos Artistas Unidos: Os Acontecimentos de David Greig (2015), O Novo Dancing Eléctrico (2016), A Estupidez (2017) e O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir (2018)..