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Império dos Sentidos Paulo Alves Guerra / Produção: Ana Paula Ferreira

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O Ar do Tempo | Domingo 10h00 | 2ª feira 17h00

por Gabriela Canavilhas

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O Ar do Tempo | Domingo 10h00 | 2ª feira 17h00 O Ar do Tempo | Domingo 10h00 | 2ª feira 17h00
No 1º fim de semana de Janeiro inicia-se um novo programa de Gabriela Canavilhas, O Ar do Tempo. Um diálogo semanal sobre encontros entre épocas, músicas e músicos diferentes.


O Ar do Tempo
por Gabriela Canavilhas

Domingo 10h00 
2ª feira 17h00 (repetição)


Vergílio Ferreira escreveu que o tempo é uma construção artificial.
Jorge Luis Borges concordou: o tempo não existe, é uma convenção.

O tempo é fascinante. Mais ainda por ser vivido em tempo real e só ser consciencializado por completo quando acaba de passar. Esfuma-se por entre os dedos. O que dele resta é a obra humana, que reflete o espírito do tempo que a criou.

O programa O Ar do Tempo é um encontro entre épocas diferentes, em que músicas, compositores e intérpretes são convocados para confrontar o nosso tempo com as suas motivações e as suas linguagens, num diálogo semanal com Gabriela Canavilhas.


Para ouvir os programas já emitidos, clicar aqui.


Programas

Prog. 1 | 6 Janeiro
Um táxi em Lisboa
A “banda sonora de Lisboa” com Bach, Tchaikowsky e estórias do quotidiano

Prog. 2 | 13 Janeiro
Conheço, claro, é Beethoven.
A familiaridade das grandes obras

Prog. 3 | 20 Janeiro
Tradição, Reino Unido e Brexit
Não haverá Brexit que quebre o que a música uniu

Prog. 4 | 27 Janeiro
Tempo de heróis
Richard Strauss, Superman, Spiderman e os heróis do nosso tempo

Prog. 5 | 3 Fevereiro 
Violências na Intimidade
A visão da duquesa de Montpensier (séc. XVII) que baniu o casamento. Lully e tradição popular francesa

Prog. 6 | 10 Fevereiro
O Efeito Mozart
O poder da música, para além dos sentidos

Prog. 7 | 17 Fevereiro
Shostakovich e Kurt Weill, música e circunstância

Prog. 8 | 24 Fevereiro
Rachmaninoff, música de veludo?

Prog. 9 | 3 Março
Chopin e George Sand
A Polónia, a paixão, a doença, a excelência musical: um homem que amou uma igual

Prog. 10 | 10 Março
A Canção Napolitana
Nápoles, o conservatório da europa do século XVIII e postal idílico na canção napolitana

Prog. 11 | 17 Março
Alfredo Keil, o pintor que inventou a opera portuguesa

Prog. 12 | 24 Março
Origens da misoginia
De Aristóteles a Jean-Jacques Rousseau

Prog. 13 | 31 Mar.
Debussy, impressivo ou disruptivo?

Prog. 14 | 7 Abr.
As Crianças e a Arte

Prog.  15 | 14 Abr.
O Retrato de Chandos

Prog. 16 | 21 Abr.
Shostakovich

Prog. 17 | 5 Mai.
La Traviatta, a aparente fragilidade feminina

Prog. 18 | 12 Mai.
Schuman, o poeta do Piano




@ Jorge Carmona / Antena 2

Gabriela Canavilhas nascida em Angola em 1961 e criada nos Açores, é pianista de formação. Fez o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, um Diploma de Mérito da Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália) e é licenciada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.
Tem uma longa carreira de professora e concertista, com vários prémios nacionais e internacionais como pianista, manteve intensa atividade artística nas principais salas de concerto, instituições culturais e festivais nacionais entre 1987 e 2004, apresentando-se também em Nova Iorque, Macau, Alemanha, Itália e Brasil.
Dedicou-se principalmente à música de câmara, à revelação de obras eruditas portuguesas e à apresentação de obras inéditas de compositores portugueses contemporâneos, algumas das quais lhe foram dedicadas. Gravou sete álbuns, entre os quais constam primeiros registos de obras de compositores como Domingos Bom Tempo ou Alfredo Keil.
A divulgação cultural e a intervenção cívica na área cultural têm desempenhado um papel importante na sua vida pública. Foi criadora e Directora do Festival MusicAtlântico dos Açores, que se realizou anualmente entre 1999 e 2009; durante vários anos, apresentou diversos programas de divulgação cultural, de grande audiência, na RDP / Antena 2; criou e apresentou o programa "Obra Prima" para a SIC Notícias, sobre Museus Portugueses.
Foi Presidente da Orquestra Metropolitana de Lisboa, presidente da Academia Superior de Orquestra e Directora Regional da Cultura do X Governo Regional dos Açores. 
Foi Ministra da Cultura do XVIII Governo Constitucional. Foi-lhe atribuída a Insígnia Autonómica de Reconhecimento pelo Governo Regional dos Açores. Foi deputada do PS à Assembleia da República eleita pelo círculo do Porto.
Regressou ao palco em 2016 para um concerto com orquestra dedicado a João Domingos Bomtempo, no Palácio de Queluz. Colabora regularmente em concertos comentados da Casa da Música e em programas da Antena 2.