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Caleidoscópio I | Sábado 22h00 | Segunda 13h00 | Quarta 5h00

João Domingos Bomtempo, um compositor europeu

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Caleidoscópio I | Sábado 22h00 | Segunda 13h00 | Quarta 5h00 Caleidoscópio I | Sábado 22h00 | Segunda 13h00 | Quarta 5h00

A Antena 2 estreia a 7 de Outubro uma nova série do programa Caleidoscópio, intitulada João Domingos Bomtempo, um compositor europeu, da autoria de Gabriela Canavilhas. Até 29 de Dezembro.


João Domingos Bomtempo, um compositor europeu
por Gabriela Canavilhas

Sábados 22h00 | 2ª feiras 13h00 | 4ª feiras 5h00


João Domingos Bomtempo foi um homem invulgar. Um homem de causas, um pedagogo, um reformador, um Patriota e o único grande compositor-pianista português de cariz verdadeiramente europeu do seu tempo.

A vida de João Domingos Bomtempo (1775-1842) decorre num tempo de profundas transições, quer em Portugal, quer na Europa. São transições de largo espectro e transformadoras das relações entre as nações, entre os Estados e a Igreja e entre o homem e a sua obra intelectual.

Bomtempo foi parte ativa nessas transformações, quer como músico – fez a ponte entre o classicismo e o romantismo musical em Portugal - quer como cidadão - foi um reformador do ensino, um pedagogo, fundador do Conservatório Nacional de Lisboa com Almeida Garrett. Foi um ativista social, distinguindo-se como partidário entusiasta do Liberalismo e da Carta Constitucional, colocando sempre a sua arte ao serviço destas causas.

É um caso isolado, no seu tempo e no seu país. Um homem na charneira de uma época que faz uma revolução serena na música, por dentro do sistema, colocando-se sempre do lado certo do progresso, das causas da modernidade, pelo desenvolvimento da Educação e pelo acesso às artes.

Pela sua vida e pela sua obra, vasta e sem paralelo em Portugal no século XIX – João Domingos Bomtempo é, sem dúvida, uma personalidade de indiscutível mérito e dimensão internacional que faz sentido aqui evocar nesta série de 13 programas.


Gabriela Canavilhas





Programas

Prog. 1 | 6 Out.
O país que o viu nascer
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Prog. 2 | 13 Out.
Início da sua vida musical e partida para Paris em 1801
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Prog. 3 | 20 Out.
Liberdade, Igualdade, fraternidade: Paris 1803-1808
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Prog. 4 | 27 Out.
Início da afirmação internacional; o papel de Nella Maissa no final do século XX
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Prog. 5 | 3 Nov.
Mudança para Londres: 1811
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Prog. 6 | 10 Nov.
1813-1814, a vitória Luso-Britânica sobre Napoleão
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Prog. 7 | 17 Nov.
A Música de Câmara de Bomtempo
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Prog. 8 | 24 Nov.
Londres 1816-1817, os últimos anos
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Prog. 9 | 1 Dez.
O Requiem à Memória de Camões
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Prog. 10 | 8 Dez.
Regresso a Lisboa em 1820: A proclamação da Constituição
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Prog. 11 | 15 Dez.
1822: A criação da Sociedade Filarmónica
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Prog. 12 | 22 Dez.
1823 a 1833 – a Guerra Civil, os anos conturbados
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Prog. 13 | 29 Dez.
A Monarquia Constitucional, a fundação do Conservatório, o legado
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@ Jorge Carmona / Antena 2


Gabriela Canavilhas nascida em Angola em 1961 e criada nos Açores, é pianista de formação. Fez o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, um Diploma de Mérito da Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália) e é licenciada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.
Tem uma longa carreira de professora e concertista, com vários prémios nacionais e internacionais como pianista, manteve intensa atividade artística nas principais salas de concerto, instituições culturais e festivais nacionais entre 1987 e 2004, apresentando-se também em Nova Iorque, Macau, Alemanha, Itália e Brasil.
Dedicou-se principalmente à música de câmara, à revelação de obras eruditas portuguesas e à apresentação de obras inéditas de compositores portugueses contemporâneos, algumas das quais lhe foram dedicadas. Gravou sete álbuns, entre os quais constam primeiros registos de obras de compositores como Domingos Bom Tempo ou Alfredo Keil.
A divulgação cultural e a intervenção cívica na área cultural têm desempenhado um papel importante na sua vida pública. Foi criadora e Directora do Festival MusicAtlântico dos Açores, que se realizou anualmente entre 1999 e 2009; durante vários anos, apresentou diversos programas de divulgação cultural, de grande audiência, na RDP / Antena 2; criou e apresentou o programa “Obra Prima” para a SIC Notícias, sobre Museus Portugueses.
Foi Presidente da Orquestra Metropolitana de Lisboa, presidente da Academia Superior de Orquestra e Directora Regional da Cultura do X Governo Regional dos Açores. Foi Ministra da Cultura do XVIII Governo Constitucional. Foi-lhe atribuída a Insígnia Autonómica de Reconhecimento pelo Governo Regional dos Açores. Foi deputada do PS à Assembleia da República eleita pelo círculo do Porto.
Regressou ao palco em 2016 para um concerto com orquestra dedicado a João Domingos Bomtempo, no Palácio de Queluz. Colabora regularmente em concertos comentados da Casa da Música e em programas da Antena 2.