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Festival Cantabile

5ª edição decorreu em Setembro e Outubro 2014

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Festival Cantabile Festival Cantabile

O Festival Cantabile está de regresso e festeja em 2014 a sua 5ª edição. Serão ao todo sete os concertos que, entre 13 de Setembro e 10 de Outubro, vão encantar os melómanos portugueses no Palácio Nacional de Queluz, no Palácio de Monserrate (Sintra), no Palácio Foz, na Fundação Calouste Gulbenkian e no Goethe-Institut de Lisboa!

Contando de novo com a direção artística da solista de renome internacional Diemut Poppen, o Festival Cantabile traz a Portugal alguns dos músicos mais prestigiados entre os atuais intérpretes de música de câmara: Barnabás Kelemen (violino), Iseut Chuat (violoncelo), Jacques Zoon (flauta), Paolo Giacometti (piano) assim como o Quarteto Schumann, composto pelos irmãos Erik Schumann (violino), Mark Schumann (violoncelo) e Ken Schumann (violino) e Liisa Randalu (viola). 


O repertório do Festival Cantabile volta a entrelaçar o passado e o presente, oferecendo ao seu público uma viagem musical que vai da época barroca de Johann Sebastian Bach até à modernidade de Eliot Carter. Em destaque estarão ainda as obras de compositores franceses, entre estes, Gabriel Fauré, Claude Debussy e Francis Poulenc. A ponte musical entre a França e a Alemanha será lançada pelos solistas do Festival Cantabile e os solistas da Orquestra Gulbenkian durante os dois concertos que terão lugar no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian que também será palco da estreia absoluta em Portugal da obra contemporânea “Sleipnir der Achtbeinige” da compositora suíça Helena Winkelmann. E, claro, haverá sempre lugar para a música de outros grandes vultos como Schubert, cuja "Morte e a Donzela" será também apresentada na Fundação Gulbenkian. 



Um momento encantador do festival será certamente o concerto para crianças no dia 19 de Setembro no Goethe-Institut. Os jovens irmãos Emmanuel Zoon (14 anos) e Noémi Zoon (9 anos) irão interpretar obras de Wolfgang Amadeus Mozart, Johann Sebastian Bach, Christoph Willibald Gluck e Ludwig van Beethoven, demonstrando assim que o amor pela música de câmara não escolhe idades. Um outro momento muito especial do Festival Cantabile fica reservado para o seu final: no dia 10 de Outubro o Palácio Nacional de Queluz abre portas para um serão de Lieder com a aclamada cantora meio-soprano Gerhild Romberg que, acompanhada pelo pianista Manuel Lange, irá interpretar obras de Johannes Brahms, Claude Debussy e outros compositores de Lieder alemães e franceses.


PROGRAMAÇÃO


CONCERTO 13 SETEMBRO 21h00
Palácio Nacional de Queluz

Solistas do Festival Cantabile
Diemut Poppen (viola e direção artística)
Paolo Giacometti (piano)
Jacques Zoon (flauta)
Barnabás Kelemen (violino)
Iseut Chuat (violoncelo)

Johann Sebastian Bach
Sonata n .º 1 em Fá Menor para violino solo , BWV 1001

Wolfgang Amadeus Mozart
Trio para Violino (ou clarinete), viola e piano “Trio Kegelstatt”, KV 498

Claude Debussy
Siringe para flauta solo

Gabriel Fauré
Quarteto de piano em Fá Menor, op. 45 n.º 2



CONCERTO 14 SETEMBRO 19h00
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Solistas do Festival Cantabile
Diemut Poppen (viola e direção artística)
Paolo Giacometti (piano)
Jacques Zoon (flauta)
Barnabás Kelemen (violino)
Iseut Chuat (violoncelo)

Solistas da Orquestra Gulbenkian
Pedro Ribeiro (oboé)
Esther Georgie (clarinete)
Ricardo Ramos (fagote)
Kenneth Best (trompa)

Wolfgang Amadeus Mozart
Quinteto para piano e sopros em Mi Bemol Maior, K 452

Francis Poulenc
Sexteto para piano e sopros, op. 100

Elliot Carter
Enchanted Preludes para flauta e violoncelo

Gabriel Fauré
Quarteto para piano em Sol Menor, op. 45 n.º 2


 
CONCERTO 15 SETEMBRO 21h00
Palácio de Monserrate, Sintra

Solistas do Festival Cantabile
Diemut Poppen (viola e direção artística)
Paolo Giacometti (piano)
Jacques Zoon (flauta)
Barnabás Kelemen (violino)
Iseut Chuat (violoncelo)

Johann Sebastian Bach
Sonata n.º 2 em Ré Maior para viola (orig. viola da gamba) e piano

Wolfgang Amadeus Mozart
Quarteto para flauta n.º 4 em Sol Maior, K 298

Eugène Ysaÿe
Sonata n.º 3 em Ré Menor “Balada”

Felix Mendelssohn
Trio para piano em Ré Menor op. 49 n.º 1 na versão com flauta, violoncelo e piano



CONCERTO 17 SETEMBRO 19h00
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Solistas do Festival Cantabile
Diemut Poppen (viola e direção artística)
Jacques Zoon (flauta)
Iseut Chuat (violoncelo)
Quarteto Schumann (violino, viola e violoncelo)

Solistas da Orquestra Gulbenkian
Pedro Meireles (violino)
Esther Georgie (clarinete)
Coral Tinoco Rodriguez (harpa)

Claude Debussy
Trio para flauta, viola e harpa

Helena Winkelmann
Sleipnir, der Achtbeinige

Maurice Ravel
Introdução e Allegro para harpa, flauta, clarinete e quarteto de cordas, em Sol Maior

Franz Schubert
Quarteto para cordas n.º 14 em Ré Menor. A morte e a donzela, D 810
 


CONCERTO 18 SETEMBRO 18h00
Palácio Foz, Lisboa

Solistas do Festival Cantabile
Diemut Poppen (viola e direção artística)
Quarteto Schumann (violino, viola e violoncelo)

Wolfgang Amadeus Mozart
Quarteto para cordas n.º 14, Fá Maior, KV 387

Robert Schumann
Quarteto para cordas em Sol Menor op. 41 n.º 1

Wolfgang Amadeus Mozart
Quinteto para cordas em Dó Maior, KV 515



CONCERTO 19 SETEMBRO 17h00
Goethe-Institut, Lisboa

Solistas do Festival Cantabile 
Emmanuel Zoon (violino)
Noémi Zoon (piano)

Concerto para crianças

Wolfgang Amadeus Mozart
Sonata n.º 16 em Dó Maior, KV 545

Johann Sebastian Bach
Prelúdio da Partita n.º 3 para violino solo, BWV 1006

Christoph Willibald Gluck
Melodia (Andante con moto) “Reihe der seligen Geister”

Ludwig van Beethoven
Romance em Mi Maior para violino e piano



CONCERTO 10 OUTUBRO 21h00
Palácio Nacional de Queluz

Solistas do Festival Cantabile
Diemut Poppen (viola e direcção artística)
Gerhild Romberger (meio-soprano)
Manuel Lange (piano)

Lieder alemães e franceses de Brahms, Debussy, e outros


BIOGRAFIAS

Barnabás Kelemen (violino)


Nasceu em Budapeste em 1978, com onze anos de idade começou a estudar violino na Academia Franz Liszt de Budapeste. Domina um repertório muito amplo e diversificado, que vai desde o período clássico à música contemporânea. Barnabás Kelemen trabalhou com maestros de renome como, entre outros, Lionel Bringuier, Olari Elts, Peter Eötvös, Ivan Fischer, Sascha Goetzel, Vladimir Jurowski, Tonu Kajuste, Zoltán Kocsis, Hannu Lintu, Masaaki Suzuki e Gábor Takács-Nagy. Na temporada de 2013/14 atuou como solista convidado da Orquestra Filarmónica Pannon com Tibor Boganyi, do Bach Collegium München com Florian Sonnleitner, da Orquestra Sinfónica de Innsbruck, da Orquestra Filarmónica de Londres com Michal Dworzynski, da Orquestra de Câmara Franz Liszt, da Orquestra Hallé com Ryan Wigglesworth, da Orquestra Filarmónica de Budapeste (Ópera Estatal da Hungria) e da Orquestra Filarmónica Nacional da Hungria com Zóltan Kocsis. A mais recente gravação da série de Bartók para a etiqueta Hungaroton, com Barnabás Kelemen e Zoltán Kocsis, foi galardoada em 2013 com um Gramophone Award na categoria de música de câmara.


Diemut Poppen (violino)


Nasceu no seio de uma família musical e iniciou a sua carreira aos nove anos de idade. Entre os seus professores de renome encontramos H. Schlichtig, B. Giuranna, Y. Bashmet e K. Kashkashian bem como o Quarteto Amadeus. Como solista, atuou sob a batuta de maestros como Heinz Holliger, Frans Brüggen e Claudio Abbado e com orquestras como a Orquestra de Câmara Mahler, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Mozart e a Orquestra de Câmara da Europa. É convidada para os mais importantes festivais de música, para masterclasses internacionais e para integrar júris em concursos internacionais. É diretora artística de festivais de música de câmara na Alemanha, Suíça, Espanha e Portugal e fundadora do Festival Cantabile, em colaboração com o Goethe-Institut Portugal. O seu vasto repertório vai desde concertos clássicos para viola e música de câmara até música contemporânea. O seu trabalho é complementado por inúmeras gravações com etiquetas de renome internacional. Atualmente é professora de viola e música de câmara em Detmold, na Alemanha, é professora convidada em Sion/Suíça e responsável pela cátedra de viola na famosa Escuela Superior de Musica Reina Sofia em Madrid. Foi galardoada pela Rainha de Espanha com o Prémio de Música Europeu e a Medalha de Prata da Música. 


Gerhild Romberger (meio-soprano)



A cantora alemã Gerhild Romberger tem feito uma carreira notável nos últimos anos. Os recitais de música são a sua especialidade, frequentemente acompanhada do igualmente distinguido “companheiro de canção”, o pianista Manuel Lange. Romberger é também conhecida pelas suas performances sinfónicas, como a Sinfonia nº 8 de Mahler (dirigida por R. Chailly), Sinfonia nº 3 de Mahler (dirigida por M. Jansons), o Messias de Händel, o Requiem de Verdi ou as Paixões de Bach, entre outros. A sua poderosa voz de contralto é aveludada e flexível, com uma projeção  capaz de encher as maiores salas de concerto. Romberger seguiu também uma carreira educacional. É uma docente popular e leciona uma cátedra de canto lírico em Detmold, na Alemanha. 


Iseut Chuat (violoncelo)



É considerada uma das mais destacadas violoncelistas da sua geração. ”É o maior talento musical que conheço”, escrevia o falecido violoncelista Janos Starker. A sua carreira a solo e na música de câmara levou-a a inúmeros festivais na Europa, EUA, Canadá, América do Sul e Ásia. Chuat foi primeira violoncelista da Orquestra do Ballet Nacional de Amesterdão, da Orquestra Sinfónica de Columbus, da Orquestra Filarmónica de Boston e da Orquestra Mozart e toca actualmente na Orquestra do Festival de Lucerna. A par da sua carreira em concertos, perfilha também uma carreira pedagógica como professora na Universidade de Indiana, dando aulas também no Conservatório de Nova Inglaterra, na Longy School of Music e na Universidade de Boston, nos EUA. Chuat realizou várias gravações aclamadas nas editoras Vox Animae, Pony Canyon e Saphir. 


Jacques Zoon (flauta)



É um dos mais extraordinários flautistas da sua geração. Atuou a solo na Europa, Japão e Estados Unidos sob a direção de maestros como C. Abbado e B. Haitink. Zoon é um músico de câmara aclamado e, por vezes, também dirige. Jacques Zoon atuou como primeiro flautista na Concertgebouw, na Orquestra Mozart, na Orquestra de Câmara da Europa, na Orquestra Filarmónica de Berlim e na Orquestra Sinfónica de Boston, onde foi eleito “músico do ano”, e é atualmente primeiro flautista na reputada Orquestra do Festival de Lucerna, trabalhando regularmente com os Solistas Barrocos de Berlim. Efetuou muitas gravações para várias etiquetas como a DG, a Philips e a Decca. Zoon recebeu ofertas de lugares como professor em Bloomington/EUA, Berlim e Genebra. 


Manuel Lange (pianista acompanhador de Lieder)



O pianista alemão Manuel Lange realizou os seus estudos com O. Meisenberg, H. Leygraf e D. Fischer-Dieskau. Os seus concertos levam-no regularmente às mais belas salas da Europa, como a Concertgebouw de Amesterdão, o Teatro del Liceo em Barcelona ou a Ópera de Frankfurt. Em Berlim fundou a sua própria série de concertos denominada Meisterlied. Manuel Lange venceu o Concurso Internacional Das Lied e o Concurso Hilde-Zadek pelo melhor acompanhamento de Lieder. Foram-lhe oferecidas cátedras em Berlim e Detmold. Mantém com a contralto Gerhild Romberger uma intensa e regular colaboração.


Paolo Giacometti (piano)



Apresenta-se em concertos em todo o mundo como solista e integrado em formações de câmara, tanto com instrumentos de teclas históricos como ao piano moderno. Desde muito cedo na sua infância que o artista nascido em Milão vive nos Países Baixos, tendo estudado em Amesterdão com o professor Jan Wijn no Conservatório Sweelinck. Desde então toca regularmente em salas de concertos como a Concertgebouw de Amesterdão, o Teatro Colon em Buenos Aires, o Wigmore Hall de Londres ou o Théâtre du Châtelet em Paris, acompanhando orquestras de renome sob a direcção de maestros como Franz Brüggen, Kenneth Montgomery, Laurent Petitgirard e Jaap van Zweden. As suas gravações em CD para a editora Channel Classics foram galardoadas com diversos prémios como o Diapasão de Ouro ou o Choc du Monde de la Musique. Desde 2010 Paolo Giacometti leciona piano na Robert Schumann Hochschule em Düsseldorf. 


Schumann Quartett




Erik Schumann (violino), Ken Schumann (violino), Liisa Randalu (viola) e Mark Schumann (violoncelo): o Quarteto Schumann foi constituído em 2007 em Colónia. Em Maio de 2013 este ensemble ganhou o Concurso Internacional de Quartetos de Cordas Quatuor à Bordeaux, seguindo-se o primeiro prémio no Concurso Franz Schubert e a Música da Modernidade de 2012, em Graz. Foi buscar as suas principais inspirações musicais a Heime Müller, Harald Schoneweg, Eberhard Feltz e Henk Guittart bem como aos membros do Quarteto Alban Berg. Os pontos altos da temporada de festivais de Verão deste ano são os convites para atuar em Boswil, Davos, Colmar, Lockenhaus, Menton, Paris e no Festival de Schleswig Holstein. Entre os seus companheiros de música de câmara encontramos, entre outros, Menahem Pressler, Henri Sigfridsson, David Orlowsky, Sabine Meyer, Nicolas Altstaedt e Cédric Pescia. Em Fevereiro 2014 o Quarteto Schumann foi premiado pela Fundação Jürgen Ponto.