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O Som que os Versos Fazem ao Abrir | 4ª feira | 10h45 | 15h45

Um programa de Ana Luísa Amaral e Luís Caetano

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O Som que os Versos Fazem ao Abrir | 4ª feira | 10h45 | 15h45 O Som que os Versos Fazem ao Abrir | 4ª feira | 10h45 | 15h45

© José Caldeira / Quintas de Leitura

A Antena 2 estreou a 5 de Janeiro o novo programa O Som que os Versos Fazem ao Abrir, com Ana Luísa Amaral e Luís Caetano. Uma análise e leitura de poemas de referência.


O Som que os Versos Fazem ao Abrir 
de Ana Luísa Amaral e Luís Caetano

4ª feira | 10h45 | 15h45


Se leio um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum o pode aquecer, sei que isso é poesia.
Emily Dickinson

Para ouvir os programas emitidos, clicar aqui.


A partir desta confissão da poetisa norte-americana, Ana Luísa Amaral e Luís Caetano vão semanalmente procurar O som que os versos fazem ao abrir. Começando precisamente com Emily Dickinson, seguindo depois por, Wisława Szymborska, Adrienne Rich, Sophia de Mello Breyner Andresen e muitos mais poetas. 

Pela rádio vão passar autores que usaram palavras e imagens simples para nos falar das verdades mais fundas da vida, do mundo e do ser humano.

A poesia continua a ganhar espaço na Antena 2. 
Porque como diz Ana Luísa Amaral, 

"A arte é o nosso direito de nascença, o nosso mais poderoso meio de aceder à vida imaginativa e à experiência de nós próprios e dos outros. Porque redescobre e recupera continuamente a humanidade dos seres humanos, a arte é crucial para a visão democrática. Um governo, à medida que se vai afastando da democracia, verá como cada vez menos ‘útil’ o encorajamento dos artistas, verá a arte como uma obscenidade ou uma fraude”.


Emily Dickinson, 1847 (Amherst College Archives)



Primeiros programas

Programa 1 | 05 Janeiro
Emily Dickinson
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Programa 2 | 11 Janeiro
Wislawa Szymborska - A mão 
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Programa 3 | 18 Janeiro
Adrienne Rich - Que tempos são estes.
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Programa 4 | 25 Janeiro
Juan Gelman - Confianças
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Programa 5 | 1 Fevereiro
William Shakespeare - Be not afeared, the isle is full of noises, de A Tempestade
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Programa 6 | 08 Fevereiro
Sophia de Mello Breyner Andresen - Meditação do Duque de Gandía sobre a morte de Isabel de Portugal 
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Programa 7 | 15 Fevereiro
Elizabeth Barrett Browning - Soneto 43 dos Sonnets from the Portuguese 
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Programa 8 | 22 Fevereiro
Luiza Neto Jorge - Minibiografia
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Programa 9 | 1 Março
Federico Garcia Lorca - Pequena valsa vienense
O escritor espanhol Carlos Quiroga faz a leitura da poesia "Pequena valsa vienense", de Federico G. Lorca, e depois conversam a propósito das pontes entre Lorca e Leonard Cohen, que musicou e celebrizou este poema.
Para ouvir, clicar aqui.    






Ana Luísa Amaral 
Nasceu onde nasceram 90% dos lisboetas (na Maternidade Alfredo da Costa), em 1956. Mudou-se aos nove anos, por vontade alheia, de Sintra para Terras do Norte (Leça da Palmeira), tendo sofrido na pele a estupidez da divisão Norte/Sul. Como era muito magrinha, estava em minoria o tinha acentuada pronúncia da capital, foi várias vezes atirada ao ar por colegas mais velhas da escola. Felizmente sempre apanhada a tempo, acabou por ficar amiga de algumas. Leituras que mais a marcaram; o Zorro (de que foi assinante desde os seis anos e de que possui ainda hoje todos os números); Oito Primos; a colecção completa do Os Cinco (nunca gostou de Os Sete); Ivanhoe; David Crockett; Os Contos do Alhambra. Como não havia as antologias que há hoje de poesia pensada para um público infantil, nem os seus pais tinham livros de poemas em casa (desses que os poetas costumam dizer terem lido omnivoramente na infância), as suas influências literárias principais vieram-lhe das várias Selectas Literárias do liceu. Poema decorado aos seis anos e recitado na escola de Sintra: "O Passeio de Santo António". Andou, dos dez aos dezasseis anos, num colégio de freiras espanholas muito pouco canónico (aí, aprendeu a gostar de churros e a fazer rissóis de atum com tomate). Frequentou a Faculdade de Letras do Porto, tendo-se licenciado em Germânicas. Deve ter gostado tanto da Faculdade que por lá se deixou ficar, como professora, até há três anos, quando saiu, sem paciência nenhuma para com a burocracia e a estupidez do mundo académico, agora transformado em fábrica de fazer gente impensante. Mas, na altura, por necessidade de carreira, tinha de fazer doutoramento. E fez; sobre Emily Dickinson, cujos poemas a fascinam tanto como a fascinara o Zorro. Pelo caminho, tornou-se professora associada e foi publicando livros de poemas, contos infantis, um romance, uma peça e outras coisas. Recebeu prémios, viaja bastante, é publicada no estrangeiro e vive ainda em Leça da Palmeira. Tem uma filha maravilhosa chamada Rita. Ambas têm duas gatas, chamadas Kitty e Papoila, e uma poética cadela chamada Milly (Dickinson), sucessora da magnífica, atraente e saudosa Lily (Marlene).