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14º Festival Internacional Douro Jazz | 4 a 14 Outubro

Vila Real

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14º Festival Internacional Douro Jazz | 4 a 14 Outubro 14º Festival Internacional Douro Jazz | 4 a 14 Outubro

14º Festival Internacional Douro Jazz 

4 a 14 Outubro
Teatro de Vila Real


A edição deste ano do Douro Jazz é marcada por duas linhas de programação que entrecruzam vozes femininas com a composição e instrumentação virtuosas de jovens talentos nacionais.

Na primeira linha, e a abrir o festival, a atuação da consagrada cantora Maria João com o trio Budda Power Blues, pelo universo mágico dos blues.
Num segundo concerto, oportunidade de conhecer a voz de Beatriz Pessoa, cantora e compositora de registo intimista, fresco e suave, entre a pop e o jazz.
Uma outra voz feminina, a fechar o festival, é a da surpreendente e prolixa Carmen Souza, baptizada pela imprensa internacional como a 'Ella Fitzgerald de Cabo Verde' ou 'a nova Cesária Évora'. Carmen Souza estabelece diálogos com uma diversidade grande de vozes do jazz (incluindo, não por coincidência, a de Maria João) e de géneros musicais, do jazz à world music, do fado ao samba, da morna à bossa nova, incluindo o 'blues cabo-verdiano'.

O Douro Jazz também abre espaço para músicos da região, num concerto do colectivo Os Putos do Jazz, seguido por uma 'jam session' aberta à participação de outros músicos vila-realenses.

O virtuosismo de uma nova geração de artistas nacionais é representado nesta edição do Douro Jazz pelo projecto Home, liderado pelo acordeonista João Barradas, Prémio Jovens Músicos em 2016, e pelo compositor e multi-instrumentista Bruno Pernadas, presença crescente em palcos de jazz e de grandes festivais de Verão da música em Portugal.

O público infanto-juvenil é contemplado este ano com um espectáculo sobre jazz, poesia e hip hop. 'Jazzhop!' é uma viagem no tempo e no espaço em busca das ligações entre a música e a palavra.

O programa paralelo aos concertos compreende a exposição 'Excertos da Colecção de Francisco Vicente de Sousa, Um Amante de Jazz', apresentando alguns dos discos de vinil deste transmontano por adopção, grande coleccionador, frequentador e divulgador de jazz.

A encerrar a edição deste ano, e logo após o concerto de Carmen Souza, realiza-se uma festa, aberta a todos, em que o vinho Douro Jazz ao som de alguns dos vinis daquela coleção são os principais ingredientes.


Programação


4 Outubro | 21h30
Grande Auditório

Budda Power Blues & Maria João

Blues Experience



Após alguns concertos juntos, Budda Power Blues e Maria João decidem unir esforços e talentos na criação de um disco “a dois”. Budda assume as composições e letras e Maria João empresta a voz e todo o seu talento para um disco intitulado ‘Blues Experience’. Trata-se de uma experiência no mágico universo dos blues onde Maria João deixa cair o seu registo icónico para se apoderar das canções e dar vida às letras, muitas das vezes em dueto com Budda, considerado o melhor músico de blues do país.
A rudeza de Budda Power Blues alia-se à delicadeza de Maria João, encontrando-se algures num meio termo para criar uma sonoridade própria e especial.
Falamos de um disco de blues, mas desengane-se quem possa pensar que se trata de um exercício de estilo. Trata-se de blues do século XXI, amplamente influenciado por todas as sonoridades que fazem parte do quotidiano de Maria João, Budda, Nico Guedes e Pedro Ferreira, os quatro intervenientes deste disco.
Composto por 10 canções que versam sobre assuntos muito pessoais e frequentemente autobiográficos, ‘Blues Experience’ é um disco que percorre várias linguagens dos blues, resultado do desafio lançado por Budda a Maria João.



6 Outubro | 21h30
Pequeno Auditório

Os Putos do Jazz 

Fábio Almeida, saxofones
Rui Guilherme Cardoso, guitarra eléctrica
Daniel Almeida, baixo eléctrico
Diogo Tildes, bateria

Nascido das ‘Jazz Sessions’ realizadas no Club de Vila Real, este quarteto é constituído por jovens músicos vila-realenses que se têm dedicado ao estudo deste género musical ao longo dos últimos anos.
A intenção dos Putos é a de fomentar nos jovens o gosto pelo jazz e manter viva a chama dos melómanos, procurando igualmente captar a atenção da comunidade transmontana e alto-duriense.

Depois do concerto, Os Putos do Jazz tutelam uma jam session, no Café-Concerto, convidando à participação de outros músicos vila-realenses



7 Outubro | 21h30
Pequeno Auditório

Bruno Pernadas 

Bruno Pernadas, guitarra, sintetizador, sampler e composição
João Correia, bateria e sampler
Nuno Lucas, baixo eléctrico
Margarida Campelo, voz, teclados e sintetizador
Francisca Cortesão, voz e guitarra
Afonso Cabral, voz e guitarra
Diogo Duque, trompete e flugelhorn
João Capinha, sax alto/tenor/soprano
Raimundo Semedo, sax tenor/soprano/barítono

Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them

O novo projecto do compositor/multi-instrumentista Bruno Pernadas parte de uma busca pessoal pela relação entre a mitologia egípcia, no que diz respeito à adoração do crocodilo do Nilo, e o comportamento humano contemporâneo ocidental. É também uma continuação do seu anterior projecto ‘How can we be joyful in a world full of knowledge’, editado em 2014. O trabalho mais recente reúne composições criadas em 2015 e 2016 e caracteriza-se pela longa duração dos seus temas (8 a 15 minutos), com instrumentação e sonoridade intemporal, tendo como base um processo criativo que pretendeu respeitar a composição em tempo real. O novo disco combina vários estilos, tais como west coast jazz dos anos 70, lounge oriental, krautrock, freak folk, pop music, sampling e processamento de electrónica low fi, exótica e soul music. Tal como o seu antecessor, conta com a participação de nomes como João Correia (Tape Junk, Julie & The Carjackers), Afonso Cabral (You Can’t Win, Charlie Brown), Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout, They’re Heading West) ou Margarida Campelo (Julie & The Carjackers, Real Combo Lisbonense, Minta & The Brook Trout), para citar alguns.



11 Outubro | 22h30
Café-Concerto
Entrada livre

Beatriz Pessoa

Beatriz Pessoa, voz e teclado
Margarida Campelo, teclado e voz
João Hasselbergm, baixo
João Lopes Pereira, bateria

Cantora e compositora de registo intimista, fresco e suave, Beatriz Pessoa tece os seus temas originais no universo da pop e do jazz. Disso é prova o seu primeiro EP, ‘Insects’ (2016), onde se faz acompanhar por um grupo de músicos talentosos que desde cedo fazem parte do seu percurso.
‘You Know’, tema de avanço do EP de estreia, roda nas rádios nacionais e integra a colectânea NOVOS TALENTOS FNAC 2017. O vídeo contou com a direção de João Pedro Moreira (Branko, Ana Moura, entre outros). ‘Disguise’, o segundo single, tem um videoclip realizado pela fotógrafa Joana Linda, no ambiente cinematográfico do 1908 Lisboa Hotel.
Licenciada em jazz na Escola Superior de Música de Lisboa, vertente canto, Beatriz Pessoa é uma compositora, cantora e instrumentista que tem no jazz um DNA perfeitamente reconhecível, mas também na pop, igualmente assumida, com influências como Lianne La Havas e Laura Mvula.



13 Outubro | 21h30
Pequeno Auditório

HOME - João Barradas
Projecto vencedor do Prémio Jazz Combo, do Prémio Jovens Músicos 2016 

João Barradas, acordeão
Mané Fernandes, guitarra
Eduardo Cardinho, vibrafone
Gonçalo Neto, guitarra
Ricardo Marques, contrabaixo 
Guilherme Melo, bateria

João Barradas grava para a editora nova-iorquina Inner Circle Music e tem colaborado com diversos músicos de renome, como Greg Osby, Gil Goldstein, Fabrizio Cassol, Rufus Reid, Mark Colenburg, Jacob Sacks, Philip Harper, Bobby Sanabria, Tommy Campbell, Sérgio Carolino e Pedro Carneiro. É um dos acordeonistas mais influentes da sua geração. A sua individualidade é o resultado de uma experiência pessoal com os acordeonistas mais importantes da história, do estudo sério da tradição e do instrumento e das suas colaborações com os mais eclécticos músicos actuais.

Mané Fernandes teve aulas com Nuno Ferreira, Carlos Azevedo, Abe Rabade. Acabou o seu recital com nota 20. Em 2014 lançou “BounceLab”, pelo carimbo Porta-Jazz, e em 2016 lançou “Root/Fruit” autonomamente.

Eduardo Cardinho é licenciado com 19 valores pela ESMAE. Ganhou vários concursos onde se destacam: Concurso Internacional em Fermo, Melhor Instrumentista Festa do Jazz 2014. Em 2016 lança o seu primeiro Album de originais.

Gonçalo Neto é licenciado pela ESML e em 2013 é distinguido com o prémio de 2º lugar ex-aequo no Prémio Jovens Músicos. Em 2014 grava um disco do colectivo Brainstorming.

Ricardo Marques venceu o prémio de melhor instrumentista na Festa do Jazz. É licenciado pela ESML.

Guilherme Melo é licenciado pela ESML e tem colaborado com nomes como Jeffery Davis, Óscar Graça, Gonçalo Marques e Nelson Cascais.



14 Outubro | 21h30
Grande Auditório

Carmen Souza

Carmen Souza, voz 
Theo Pas’Cal, baixo 
Elias Kacomanolis, percussão

Carmen Souza, já baptizada pela imprensa internacional como a Ella Fitzgerald de Cabo Verde ou a nova Cesária Évora, combina uma virtuosa técnica vocal jazzística com uma série de influências lusófonas, que vão do fado ao samba, da morna à bossa nova, incluindo baladas agridoces ou o ‘blues cabo-verdiano’. Esta sonoridade híbrida, muito pessoal, tem levado a cantora a actuar em dois circuitos paralelos: o do jazz e o da world music.
A par do seu trabalho discográfico, desde 2005 que Carmen Souza percorre o mundo em digressões sucessivas, participando em festivais como North Sea Jazz Festival, San Francisco, Monterrey, Montreal, London African Music Festival ou Laverkusener JazzTage Festival. Vários dos seus concertos foram transmitidos por algumas das mais importantes estações de rádio e televisão. O seu trabalho foi motivo de estudo e investigação por etnomusicólogos.
Carmen Souza é hoje uma personalidade forte da world music e uma das cantoras de jazz de mais sucesso. Em 2017, ano em que edita ‘Creology’, Carmen Souza volta a afirmar-se como um nome a reter na cena jazzística mundial.



E ainda...

10 Outubro | 14h30
Pequeno Auditório
Entrada livre
10 aos 14 anos

JazzHop!
Um espectáculo sobre jazz, poesia e hip hop

Narração e interpretação: Alexandre Valinho Gigas & David Mendes
Texto: Alexandre Valinho Gigas, David Mendes, Catarina Pires e José Miguel Pereira
Contribuições musicais: André Carvalho (scratch), José Miguel Pereira (contrabaixo), Tiago Vaz (bateria)
Produção: Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube

Viajamos no tempo e no espaço em busca das ligações entre a música e a palavra... Há sempre uma história ou uma canção que contam quem nós somos.
Como a palavra é mágica, vamos descobrir como pessoas iguais a nós cultivaram a palavra para comunicarem entre si e com o Mundo todos os sentimentos, desde a mais profunda tristeza até ao riso mais sonoro.
Como a música nos transporta para outros mundos, temos licença poética para descobrir outras terras e viajar até ao passado para descobrir mais sobre outros que também colocaram as mesmas questões que nós e que acharam na palavra dita e cantada a forma perfeita para espantar seus males.
Maravilha de viagem, esta, em que aprendemos cantando!

‘Jazzhop’ é um espectáculo que visa propiciar uma experiência rica a adolescentes. Através de uma linguagem musical que hoje é conhecida pela maioria das crianças e jovens, o espectáculo enaltece a magia da palavra e o poder da música enquanto formas de (re)conhecimento do Outro e construção do Eu.



4 a 14 Outubro 
Foyer do Grande Auditório 

Excertos da Coleção de Francisco Vicente de Sousa, Um amante de Jazz 
Exposição de discos de vinil


Nascido a 30 de Março de 1929 em Mozelos (Santa Maria da Feira), Francisco Vicente de Sousa sempre revelou estar à frente do seu tempo. Licenciou-se em Medicina e exerceu o ofício em Bragança, cidade que o acolheu e na qual fez vida e obra. No entanto dedicou-se a inúmeras actividades, sendo o jazz talvez a mais cintilante. Dono de uma vasta colecção de CDs, vinis,
recordações, revistas e livros sobre a matéria, foi contemporâneo e conviveu com Luís Villas-Boas, José Duarte (que o cita num dos seus livros) e Manuel Jorge Veloso — com eles viajou aos EUA no início dos anos 70 para assistir ao mítico Festival de Jazz de Newport e conhecer o ambiente único dos bares de jazz novaiorquinos.
Em Portugal foi frequentador desde o primeiro momento dos grandes festivais, nomeadamente o pioneiro e revolucionário Cascais Jazz, e chegou mesmo a receber em sua casa em Bragança o músico e contrabaixista Bernardo "Binau" Moreira e os seus filhos, todos grandes músicos de jazz. Entre os anos 80 e 90 realizou um programa de jazz na Rádio Brigantia e as famosas "Jazz Sessions" no Bar Bô, nas quais várias gerações de brigantinos tomaram o primeiro contacto com este mundo tão peculiar, que ora se estranha, ora se entranha... Citando o título de um tema/CD da cantora Maria Morbey: um "bichinho esquisito".



Para mais informações sobre o Festival Internacional Douro Jazz, clicar aqui.