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Teatro sem Fios | Homem da Flor na Boca, de L. Pirandello | 22 Novembro | 19h00

Artistas Unidos

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Teatro sem Fios | Homem da Flor na Boca, de L. Pirandello | 22 Novembro | 19h00 Teatro sem Fios | Homem da Flor na Boca, de L. Pirandello | 22 Novembro | 19h00

© Jorge Gonçalves


Teatro Sem Fios

22 Novembro | 19h00
27 Novembro | 14h00 (repetição)

Gravado no Auditório 2 
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos

 
Homem da Flor na Boca | Luigi Pirandello


Intérpretes
António Simão 
Pedro Caeiro


Direção 
António Simão


Sinopse
Dois estranhos encontram-se numa estação de comboio, a meio da noite. 
No princípio, as suas preocupações parecem as preocupações banais do quotidiano, mas à medida que os dois se vão conhecendo melhor, o assunto passa a ser a vida, a morte e o próprio sentido da existência.



Luigi Pirandello | Nasceu a 28 de Junho de 1867, perto de Agrigento, na Sicília, numa localidade chamada Caos. A sua vida foi, como escreveu, a “involuntária passagem pela terra de um filho do caos.” Após o liceu em Palermo, vai ajudar o pai na gestão das minas de enxofre que a família possui. Mas cedo abandona os negócios familiares para frequentar a Universidade, primeiro em Roma, depois em Bona, onde se licencia em Filologia Românica. A partir de 1892, estabelece-se em Roma onde inicia a sua carreira literária, aconselhado pelo seu conterrâneo Luigi Capuana a escrever narrativas. Em 1894, casa-se com Maria Antonietta Portulano, herdeira de um sócio do pai, que sofre de distúrbios mentais que muito o afetou. Em 1901, publica o primeiro romance, L'esclusa e, em 1902, Il turno. Autor de uma obra vasta, Pirandello escreveu diversos romances, contos e novelas que foram compilados sob o título de Novelle per un anno (15 vols., 1922-37). Com Ele Foi Matias Pascal, romance publicado em 1904, obteve um enorme êxito editorial. Dos seus seis romances, os mais conhecidos são Ele Foi Matias Pascal (1904) e Um, Ninguém e Cem Mil (1926) ambos editados em Portugal na Cavalo de Ferro. Mas é a partir de 1915 que começa a carreira triunfal de autor dramático, com obras como Cautela Libertino!, Limões da Sicília, Liolà (1916), O Barrete de Guizos, A Volúpia da Honra (1917), Para Cada Um a Sua Verdade, Ma Non È Una Cosa Seria e Il Giuoco delle Parti (1918), muitas delas tendo origem nas suas novelas ou contos. Em 1918 publica o primeiro volume do teatro sob o título Máscaras Nuas, título que é todo um programa. Pirandello concentra-se no problema da identidade. O eu existe apenas em relação aos outros; consiste na mudança de facetas que escondem um abismo inescrutável. Numa peça como Para Cada Um a Sua Verdade (1918), duas pessoas detêm percepções contraditórias sobre uma terceira pessoa. A protagonista de Vestir os Nus (1923) tenta firmar a sua identidade ao assumir diversas identidades; gradualmente apercebe-se da sua verdadeira posição na ordem social e no fim morre «nua», sem máscara social, aos seus próprios olhos e dos amigos. O conflito entre ilusão e realidade é central em A Vida Que Te Dei (1924) ou A Desconhecida (1930). A análise e dissolução de um eu unificado são levadas ao extremo em Seis Personagens à Procura de Autor (1921) onde o próprio palco, o símbolo da aparência versus realidade, é o centro da peça. Com esta peça, Pirandello conhece um êxito internacional que o leva aos principais teatros do mundo, de Berlim a Paris e a Nova Iorque. A sua produção teatral prossegue com Henrique IV e Vestir os Nus (1922), O Homem da Flor na Boca (1923), Ciascuno A Suo Modo (1924). A partir de 1924, dirige, em Roma, o Teatro d'Arte que, durante três temporadas (até 1928), faz conhecer mundialmente o seu teatro. A intérprete por excelência da sua obra é Marta Abba, a quem Pirandello está ligado sentimentalmente. Com La Nuova Colonia (1928) inaugura uma série de textos que irão constituir o seu derradeiro ciclo, o dos «mitos» modernos, que culmina nos Gigantes da Montanha, texto inacabado. Desta sua última fase é também o texto Esta Noite Improvisa-se (1930) onde especula sobre a vida, a criação e o teatro. Em 1931, esteve em Lisboa, no Congresso da Crítica, tendo assistido à estreia de Um Sonho, Mas Talvez Não, na companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Em 1934 é-lhe atribuído o prémio Nobel da Literatura. Morre, em Roma, a 10 de Dezembro de 1936.



António Simão | Tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). Trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Jean Jourdheuil. Integra os Artistas Unidos desde 1995, tendo participado recentemente em Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018), Ballyturk  de Enda Walsh (2019) e Uma Solidão Demasiado Ruidosa a partir do romance de Bohumil Hrabal (2020).  


Pedro Caeiro | Estreia-se em 2003, no SLTM, com Caixa de Sombras de Michael Cristofer, encenação de Marco D'Almeida. Neste teatro, participa em Romeu e Julieta de William Shakespeare, com encenação de John Retallack. Em 2005, conclui o curso de Interpretação da EPTC. Colaborou com o Teatro do Vestido nos espectáculos Fora de Casa por Agora e Nómadas. Colaborou em espectáculos do TEC, encenados por Carlos Avilez, como Doce Pássaro da Juventude de Tenesse Williams, Marat/Sade de Peter Weiss, ICTUS de Miguel Graça e O Comboio da Madrugada de Tennessee Williams. Para além de alguns trabalhos em cinema, tem sido presença regular em ficção para televisão. Em 2013 realizou a curta-metragem Dingo, selecionada para o 23º Festival Curtas de Vila do Conde. Encenou Cassiopeia de Miguel Graça e Atirem-se ao Ar de António Torrado no TEC. Nos Artistas Unidos particiou em Nada de Mim de Arne Lygre (2018), Os Aliens Annie Baker (2019), Morte de um Caixeiro-Viajante de Arthur Miller (2021) e A Circularidade do Quadrado de Dimítris Dimitriádis (2021).