Ouvir
Nocturno
Em Direto
Nocturno André Pinto

Cultura

Teatro sem Fios | Proximidade, de Arne Lygre | 27 Março | 19h00

Dia Mundial do Teatro

|

Teatro sem Fios | Proximidade, de Arne Lygre | 27 Março | 19h00 Teatro sem Fios | Proximidade, de Arne Lygre | 27 Março | 19h00

© Jorge Gonçalves


No Dia Mundial do Teatro, a Antena 2 apresenta no programa Teatro Sem Fios, mais uma produção dos Artistas Unidos, Proximidade, do dramaturgo norueguês Arne Lygre.


Teatro Sem Fios

27 Março | 19h00
2 Abril | 14h00 (repetição)

Gravado no Auditório 2 do 
em Lisboa
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos


Proximidade | Arne Lygre


Tradução 
Pedro Porto Fernandes

Intérpretes
Isabel Muñoz Cardoso, Rita Durão, Pedro Carraca e Simon Frankel

Música 
André Pires

Direção 
António Simão


Proximidade é o falhanço. A crise de Ela. Ela coloca em causa relações, questiona o tempo e relembra o espaço. Os locais onde foi feliz, onde virá a ser… Os momentos que passaram ou que ainda virão. 
E os outros, serão passado, serão futuro, acabaram ou ainda chegarão? Estaremos sempre juntos ou estaremos sempre sozinhos?

Uma estranha (...) mas, quando deixa de se estar na proximidade do outro, afinal não se criou uma relação suficientemente forte, dilui-se em nada.
Arne Lygre, Proximidade








Arne Lygre nasceu em Bergen em 1968. Estreou-se em 1998 com a peça Mamma og meg og menn (A Mãe, Eu e os Homens). Desde essa data, tem continuado a escrever e a ser representado por todo o mundo. Homem sem Rumo, que os Artistas Unidos editaram na Revista Nº 17, foi encenada por Claude Régy no Odeon em Paris, em 2007/08. 
Em 2004, Lygre escreveu a sua primeira colectânea de contos, pela qual ganhou o prémio Brage. Recebeu ainda o prémio Mads Wiels Nygaards, em 2010 e, em 2013, o prémio Ibsen com a peça Eu Desapareço
La deg være (Deixa-te Estar) estreou em 2016 no Nationaltheatret. A Comuna Teatro de Pesquisa estreou em Portugal Homem sem Rumo em 2008 e Depois o Silêncio em 2016, ambas com encenação de Álvaro Correia. 
Os Artistas Unidos realizaram uma leitura de Depois o Silêncio, na versão de Álvaro Correia, em 2016, para a Antena 2 — Teatro Sem Fios. E estrearam Nada de Mim, em 2018, com encenação de Pedro Jordão e interpretação de Carla Bolito, Pedro Caeiro, Elisabete Pinto e Tiago Matias.



Isabel Muñoz Cardoso trabalhou com Luís Varela, José Peixoto, José Carlos Faria, José Mora Ramos, Diogo Dória, Jean Jourdheuil, Solveig Nordlund. Nos Artistas Unidos participou em inúmeros espectáculos a partir de António, Um Rapaz de Lisboa de Jorge Silva Melo (1995) tendo participado recentemente em O Teatro da Amante Inglesa de Marguerite Duras (2018), O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir (2018), Emília de Claudio Tolcachir (2019) e Vidas Íntimas de Noël Coward (2019).


Rita Durão tem construído um percurso de grande visibilidade na televisão e no cinema, área em que foi premiada pelos filmes Vingança de uma Mulher de Rita Azevedo Gomes e Em Segunda Mão de Catarina Ruivo. Trabalhou com João Perry em A Disputa de Marivaux e O Sonho de Uma Noite de Verão de Shakespeare, e em vários espectáculos do Teatro da Cornucópia. No cinema trabalhou com João César Monteiro, Rita Azevedo Gomes, Fonseca e Costa, Maria de Medeiros, José Álvaro de Morais, Raúl Ruiz e Jeanne Waltz. Trabalhou anteriormente com os Artistas Unidos em Baal de Brecht (2003) e, mais recentemente, em Vidas Íntimas de Noël Coward (2019).  


Pedro Carraca trabalhou com António Feio, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Diogo Dória e Maria do Céu Guerra. Integra os Artistas Unidos desde 1996. Recentemente participou em Os Aliens de Annie Baker (2019), Ballyturk de Enda Walsh (2019), Emília de Claudio Tolcachir (2019), Vemo-nos ao nascer do dia de Zinnie Harris (2019), A Coragem da Minha Mãe de George Tabori (2020), Birdland de Simon Stephens (2021), Lua Amarela de David Greig (2021), Taco a Taco de Kieran Hurley e Gary McNair (2022) e Terra de Ninguém de Harold Pinter (2022).    


Simon Frankel fez teatro de bonecos, espetáculos para a infância, juventude e adultos. Colaborou com TNDMII, Teatro do Vestido, Teatro do Pouco Siso, Casa Conveniente, Teatro dos Aloés, Gato que Ladra, Lisbon Film Orchestra e Dobrar. Trabalhou com José Peixoto, João Mota, Natália Luíza, Joana Craveiro, David Pereira Bastos, Ricardo Alves, Ana Lázaro, Rute Rocha, Marcos Cosmos e João Mário Grilo. Nos Artistas Unidos participou, mais recentemente, O Grande Dia da Batalha variações sobre o Albergue Nocturno de Máximo Gorki de Jorge Silva Melo (2018), A Circularidade do Quadrado de Dimítris Dimitriádis (2021) e Obstrução de Dimítris Dimitriádis (2022).   


André Pires é membro fundador da Locomotivo, do grupo de teatro-circo Plot e do Pé Antemão. Foi baterista dos R.E.F., fez os arranjos e a direcção musical de Parece que o Tempo Voa e fez a música de Sons de Fogo do grupo Tratamento Completo, de que foi percussionista. Trabalhou com Manuel Wiborg, Miguel Hurst, Rissério Salgado, Solveig Nordlund, João Meireles, João Fiadeiro. Trabalha frequentemente com os Artistas Unidos desde 2001.


António Simão tem os cursos do IFICT (1992) e IFP (1994). Trabalhou com Margarida Carpinteiro, António Fonseca, Aldona Skiba-Lickel, Ávila Costa, João Brites, Melinda Eltenton, Filipe Crawford, Joaquim Nicolau, Antonino Solmer e Jean Jourdheuil. É pós-graduado em Estudos de Teatro pela FLUL. Integra os Artistas Unidos desde 1995, tendo participado recentemente em Do Alto da Ponte de Arthur Miller (2018), Ballyturk de Enda Walsh (2019), Uma Solidão Demasiado Ruidosa a partir do romance de Bohumil Hrabal (2020), Morte de um Caixeiro Viajante de Arthur Miller (2021) e Terra de Ninguém de Harold Pinter (2022).