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Teatro Sem Fios | Restos, de Bernardo Santareno | 27 Março | 19h00

Dia Mundial do Teatro

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Teatro Sem Fios | Restos, de Bernardo Santareno | 27 Março | 19h00 Teatro Sem Fios | Restos, de Bernardo Santareno | 27 Março | 19h00

Teatro Sem Fios 

Dia Mundial do Teatro 

27 Março | 19h00 
5 Abril | 14h00 (rep.)
10 Abril | 5h00 (rep.)


Gravado no Auditório 2 do 
em Lisboa
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos


Restos | Bernardo Santareno


Intérpretes
Inês Pereira
João Estima
Nuno Gonçalo Rodrigues 

Direção Pedro Carraca

Com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores


Sinopse

Um rapaz e uma rapariga num quarto desarrumado. Vamos sabendo um pouco das suas origens, dos seus percursos. Da droga em que se refugiaram naqueles anos de desencanto depois da Revolução. 
Pois, estes são os jovens que não lutaram, que nunca tiveram esperança.
 
No final dos anos 70, Bernardo Santareno escreve várias peças curtas que agrupa sob o título Os Marginais e a Revolução (1979): A Confissão, Monsanto, Vida Breve em Três FotografiasRestos é a derradeira. Nenhuma esperança aqui. Nem alegria. Estamos no refluxo da vida, são "cadáveres adiados que procriam".




Bernardo Santareno, pseudónimo literário de António Martinho do Rosário (Santarém, 19 de Novembro de 1920 — Oeiras, 29 de Agosto de 1980) é considerado o maior dramaturgo português do século XX. Formado em Medicina psiquiátrica, Bernardo Santareno rapidamente conciliou a sua profissão de médico com a de escritor. Primeiro poeta, autor de três livros e mais tarde, em muito influenciado pelas experiências como médico da frota bacalhoeira portuguesa na Terra Nova e Gronelândia que incluiria no seu único livro de narrativas, Nos mares do fim do mundo, dedicou-se ao teatro. 
Da sua obra teatral destacam-se A promessa, O lugre, O crime da aldeia velha ou O judeu; a primeira foi retirada de cena por pressões da Igreja Católica junto do governo salazarista. Várias das suas obras foram adaptadas ao cinema e a telefilmes.




Inês Pereira estreou-se no teatro em 2004 no Teatro Tapa Furos tendo entretanto trabalhado como atriz e, por vezes, assistente de encenação com os Primeiros Sintomas, o Teatro da Terra, o TEP, o Teatro do Eléctrico, Causas Comuns, Ruínas com directores como Bruno Bravo, Sandra Faleiro, Gonçalo Amorim, Maria João Luís, Ricardo Neves-Neves e Carlos Marques. É ainda vocalista do Conjunto Vigor. Nos Artistas Unidos participou em O Rio de Jez Butterworth (2016) e A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017). 


João Estima é formado na ACE (2011) e licenciado pela ESTC. Em 2013 produziu e interpretou O Inventor de Ideias, com texto e enc de Ricardo Alves. Trabalhou com António Capelo, António Júlio, Joana Providência, João Paulo Costa, Maria do Céu Ribeiro, Victor Hugo Pontes, André Guedes, Esperanza Lopez e Oskar Goméz-Mata. Nos Artistas Unidos participou em Doce Pássaro da Juventude, de Tennessee Williams (2015), O Grande Dia da Batalha variações sobre o Albergue Nocturno de Máximo Gorki, de Jorge Silva Melo (2017).    


Nuno Gonçalo Rodrigues é diplomado pela ESTC. Em 2013, co-fundou Os Possessos (Rapsódia Batman, 2014; II - A Mentira, 2015; Marcha Invencível, 2017). É atualmente assessor de imprensa nos Artistas Unidos. Nos Artistas Unidos recentemente participou em A Noite da Iguana de Tennessee Williams, A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017), Na Margem de Lá - Um Lamento de Jorge Silva Melo (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017), O Grande Dia da Batalha de Máximo Gorki e Jorge Silva Melo, Do Alto da Ponte de Arthur Miller e Retrato de Mulher Árabe que olha o Mar de Davide Carnevali (2018).    


Pedro Carraca  trabalhou com António Feio, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Diogo Dória e Maria do Céu Guerra. Integra os Artistas Unidos desde 1996. Recentemente participou em A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017), O Cinema de Annie Baker (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017), A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017), O Teatro da Amante Inglesa de Marguerite Duras (2018) e O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir (2018).