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Vale a Pena Ouvir Reinaldo Francisco

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Ruas de sentido único | 6.as feiras | 14h20

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Ruas de sentido único | 6.as feiras | 14h20 Ruas de sentido único | 6.as feiras | 14h20

A Antena 2 transmite a partir de 3 de Maio, e durante 3 meses, um novo programa, Ruas de sentido único, uma reflexão prática sobre a experiência estética da cidade contemporânea.


6.as feiras | 14h20

Ruas de sentido único 
Um programa de Maria Filomena Molder,  Nélio Conceição e Nuno Fonseca

As cidades são campos de forças, nebulosas de passos, acampamentos de vivos e mortos. Ruas do tempo, intimações do presente, ruas de sentido único.


Sob a égide de Walter Benjamin, que inerva de múltiplos modos este projeto, surgiu de forma algo espontânea o título Ruas de sentido único
Tal como o livro publicado por Benjamin [Einbahnstrasse, de 1928], composto de breves textos fragmentários e heterogéneos (autobiográficos, alegóricos, aforísticos ou meramente descritivos) urdidos pelas suas vivências, deambulações e observações urbanas, o programa visa partilhar, dar a ouvir e a pensar experiências, pontos de vista e impressões singulares sobre lugares, percursos, atmosferas, encontros, sons e acústicas, ou histórias de e em cidades, que, de algum modo, afetaram, ressoaram e se exprimiram nas vidas e nas obras de convidados, vivos ou já falecidos. 
O propósito é, assim, fazer, a partir de fragmentos e depoimentos diversos, necessariamente seletivos e incompletos, como que uma série de topografias sensíveis da cidade ou das cidades, que são traduzidas pela palavra falada e ilustradas pelas micronarrativas e paisagens sonoras.

Maria Filomena Molder, Nuno Fonseca e Nélio Conceição são os responsáveis pela pesquisa, pela preparação, guião, locução e realização dos programas; as breves conversas radiofónicas são conduzidas por Maria Filomena Molder.
Cada programa centra-se num convidado – músico, fotógrafo, cineasta, ensaísta, poeta, artista plástico, arquitecto, filósofo... - partilhando diferentes perspectivas e sensibilidades acerca da(s) cidade(s) em que habita(ra)m (que visitaram ou da qual fugiram), e/ou num tema da experiência urbana. Para além de conversas e/ou leituras, há ilustrações sonoras, musicais ou documentais, de locais, zonas ou atmosferas da cidade em foco.




Programas

Prog. 1 | 3 Maio
Vestíbulo
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Prog. 2 | 10 Maio
Terramoto
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Prog. 3 | 17 Maio
Subterrâneo
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Prog. 4 | 24 Maio
Fora do Lugar
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Prog. 5 | 31 Maio
Lisboa Metrópole
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Prog. 6 | 7 Junho
Judiarias
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Prog. 7 | 14 Junho
Percursos
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Prog. 8 | 21 Junho
Plantas e Jardins 
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Prog. 9 | 28 Junho
Os Sons de Lisboa
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Prog. 10 | 5 Julho
Lisboa: Cidade Branca
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Prog. 11 | 12 Julho
Paisagem Espiritual
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Prog. 12 | 19 Julho
Habitar Lisboa
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Prog. 13 | 26 Julho
Memória e Melancolia
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O projecto de investigação Fragmentação e Reconfiguração: a experiência da cidade entre arte e filosofia, do Instituto de Filosofia da Nova (FCSH-UNL) tem financiamento da Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT). Reunindo uma equipa de investigadores que trabalha sobretudo entre a filosofia e as diferentes artes, trata-se de um conjunto de atividades de investigação que tem por foco principal a experiência estética da cidade, em particular, como ela tem sido sentida, expressa e compreendida no vasto campo de acção das mais variadas práticas artísticas, da literatura à música, passando pelo cinema, fotografia, arquitectura, artes plásticas e performance. 
A inspiração filosófica do projecto procede, entre outras, das reflexões sobre as grandes metrópoles, os desafios e os efeitos de fragmentação da experiência na cidade feitas, na primeira metade do século XX, por Walter Benjamin, Georg Simmel, Siegfried Kracauer, retomadas mais tarde por outros autores (como Henri Lefebvre ou Michel de Certeau) que se debruçaram sobre o quotidiano moderno e contemporâneo, mas também das intuições poéticas e observações literárias de Baudelaire, Pessoa ou Perec, para nomear apenas alguns. 
Muitos desses autores, e em particular Benjamin, refletiram também sobre a transformação da percepção humana operada por algumas invenções tecnológicas, como a fotografia, o cinema ou a rádio, postas quase de imediato ao serviço da comunicação mas também da criação artística e contribuindo, pois, não só para gerar novos modos de ver, ouvir e sentir, mas também para perceber e pensar as condições da experiência urbana da modernidade. 




Autores


Maria Filomena Molder (1950) | Professora do Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL). Doutorou-se em 1992 com uma tese sobre O Pensamento morfológico de Goethe. É membro do Instituto de Filosofia da Linguagem, U.N.L. e do Conselho Científico do Collège International de Philosophie, Paris.
Escreve sobre problemas de estética, enquanto problemas de conhecimento e de linguagem, para revistas de filosofia e de literatura, entre outras, Filosofia e Epistemologia, Prelo, Análise, Revista Ler, Sub-Rosa, A Phala, Internationale Zeitschrift für Philosophie, Philosophica, Revista Belém, Dedalus, Rue Descartes, Chroniques de Philosophie, La Part de l’Oeil.
Tem escrito para catálogos e outras publicações sobre arte e artistas, portugueses e estrangeiros, entre os quais, Jorge Martins, Ruy Leitão, Rui Chafes, Helena Almeida, Ana Vieira, Julião Sarmento, Rui Sanches, José Pedro Croft, Bernard Plossu, Juan Muñoz, Noronha da Costa, Antony Gormley, Louise Bourgeois, Francisco Tropa, Ana Hatherly, João Queiroz, Jorge Queiroz and Amadeo de Souza-Cardoso.



Nélio Conceição (1980) | Doutorado em Filosofia (Estética) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A sua tese debruça-se sobre a relação entre filosofia e fotografia, tomando como referência principal o pensamento de Walter Benjamin, mas explorando também a fenomenologia e o pensamento de Fernando Gil.
Atualmente trabalha num projeto de pós-doutoramento sobre as relações entre arte, jogo e imagem, no qual investiga as ramificações filosóficas e artísticas da obra de Walter Benjamin. Foi investigador visitante da PUC-São Paulo (2015) e do Zentrum für Literatur- und Kulturforschung, Berlim (2016). No IFILNOVA, onde coordena o grupo “Arte, crítica e experiência estética”, tem organizado vários seminários e conferências, sobretudo no campo da estética, e foi membro dos projetos “Morfologia: Questões de Método e Linguagem” e “Linguagem e Forças: o Inconsciente da Linguagem e o Processo Criativo”. Presentemente, dedica-se também à linha temática sobre a experiência estética da cidade e é co-Investigador Responsável do projeto “Fragmentação e Reconfiguração: a experiência da cidade entre arte e filosofia”.



Nuno Fonseca (1974) | Investigador integrado do Instituto de Filosofia da Nova (Ifilnova) e do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM) da Universidade Nova de Lisboa, onde desenvolve o projecto de pós-doutoramento “Ouvir, Vibrar, Reverberar: valores da experiência sonora nas artes”, no qual investiga as questões estéticas, epistemológicas e éticas da utilização da experiência sonora e sonora no contexto das práticas artísticas contemporâneas, com o apoio de uma bolsa Pós-doc da FCT. Como membro do CulturLab, vem contribuindo com trabalhos sobre Arte, Crítica e Experiência Estética, focando principalmente questões relativas à experiência da cidade.
Lecionou no departamento de Ciências da Comunicação da FCSH-UNL, a disciplina de “Retórica e Argumentação” (2012-2014), tendo também já lecionado, no âmbito do mestrado em Filosofia do departamento de Filosofia da mesma universidade, o seminário “Arte e Experiência” (2012-2013). 
Licenciado em Direito (1998) e em Filosofia (2004) pela Universidade de Coimbra, concluiu a parte curricular do mestrado em Filosofia, na especialidade de Estética (2005), na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, tendo, para além disso, concluído, no ano 2012, o doutoramento em Filosofia, nessa mesma universidade, na especialidade de Epistemologia e Filosofia do Conhecimento, trabalhando sobre questões de representação e de percepção. 
Desde os anos 90, ligado a experiências com o meio sonoro, nomeadamente, através da realização de programas radiofónicos na Rádio Universidade de Coimbra (RUC), tem feito também algumas incursões na sonoplastia de espetáculos de teatro e performance, nomeadamente, Antológica (2014), de Vasco Araújo e do Teatro Cão Solteiro e Morceau de Bravoure (2015), espetáculo do Teatro Cão Solteiro com a Companhia Nacional de Bailado.


Fotos dos autores por Jorge Carmona / Antena 2