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A Última Bilha de Gás - retratos da cultura em sobrevivência | 26 Junho 19h00

Reportagem de Isabel Meira

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A Última Bilha de Gás - retratos da cultura em sobrevivência | 26 Junho 19h00 A Última Bilha de Gás - retratos da cultura em sobrevivência | 26 Junho 19h00
Em 2018, segundo dados do Eurostat, a cultura empregava 160 mil pessoas em Portugal. Uma em cada quatro trabalhava por conta própria. Mas a pandemia de Covid-19 veio revelar dimensões mais profundas, que não estão nos números. Nos últimos meses, a repórter Isabel Meira acompanhou a realidade de um setor que se multiplica em dúvidas. 


26 Junho | 19h00
25 Junho | 8h00


A Última Bilha de Gás - retratos da cultura em sobrevivência
Uma reportagem de Isabel Meira

Para ouvir, clicar aqui.




Os efeitos da pandemia da Covid-19 no mundo da cultura

Precariedade, incerteza, falta de proteção social e de respostas do Estado: o cenário tem marcado a vida de muitos trabalhadores da cultura e das artes. O setor foi fortemente abalado pelos impactos da pandemia de Covid-19.
Profissionais e organizações uniram-se em grupos nas redes sociais, para criar mecanismos de resposta imediata, como a entrega de cabazes alimentares a trabalhadores que precisam de ajuda. Ao mesmo tempo, procuram chamar a atenção para problemas estruturais que se arrastam há décadas no setor da cultura.




Uma em cada quatro pessoas que trabalham na cultura em Portugal desempenha a sua atividade por conta própria. Os dados constam da nota estatística do Eurostat, divulgada pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC), assinalando que "esta proporção é significativamente superior à que se verifica para o total do emprego".
Em apenas cinco anos, entre 2013 e 2018, o trabalho no setor cultural e criativo cresceu cerca de 24% em Portugal (corresponde a um aumento de cerca de 30 mil pessoas), mas o peso face ao emprego total do país está abaixo da média europeia.
No contexto da União Europeia, Portugal surge quase no fim da lista - é o quarto país com menor peso de emprego cultural no total do emprego (3,3%). Abaixo estão apenas a Roménia, a Bulgária e a Eslováquia.



Mas a precariedade no setor da cultura é um conceito ao mesmo tempo tão enraizado e tão pouco sustentado em números concretos. Pouco se sabe sobre os trabalhadores da cultura em Portugal.
A ministra da cultura promete resolver "de uma vez por todas" o estatuto profissional da cultura. Graça Fonseca garante que até ao final do ano será possível encontrar soluções para questões como a intermitência, as contribuições para a Segurança Social ou o estatuto fiscal perante as Finanças.


A última bilha de gás, verso de um poema de Herberto Hélder, dá o título e o mote da reportagem de Isabel Meira, na qual são ouvidos depoimentos de vários criadores de cultura, uns mais (re)conhecidos como Luís Miguel Cintra, João Fiadeiro
ou Mónica Calle, outros menos, mas unidos nas dificuldades sentidas nos dias que correm, em retratos da cultura em sobrevivência