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Festival Antena 2 | 23 a 26 Fevereiro

Teatro Nacional São João | Porto

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Festival Antena 2 | 23 a 26 Fevereiro Festival Antena 2 | 23 a 26 Fevereiro

5º FESTIVAL ANTENA 2

De 23 a 26 Fevereiro 2022


Teatro Nacional São João | Porto


Música | Performance | Conferência | Teatro 


O Festival Antena 2 mostra ao vivo e em palco uma parte simbólica daquilo que todos os dias se escuta na rádio pública. Trata-se de uma prova de vida da diversidade dos conteúdos (e seus intérpretes) definidores da Antena 2, apresentados diante dos olhos e não apenas no éter ou no mundo virtual, uma iniciativa ainda com mais significado no contexto dos condicionamentos que a pandemia nos impôs, tornando, assim, a fruição da cultura ao vivo numa espécie de desafio vital.
Soa, pois, como um manifesto, este evento que vai reverberar numa série variada de concertos de música clássica (nas suas vertentes de música sinfónica com a Orquestra do Norte, música de câmara com o Maat Saxophone Quartet, música antiga com o Bando de Surunyo e música coral com os Cupertinos), jazz (projeto Cotovelo) e música para banda filarmónica (Banda Musical de Fajões), incluindo também um espetáculo de música e dança tradicional de Trás-os-Montes (Pauliteiros de Miranda). 
O menu de conteúdos inclui ainda vários pequenos sketches informais (Palavras de Bolso) destinados aos mais novos, teatro radiofónico ao vivo (em parceria com o CeDA, Centro de Dramaturgia e Argumento), uma conferência sobre a identidade social e cultural do Norte, e finalmente uma produção teatral, Achadiço, de Nuno Cardoso, apresentada no Teatro Carlos Alberto. 
Nos quatro dias desta ocupação festiva, um canal da rádio pública e um Teatro Nacional convidam assim os ouvintes/espectadores a celebrar ao vivo "os valores artísticos do passado, os que marcam o presente e os que o futuro nos promete". 
Todos os eventos são transmitidos pela Antena 2, e os espetáculos no palco principal do São João podem também ser acompanhados em direto via internet, em vídeo streaming, na RTP Palco. 
A Antena 2 deve, por fim, uma palavra de sincera gratidão ao Teatro Nacional São João por nos acolher, apesar de todos os constrangimentos, com a maior simpatia e profissionalismo.    

João Almeida
[Diretor da Antena 2]





Programação


4ª feira | 23 Fevereiro
19h00 | TNSJ Sala Principal   
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Concerto | Música de câmara 

Maat Saxophone Quartet

Daniel Ferreira, saxofone soprano
Catarina Gomes, saxofone alto
Pedro Silva, saxofone tenor
Mafalda Oliveira, saxofone barítono

Programa

Ramin Amin Tafreshi - Negarehaye Rangin (2020)[escrita para o MSQ]
I. Sozale
II. Deylaman
III. Kurmanji Dance

Nuno Lobo - Pantomima (2021) [estreia nacional]

Dmitri Chostakovitch - Duas peças para quarteto de cordas, Adagio - Allegretto (1931)

Thierry Escaich - Le Bal (2003)

Ian Wilson - ...so Softly (1992)


O Maat Saxophone Quartet apresenta para o Festival Antena 2 um programa à volta de música "nova". A obra inicial, concebida pelo iraniano Ramin Amin Tafreshi, intitula-se Negarehaye Rangin ("impressões coloridas" em Farsi) e é inspirada em música folclore do Irão, sendo cada um dos andamentos correspondente a uma canção tradicional de uma região do país. A obra do jovem compositor portuense Nuno Lobo é uma estreia nacional. Inspirada na obra Pantomima do icónico guitarrista Carlos Paredes, esta obra encomendada pelo Maat integra o projeto Renascer, à volta do Fado de Coimbra, de Nuno Lobo. Segue-se Chostakovtich no programa com uma obra emblemática, concebida originalmente para quarteto de cordas. O primeiro andamento, Adagio, nasceu de uma ária da ópera Lady Macbeth de Mtsensk, e o Allegretto pertence ao ballet A Era de Ouro op.22, ambas as obras do mesmo compositor e rearranjadas para quarteto de cordas pelo próprio. "Um palco vazio, ainda banhado em luz fraca" são as palavras de Thierry Escaich, referindo-se à sua obra Le Bal. Inspirada no filme Ballando Ballando (1983) do realizador italiano Ettore Scola, trata-se de uma obra densa, onde o compositor revisita vários estilos de dança dos famosos "ballrooms" de Paris, até à década de 1980. Desde a valsa ao disco, passando pelo slow e pelo tango, Escaich retrata estes estilos com o seu próprio cunho. O programa termina com a obra ...so Softly ("tão suavemente"), do compositor irlandês Ian Wilson. Depois de alguém se ter referido ao quão suave era o tom da sua voz, Wilson escreveu esta obra em 1992 inspirada na sua própria voz. Trata-se de uma obra espacial, caracterizando-se pela respiração empregue na própria música. Destaca-se ainda o facto de apresentar uma formação do quarteto diferente da habitual (saxofone alto, saxofone tenor, saxofone tenor, saxofone barítono).

@ Marco Borggreve

Maat Saxophone Quartet é um ensemble português/holandês residente em Amesterdão, na Holanda. Vencedores do “Prémio Jovens Músicos” (2018) e atualmente finalistas do prémio Dutch Classical Talent (2021/2022) na Holanda, os Maat apresentam-se como um dos mais promissores jovens grupos de música de câmara nos dois países. Desde a sua formação (2018) enquanto alunos da classe de saxofones de Arno Bornkamp (Conservatório de Amsterdão), o Maat Saxophone Quartet explora várias realidades dentro do seu repertório. O gosto pela música contemporânea faz com que o grupo trabalhe regularmente com compositores, destacando-se Nuno Lobo, Arnold Marinissen ou Ramin Amin Tafreshi, contando com mais de dez encomendas. Paralelamente, são alunos da NSKA – Academia Holandesa de Quartetos de Cordas, onde exploram o repertório tradicional de quartetos de cordas. Em 2020 lançaram o seu primeiro CD “Ciudades” com a editora 7 Mountains Records Amsterdam. Em 2022 preparam-se para lançar o seu segundo CD “Renascer”, juntamente com o guitarrista António Carlos Costa, com a mesma editora.



4ª feira | 23 Fevereiro
21h00 | TNSJ Sala Principal 
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Concerto | Música sinfónica 

Orquestra do Norte
Fernando Marinho, direção
João Pedro Silva, saxofone

Programa

Gioacchino Rossini (1792-1868) - Il Barbiere di Siviglia - Abertura

Luís Tinoco (1969) Kokyuu - Concerto para Saxofone Alto

Franz Schubert (1797-1828) - Sinfonia Nº 8 Incompleta
I - Allegro moderato
II - Andante con moto


Em 1822 Schubert compôs a sua Sinfonia em si menor, D. 759 que só veio a ser descoberta após a morte do compositor. Habitualmente conhecida como Incompleta, por só possuir dois andamentos, é uma das sinfonias de referência do início do século XIX. Neste programa, destaca-se a apresentação do Concerto para Saxofone Kokyuu, composto em 2020, com o solista João Pedro Silva e a sonoridade do compositor Luís Tinoco. O concerto inicia-se com a Abertura da Ópera Il Barbiere di Siviglia, composta em 1816 e editada em Paris em 1822, certamente uma das obras mais famosas do compositor Gioacchino Rossini.


Orquestra do Norte, tutelada pela Associação Norte Cultural, desenvolve desde 1992 o seu projeto musical, tendo sido a primeira orquestra regional criada através de um concurso nacional promovido pelo governo português. A ON foi pioneira no exercício de um projeto de descentralização cultural tendo ganho afirmação no meio musical e reconhecimento artístico a nível nacional e internacional. Os seus objetivos primordiais passam pela criação de novos públicos através da oferta de programas musicais variados, adaptados à execução nos mais diversificados locais, desde importantes teatros e salas de concerto a espaços ao ar livre, salas de associações, escolas, igrejas, entre outros, conseguindo assim chegar a toda a população. Ligação ao território; acesso à criação e à fruição da música erudita; dimensão intersectorial do trabalho orquestral; valorização da música e dos músicos; solidariedade, identidade e cidadania são as cinco linhas de orientação estratégica definidas na sua carta de missão. A Orquestra do Norte conta com o apoio do Ministério da Cultura, tendo-lhe sido atribuído o Estatuto de Orquestra Regional. Desde outubro de 2018, a Orquestra do Norte tem a Direção Artística do Maestro Fernando Marinho.



5ª feira | 24 Fevereiro
19h00 | TNSJ Sala Principal 
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Concerto | Música coral 

Cupertinos
Cantus | Eva Braga Simões, Joana Castro, Bárbara Luís
Altus | Gabriela Braga Simões, Maria Bustorff
Tenor | Luís Toscano, André Lacerda
Bassus | Pedro Silva, Nuno Mendes, Pedro Lopes
Luís Toscano, direção musical

Programa
Temática mariana

Filipe de Magalhães (1571-1652) - Magnificat 1º tom

Jean Mouton (1459-1522) - Nesciens Mater a 8

Francisco Garro (1556-1623) - Missa O Quam Pulchra es
Kyrie
Gloria
Sanctus & Benedictus
Agnus Dei


Duarte Lobo (1565-1646) - 4 Responsórios de Natal

Pedro de Cristo (1545/50-1618) - Quae est ista? a 5

Pedro de Cristo (1545/50-1618) - Ave Maria a 8


O programa parte de uma cuidada seleção de obras dos séculos XVI e XVII, presentes nos arquivos portugueses, vinculadas ao Culto de Maria, num balanço entre a sua contemplação e exaltação enquanto Mãe Imaculada de Jesus Cristo e a ambiguidade poética da sua associação ao sensual “Cântico dos Cânticos”. Podem ser destacados os Responsórios de Natal a 4vv de Duarte Lobo - que, após reconstrução pelo Prof. Doutor José Abreu, integram a aclamada e premiada gravação monográfica de 2020 pela editora Hyperion - e a Missa O quam pulchra es, de Francisco Garro, transcrita e editada por elementos dos Cupertinos a partir do impresso original, de 1609, preservado na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. O alinhamento fica completo com obras de Flipe de Magalhães e Pedro de Cristo, com uma nota para a evocação dos 500 anos sobre o desaparecimento de Jean Mouton, um dos nomes cimeiros da música europeia dos séculos XV e XVI, cuja obra era também conhecida e interpretada em Portugal.

@ André Cepeda

Cupertinos | Nascido no seio da Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão, em 2009, este grupo vocal dedica-se quase em exclusivo à música portuguesa dos séculos XVI e XVII, alicerçada num núcleo de compositores de renome mundial como Duarte Lobo (c.1565-1646), Manuel Cardoso (1566-1650), Filipe de Magalhães (c.1571-1652) ou Pedro de Cristo (c.1550-1618). 
Com uma média anual superior a quinze concertos, os Cupertinos apresentaram já cerca de duas centenas e meia de obras, incluindo mais de cem inéditos. Numa abordagem performativa sem precedentes, vários destes inéditos têm sido transcritos a partir das fontes originais pelos próprios elementos do grupo sob a supervisão do seu diretor musical, Luís Toscano, e do Prof. Doutor José Abreu (Universidade de Coimbra e ESMAE). 
Além do Festival Internacional de Polifonia Portuguesa, do qual são anfitriões, os Cupertinos têm participado em conceituados festivais de música, nomeadamente II e VI Ciclo de Requiem de Coimbra, I e V Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães, IX Ciclo de Música Sacra da Igreja Românica de São Pedro de Rates, XXII e XXV Cistermúsica – Festival de Música de Alcobaça, Ciclo “Espaços da Polifonia”, XVIII Jornadas Polifónicas Internacionales “Ciudad de Ávila”, West Coast Early Music Festival, Bolzano Festival Bozen e Temporada Música em São Roque. Após a estreia no Reino Unido, em fevereiro de 2020, na série de concertos “Choral at Cadogan”, futuros compromissos incluem a apresentação no Wigmore Hall, no Festival “Tage Alter Musik” em Regensburg - e na Estónia no “Haapsalu Early Music Festival”. 
Crescentemente reputados como verdadeiros embaixadores da Polifonia Portuguesa, os Cupertinos viram este epíteto reforçado com o lançamento dos seus trabalhos discográficos dedicados a Manuel Cardoso e Duarte Lobo. Editados pela prestigiada etiqueta Hyperion, estes CDs são presença assídua nas rádios clássicas por toda a Europa e têm sido aclamados na imprensa da especialidade (BBC Music Magazine, Gramophone, Choir & Organ, Chorzeit). Os Cupertinos conquistaram o primeiro galardão com a inclusão na “Bestenliste” da “deutscher Schallplattenkritik” e foram distinguidos nos Gramophone Classical Music Awards 2019, vencendo na categoria de “Música Antiga”. Foram finalistas na Edição de 2020 dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa e vencedores na categoria Melhor Álbum Música Clássica/Erudita na edição de 2021.



5ª feira | 24 Fevereiro
21h00 | TNSJ Sala Principal 
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Concerto | Música para banda filarmónica 

Banda Musical de Fajões
Bruno Costa, direção musical
Horácio Ferreira, clarinete

Programa

Luís Cardoso Paso Quebrado

Luís Carvalho Variações sobre o Carnaval de Veneza (para clarinete solo e banda sinfónica)

Rui Rodrigues - A Viagem de Balão

Jorge Salgueiro Substância Nigra (para banda sinfónica e eletrónica fixa)

Nelson Jesus - Porto de Saudades (rapsódia portuguesa n.º 1 para banda sinfónica)


Este concerto apresenta obras de compositores portugueses concebidas no século XXI, expondo a riqueza e diversidade da música composta atualmente para banda sinfónica.
O pasodoble, um estilo musical utilizado tanto em touradas como em desfiles militares, serve de mote à obra de Luís Cardoso, Paso Quebrado.
O premiado clarinetista da Banda Musical de Fajões, Horácio Ferreira, interpreta depois a obra que lhe foi dedicada: Variações sobre o Carnaval de Veneza de Luís Carvalho.
O compositor e pianista correpetidor na casa de ópera alemã Komische Oper Berlin, Rui Rodrigues, compôs A Viagem de Balão, obra premiada em 2015 no III Concurso Nacional de Composição para Banda Sinfónica. A peça descreve a fantasia de um menino com sede de aventuras que conhece um senhor, dono de um balão de ar quente. Este leva-o a visitar terras encantadas e pessoas estranhas, num lugar apenas ao alcance da imaginação e dos sonhos.
A mestria de Jorge Salgueiro permite criar uma obra como Substância Nigra, em que a eletrónica dialoga com a banda para descrever uma parte fascinante do cérebro humano. A eletrónica permite ritmos de dança que proporcionam um movimento algo viciante e sensações de prazer, aspetos relacionados com o órgão em causa.
O concerto termina com a obra (também premiada) de Nelson Jesus, Porto de Saudades, a 1ª rapsódia portuguesa do compositor, com todas as características adequadas à conclusão de um concerto, citando lugares icónicos do Porto como o Palácio de Cristal ou os Clérigos, um modo, pois, de enaltecer a cidade onde decorre este festival.

@ JAlberto Fernandes

Banda Musical de Fajões (Oliveira de Azeméis) | Coletividade cultural, recreativa e artística, reconhecida como Associação de Utilidade Pública, cuja fundação remonta a junho de 1926, sob a denominação de “Tuna Invicta de Fajões”, e com existência legal desde 10 de março de 1953 por Alvará nº 20 do Governo Civil de Aveiro. 
Das suas atribuições destacam-se a promoção e participação em festas, saraus, concertos, masterclass, diversões e tudo mais que possa recriar e instruir. Neste sentido, a Banda Musical tem atuado em diversos pontos do país, com filarmónicas de grande relevo nacional, bem como prestado homenagem a diversas entidades públicas e privadas. Nos últimos anos esta coletividade tem levado a cabo um esforço significativo no sentido de promover o seu corpo musical, resultado de uma reestruturação profunda da sua escola de música, permitindo, desta forma, atingir um valor artístico de grande destaque no meio filarmónico nacional. 
Constituída por cerca de 70 elementos, a Banda Musical de Fajões já gravou alguns álbuns: Carnaval de Veneza (2001), em 2008, 7 Maravilhas (em 2012), Em Conquista (2016), CD dedicado ao Fado, com solos pela trompete de Jorge Almeida (2017), entre outros registos em DVD.
Desde 2011 promovem Musicalidades®, evento criado com a missão de proceder à descentralização cultural e proporcionar cultura e arte a uma população que geralmente não dispõe deste tipo de eventos.
Graças a muito trabalho e dedicação, ao longo de quase um século, a banda resistiu a algumas adversidades e tem-se mantido com um nível artístico elevado, dignificando, assim, a freguesia de Fajões e o concelho de Oliveira de Azeméis.



6ª feira | 25 Fevereiro
19h00 | TNSJ Sala Principal 
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Concerto | Música antiga 

O Bando de Surunyo
Eunice Abranches d’Aguiar, soprano
Raquel Mendes, soprano
Patrícia Silveira, alto
Carlos Meireles, tenor
Sérgio Ramos, baixo
Manuel Vilas, harpa
Hugo Sanches, alaúde, tiorba & direção

Programa
Della Ragione & del Senso
A música de Claudio Monteverdi no despontar da era Moderna


Claudio Monteverdi (1567-1643) - Toccata 1
Dolcissime legami, a 5 (Il secondo libro de madrigali, 1590)
Non giacinti o narcisi, a 5 (Il secondo libro de madrigali, 1590)
Ohimé, dov'è'l mio bem, a 2 soprani (Concerto. Settimo libro de madrigali, 1619)

Claudio Monteverdi (1567-1643) - Toccata 2
Interrotte speranze, a 2 tenori (Concerto. Settimo libro de madrigali, 1619)
Cor mio mentre vi miro, a 5 (Il quarto libro de madrigali, 1603)
Voi pur da me partite, a 5 (Il quarto libro de madrigali, 1603)

Claudio Monteverdi (1567-1643) - Toccata 3
Non son in queste rive, a 5 (Il secondo libro de madrigali, 1590)
Ecco mormorar l'onde, a 5 (Il secondo libro de madrigali, 1590)

Claudio Monteverdi (1567-1643) - Toccata 4
Chi’o t’ami, a 5 (Il quinto libro de madrigali, 1605)
Zefiro torna e'l bel tempo rimena, a 5 (Il sesto libro de madrigali, 1614)
A dio Florida Bella, a 5 (Il sesto libro de madrigali, 1614)

A transição para a Modernidade caracteriza-se por uma profunda transformação na mundividência europeia. Na base, encontra-se uma primazia sem precedentes atribuída aos sentidos. Até então considerados com desconfiança, estes tornam-se agora a principal via não só de observação do mundo, mas também de acesso à interioridade do homem. Neste novo quadro, a música também ela se transforma, assumindo-se como veículo privilegiado de impacto afetivo. Os madrigais de Claudio Monteverdi são a representação paradigmática desta nova música. Usando como matéria-prima a poesia de autores como Petrarca, Tasso ou Guarini, o compositor preconiza uma nova prática de composição assente “na razão e nos sentidos”. A música, engenhosamente esculpida em torno dos textos poéticos, ilustra e potencia as palavras emprestando-lhes o seu intrínseco e inefável pathos. O objetivo é, nas palavras do próprio Monteverdi, “movere gli affetti”, objetivo esse eloquentemente ilustrado pelas obras apresentadas.


 
Bando de Surunyo | Ensemble especializado na interpretação de música dos séculos XVI e XVII. O nome é retirado de um vilancico seiscentista português e significa “bando de estorninhos”. 
O núcleo do grupo é composto por um octeto vocal (SSAT/SATB) e três instrumentos de baixo contínuo (viola da gamba, baixão e corda pulsada – viola de mão, guitarra barroca e/ou tiorba), podendo o efectivo ser expandido ou reduzido em função dos diferentes programas e repertórios interpretados.
Todas as obras são preparadas diretamente a partir dos manuscritos ou impressos originais e interpretadas utilizando instrumentos e práticas interpretativas historicamente informadas.



6ª feira | 25 Fevereiro
21h00 | TNSJ Sala Principal 
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Concerto | Jazz

Cotovelo
Catarina Lacerda, voz
Nuno Trocado, guitarra e eletrónica
Tom Ward, flauta, saxofone alto, clarinete baixo
Sérgio Tavares, contrabaixo
Acácio Salero, bateria
Jorge Louraço Figueira, texto

Programa

Sentada no escuro
Que lhes terá acontecido...?
Quando D. João VI regressou a Portugal
Os três pintavam a cara de branco
Estou há mais de meia hora (I)
De que adianta? O rei tem de morrer!...
Lundu
Desejo de subversão
Açúcar não aguentou de ciúme
Estou há mais de meia hora (II)
Como é que eu podia escolher um dos três?




Cotovelo é o relato de dois casos de ciúmes e de discórdia: entre três homens, escravos trazidos do Brasil para Portugal, no séc. XIX, e entre um homem e uma mulher, criados no palácio real. O tema é do passado, mas a forma é do presente. Ou ao contrário. O relato é feito por uma atriz e quatro músicos através de palavras e notas. 
Nuno Trocado convidou Jorge Louraço Figueira para escrever e Catarina Lacerda para atuar, e liderou um quarteto com Tom Ward, Sérgio Tavares e Acácio Salero. 
O espetáculo, de cruzamento entre texto e música, foi o resultado de uma colaboração entre os seis durante uma residência artística no âmbito do Festival Guimarães Jazz 2017. O projeto foi editado em disco pela Porta-Jazz.



Sábado | 26 Fevereiro
15h00 | TNSJ Sala Principal 
Entrada livre
Maiores 6 anos

Conferência | Ser do Norte: A Identidade de uma Região

Ana Luísa Amaral, poetisa
Daniel Deusdado, jornalista
Francisco Duarte Mangas, poeta e jornalista
Germano Silva, jornalista e historiador
Mário Cláudio, escritor
Minês Castanheira, coautora do livro Porto - Guia Literário da Cidade (Bairro dos Livros)
Luís Caetano, moderador
 



Personalidades que marcam a vida social e cultural do Porto, de toda uma região e também a nível nacional, refletem acerca da identidade do Norte: o peso dos costumes, a influência da história, das ideias e pessoas que povoam um universo dinâmico, rico em paisagens e vivências. A relação com o resto do país, com o mundo e o modo como o olhar sobre si próprios tem evoluído, influenciando a identidade, expressa nomeadamente através das artes e em especial na literatura. Os caminhos que se anteveem no futuro.



Sábado | 26 Fevereiro
19h00 | TNSJ Sala Principal 
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Concerto | Música e dança tradicional

Pauliteiros de Miranda

Programa
A identidade e a cultura das terras de Miranda

1. Campaniças de Toledo
2. 21 de Maio
3. Repassiado
4. Fado
5. Oufícios
6. Pingacho
7. Vinte e Cinco
8. Castelo

Pauliteiros de Miranda | Grupo de dança original com antecedência na denominada "dança de espadas". Sem certezas quanto à sua categoria, na dança dos Pauliteiros facilmente identificamos elementos guerreiros, religiosos e rituais de dança, apresentando uma contribuição fundamental na divulgação da cultura e tradição das Terras de Miranda. Os Pauliteiros trabalham para que esta tradição seja divulgada pelo mundo, contribuindo para dinamizar atividades, festas e romarias. A preservação desta identidade cultural é uma base sólida para um futuro mais rico.


A origem da dança dos Pauliteiros não reúne consenso entre os estudiosos que sobre ela se debruçaram. Esta terá nascido durante a idade do ferro, na Transilvânia, espalhando-se posteriormente pela Europa, onde se encontraram vestígios nas danças populares do sul de França e na dança das espadas dos Suíços na idade média. Os romanos seriam os responsáveis pela propagação da dança pírrica às terras de Miranda. Assim, estas danças mantiveram-se no paganismo até ao século X, quando a igreja católica as começou a admirar nas festas dos santos (que correspondiam às épocas solsticiais) passando-se a celebrar as colheitas com as festas dos santos padroeiros. A própria evolução da dança, parece ter muitas semelhanças com as danças pírricas tais como: perseguição, luta, saltos e a dança da vitória. Algumas das mais famosas danças retratam bem essas semelhanças como seja o Salto do Castelo (saltos) e o Vinte Cinco de Roda (dança da vitória), entre outras.



4ª a 6ª feira | 23 a 25 Fevereiro
17h00 | TNSJ Sala Branca 
Entrada Livre
Maiores 6 anos

Performance | Teatro Sonoro
Peças radiofónicas do CeDA - Centro de Dramaturgia e Argumento

23 Fev. | Raíz
Texto de Belmiro Ribeiro 

24 Fev. | Não disseste que nada muda? O céu muda.
Texto de Bernardo Gavina  

25 fev. | Serão para soldados de Portugal
Texto de Flora Miranda 

Estas peças radiofónicas, gravadas ao vivo diante de público, revelam três textos originais, peças sem imagens, escritas para serem ouvidas e não vistas: Raíz, de Belmiro Ribeiro; Não disseste que nada muda? O céu muda., de Bernardo Gavina; e Serão para soldados de Portugal, de Flora Miranda. Os textos são partilhados com o público e sonorizados ao vivo por uma pequena trupe de atores e atrizes radiofónicos. A gravação vai para o ar, na Antena 2, no mesmo dia entre as 20h00 e as 21h00.

Interpretação e sonorização ao vivo de:
Bernardo Gavina
Flora Miranda
Isabel Carvalho
Micaela Soares
Vitor Gomes
Belmiro Ribeiro, gravação e pós-produção áudio
Jorge Louraço Figueira, direção



4ª feira a sábado | 23 a 26 Fevereiro
18h30 | TNSJ Foyer do Salão Nobre 
Entrada Livre
Maiores 6 anos

Performance | Palavras de Bolso
Ana Isabel Gonçalves & Paula Pina

© Jorge Carmona / Antena 2

As Palavras de Bolso são curtas rubricas diárias transmitidas na Antena 2, com o objetivo de promover a língua portuguesa de um modo simultaneamente divertido e educativo, com recurso ao humor, a efeitos surpresa e a dinâmicas vocais expressivas.
Pode-se aprender, por exemplo, como se faz a chuva e se cria uma tempestade, ou como se evoca uma lareira a crepitar e o bater do coração, uma árvore a tombar ou um rebanho a pastar. Neste festival, a rubrica é apresentada ao vivo, algo informalmente, em forma de pequenos sketches de teatro, destinados primordialmente a um público infanto-juvenil. Os textos são da autoria das intérpretes ou podem ser extraídos e adaptados de obras de literatura portuguesa.    



Sábado | 26 Fevereiro | Teatro Carlos Alberto
21h00 | Sala Principal TeCA
Entrada 10 €
Maiores 12 anos

Teatro | Achadiço

Nuno Cardoso, autor, encenador, ator

Uma tela em fundo vira uma imensa página em branco e é o adereço-chave de que Nuno Cardoso lança mão para construir Achadiço, título-nome que recupera um regionalismo das Beiras, nomeadamente de Canas de Senhorim, de onde é originário. 
Quem não encaixa é um achadiço, e se esse substantivo se lhe colou à pele e lhe assenta como uma luva, também pode ajudar a caracterizar Achadiço, um espaço-tempo improvisado que não encaixa na moldura de uma peça ou de uma aula. 
Socorrendo-se da experiência que foi a criação de Apeadeiro (2018) - objeto reminiscente e íntimo, aggiornamento de si como cidadão e criador -, em Achadiço Nuno Cardoso constrói, para si e para o público (desafiado a repartir, à flor da pele, o improviso), um ponto de interrupção onde o sentido desse labor se devolve aplicado à vida. Nesse território de criação, a respiração da memória faz do tempo teatral um labirinto de referências e do corpo do criador/ator um buraco negro que tudo sorve e sintetiza.




Para mais informações, sobre horários de abertura das salas, acessibilidades e bilheteira, contatar o Teatro Nacional São João.

As entradas pagas podem ser adquiridas na Bilheteira Online - bol.pt.