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Teatro Sem Fios | O Dia Seguinte, de Luiz Francisco Rebello | 27 Março 19h00

Dia Mundial do Teatro

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Teatro Sem Fios | O Dia Seguinte, de Luiz Francisco Rebello | 27 Março 19h00 Teatro Sem Fios | O Dia Seguinte, de Luiz Francisco Rebello | 27 Março 19h00

© Jorge Gonçalves


Teatro Sem Fios | Dia Mundial do Teatro

27 Março 19h00 

Gravado no Auditório 2 do 
em Lisboa,
a 11 de Fevereiro de 2019
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos


O Dia Seguinte
, de Luiz Francisco Rebello

Intérpretes

Ela – Andreia Bento

Ele – Pedro Babtista

O Juiz – António Simão

O Secretário – Nuno Gonçalo Rodrigues

A Filha – Vânia Rodrigues

Direcção – António Simão




Sinopse


Um jovem casal, com um filho prestes a nascer, não aguentando as dificuldades financeiras em que vive, decide suicidar-se. Já mortos, são chamados a prestar contas da sua vida, o que os leva a reviver os seus momentos mais marcantes, desde os mais optimistas e esperançosos no futuro aos de desespero que antecipam a morte do filho.

Manuscrito da peça


O Dia Seguinte foi escrito de uma assentada num dia de Setembro de 1948. Conta Luiz Francisco Rebello que em Setembro de 1949, houve uma primeira leitura de O Dia Seguinte em casa de Manuela Porto, ali a São Mamede. Leram-na Gina Santos, Rogério Paulo e Luís Santos. A ouvir estavam, pelo menos, Lopes-Graça e Mário Dionísio. O Grupo Dramático Lisbonense pretendia estreá-la na sua sede à Praça das Flores. 
Mas sobreveio o suicídio de Manuela Porto, e a peça ficou por estrear até que alguém em Paris (via Claude Henri Freches) a estreou no Theatre de la Huchette
Em Portugal estreou na Guilherme Cossoul com encenação de Paulo Renato e interpretação de Glicínia Quartin e Henrique Viana, em 1958. Mais tarde viria a ser apresentada no Teatro D. Maria II, com Cremilda Gil na protagonista, e no Teatro Moderno de Lisboa, com Carmen Dolores.

Maquete de O Dia Seguinte, por Augusto Gomes


Luiz Francisco Rebello, 1961

Luiz Francisco Rebello
 nasceu a 10 de Setembro de 1924 em Lisboa. Licenciado pela Faculdade de Direito de Lisboa presidiu a Sociedade Portuguesa de Autores durante 30 anos (1973 a 2003), especializando-se na área dos direitos de autor. Foi também vice-presidente da Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores. 
Colaborou em inúmeros jornais e revistas, entre eles, a Seara Nova, a Vértice, o semanário Mundo Literário (1946-1948), a Colóquio-Letras, e o Jornal de Letras. Dirigiu, desde 1971, um Dicionário do Teatro Português, publicado em fascículos. 
Com ligações ao teatro, fundou e dirigiu, em 1946, juntamente com Gino Saviotti, o Teatro-Estúdio do Salitre e, em 1971, foi nomeado director do Teatro São Luiz, cargo de que se viria a demitir no ano seguinte por não concordar com as ingerências da Comissão de Censura.
Foi autor de dezenas de peças, e tradutor e adaptador de obras dramaturgicas de diversos autores estrangeiros. Tem inúmeros títulos ensaísticos publicados, em particular sobre a História, a Crítica teatrais.
Luiz Francisco Rebello morreu a 8 de Dezembro de 2011 em Lisboa.


Cartaz O dia Seguinte - Theatre de la Huchette


Andreia Bento tem a licenciatura da ESTC. Realizou o estágio profissional-curricular nas produções dos Artistas Unidos. Como atriz trabalhou no Pogo Teatro, Teatro Infantil de Lisboa, Teatro da Malaposta com Ana Nave, Teatro Aberto com José Wallenstein e na curta-metragem A Rapariga no Espelho de Pedro Fortes. Autora dos textos para o programa de Cowboy Mouth de Sam Shepard, com encenação de Francisco Salgado. Colabora com os AU desde 2001, trabalhando como assistente de encenação, directora de projecto, actriz e encenadora. É sócia dos AU desde 2006. Recentemente nos Artistas Unidos: Os Acontecimentos de David Greig (2015), O Novo Dancing Eléctrico (2016), A Estupidez (2017) e O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir (2018)..     


Pedro Baptista tem o Mestrado em Teatro pela ESTC. Como intérprete trabalhou com: Mário Coelho, Jorge Andrade (mala voadora), Madalena Victorino, entre outros. Apresentou várias criações suas (tanto como autor, como encenador): Prosopopeia (2018), Paisagem (2017), Rabbits (2016/17); Purgatório (2014); NÓS ou ensaio sobre a metamorfose (2013).
Nos Artistas Unidos, participou em 2017, em A Vertigem dos Animais Antes do Abate, de Dimítris Dimitriádis, encenação de Jorge Silva Melo (Teatro da Politécnica); A Omissão da Família Coleman, de Claudio Tolcachir (Antena 2); A Voz do Teatro Sul-Americano (Teatro da Politécnica); em 2018, em O Grande Dia da Batalha de Máximo Gorki e Jorge Silva Melo (TNDMII); O Vento Num Violino, de Claudio Tolcachir, encenação de Jorge Silva Melo (Teatro da Politécnica); Retrato de Mulher Árabe Que Olha o Mar, de Davide Carnevali, encenação de Jorge Silva Melo (Teatro da Politécnica).


António Simão tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). Trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Jean Jourdheuil. Integra os Artistas Unidos desde 1995, tendo participado recentemente em A Estupidez de Rafael Spregelburd, O Cinema de Annie Baker (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017) e Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018).    


Nuno Gonçalo Rodrigues é diplomado pela ESTC. Em 2013, funda OS POSSESSOS (Rapsódia Batman, 2014; II - A Mentira, 2015; Marcha Invencível, 2017). Nos Artistas Unidos recentemente participou em A Noite da Iguana de Tennessee Williams, Na Margem de Lá - Um Lamento de Jorge Silva Melo (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017) e A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017).    


Vânia Rodrigues trabalhou com André Uerba, Miguel Moreira, Mónica Calle, João Mota, João Abel, Há Que dizê-lo, Latoaria, Tiago Vieira, Pedro Palma, Raul Ruiz. Nos Artistas Unidos participou recentemente em Jardim Zoológico de Vidro de Tennessee Williams, O Rio de Jez Butterworth (2016), A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017), A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017) e O Grande Dia da Batalha de Jorge Silva Melo, variações sobre Gorki (2018).