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Festival Porta-Jazz | 4 a 6 Fevereiro

Teatro Rivoli | Porto

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Festival Porta-Jazz | 4 a 6 Fevereiro Festival Porta-Jazz | 4 a 6 Fevereiro

Festival Porta-Jazz 


4 a 6 Fevereiro
Teatro Rivoli | Porto


Festival Porta-Jazz volta em pleno ao Rivoli, para a sua 12ª edição, com uma programação livre, transversal e diversa.

São 17 concertos em três dias envolvendo mais de oitenta músicos. Nesta lista de concertos não falta a presença do braço editorial da associação, o Carimbo Porta-jazz, com lançamentos e estreias e concertos de alguns músicos e projetos editados em 2021, como o novo álbum de Manuel Linhares, Suspenso, e de Ninhos que marca a estreia de Joana Raquel com Miguel Meirinhos, ou ainda os álbuns A Tribo do coletivo Coreto, D dos Puzzle 3 que junta Pedro Neves, João Paulo Rosado e Miguel Sampaio, Otro Cielo de Demian Cabaud, WIZ do trio com o mesmo nome composto por José Pedro Coelho, Wilfried Wilde e Iago Fernández, e Dança dos Desastrados de Miguel Ângelo.

Pela primeira vez está presente no festival, o multi-instrumentista, cantor, compositor e produtor musical brasileiro António Loureiro que toca com dois colossos da guitarra, Kurt Rosenwinkel, e Pedro Martins, e com o baterista Obed Calvaire. No encerramento desta edição apresenta-se Conexão que resulta de uma residência com André Fernandes, João Mortágua, Gil Silva, José Carlos Barbosa e Diogo Alexandre.
Em destaque está também o projeto Nest liderado por Alfred Vogel e que conta com o virtuoso violinista francês Theo Ceccaldi; e no final de cada noite realizam-se as tradicionais jam sessions com ensembles das escolas ESMAE, Jobra e Conservatório de Música do Porto.
Salienta-se a estreia da encomenda ao saxofonista Daniel Sousa, radicado em Copenhaga, que apresenta o resultado deste desafio com a cantora Susana Nunes, Wanja Slavin (saxofone alto e flauta transversal), PJ Fossum (sintetizadores), José Diogo Martins (piano), Carlos Borges (baixista) e Eduardo Dias (bateria).
Nota também para o cruzamento em palco da música com a pintura, em tempo real, no concerto desenhado Sombras da Imperfeição, um projeto do pianista Hugo Raro com o artista plástico Jas, estreado no Guimarães Jazz 2020.
Palco de revelações, o Porta-Jazz dá a conhecer o projeto que junta a cantora Vera Morais ao saxofonista português de ascendência búlgara Hristo Goleminov, um duo que coabita com a improvisação, onde se constroem e se desconstroem as palavras e os sons.

Na sua 12ª edição o Porta-Jazz continua com a missão de democratizar o acesso ao Jazz, criar novos públicos e massa crítica, divulgar e incentivar a composição original, e proporcionar o intercâmbio e parcerias entre músicos nacionais e internacionais


Programação

4 Fevereiro

21h30 | Bloco 1 
Grande Auditório

Manuel Linhares (PT/BR)
Suspenso

Suspenso é o título do álbum que o cantor Manuel Linhares lança durante este festival. Este é um trabalho que nasce como o próprio título sugere em tempos de suspensão. Neste Suspenso, Manuel Linhares entrega a tarefa de produção ao surpreendente multi-instrumentista brasileiro António Loureiro que imprime a sua assinatura no resultado final das belas composições e letras de Linhares.
Este seu terceiro álbum, o primeiro pelo Carimbo Porta-Jazz, é pleno em cumplicidades e parcerias felizes como as valiosas colaborações à distância com prestigiados músicos como o saxofonista americano David Binney ou os brasileiros Frederico Heliodoro, Rubinho Antunes e ainda Alexandre Andrés.
No palco do Rivoli a apresentar Suspenso não está este “Line up” de proporções quase sinfónicas, mas pode-se contar com António Loureiro como músico convidado em palco a par de Manuel Linhares, Paulo Barros, José Carlos Barbosa e João Cunha. Uma coisa é certa, neste caso valeu a pena o tempo Suspenso.

@ Daryan Dornelles


Coreto (PT, SP)
A Tribo

O Coreto é um coletivo liderado por João Pedro Brandão, saxofonista, flautista e compositor que em 2012 edita Aljamia o primeiro de 5 discos editados até à data por este Coreto e que dá o pontapé de saída no já vasto catálogo do Carimbo Porta-Jazz.
O álbum que aqui é apresentado, A Tribo, viu a luz do dia em setembro de 2021 e mais uma vez conta com a música original de Brandão.
O Coreto oferece uma homogênia soma de muitas e diferentes partes, ideias e conceitos musicais. Tantas neste caso, quanto os membros que fazem parte deste novo A Tribo.

@ Adriana Melo

+
Jobra + Jam Session [Café Rivoli]



5 Fevereiro

16h00 | Bloco  2
Palco Grande Auditório e Sub Palco

Vera Morais & Hristo Goleminov (PT)

Vera Morais é uma cantora, improvisadora e compositora portuguesa que tal como Hristo Goleminov reside em Amsterdão. Este duo, que por lá se formou, justapõe as suas duas vozes num espaço onde a poesia coabita com a improvisação. Onde se constroi e se descontrói a palavra e os sons. Plenos de elasticidade e munidos de um precioso e discreto vistuosismo, a música deste duo ora soa minimal como a sua própria natureza, ora soa orquestral, como uma agradável e quase onírica ilusão.


Ensemble Robalo/Porta-Jazz (PT)

A cantora Leonor Arnaut, o trompetista João Almeida e o contrabaixista João Fragoso são os músicos representantes da Associação Robalo, na habitual parceria com a Associação Porta-Jazz neste 12º Festival. A estes 3 jovens e talentosos músicos junta-se em representação da Porta-Jazz o jovem baterista Gonçalo Ribeiro e os mais experientes e estabelecidos guitarristas do Porto, Eurico Costa e Nuno Trocado. Mais uma vez em formato de residência, estes seis músicos irão apresentar o resultado de um encontro que a ver pelo ecletismo geracional do ensemble mais a reconhecida entrega que imprimem na sua arte, tem tudo para ser um projeto de futuro ou na pior das hipóteses uma boa memória de um festival passado.


18h15 | Bloco 3

Pequeno Auditório

Joana Raquel, Miguel Meirinhos (PT, AG)
Ninhos 

Neste seu primeiro disco, Joana Raquel, cantora com presença recorrente em projetos emblemáticos e lapidares de uma nova geração do jazz nacional como o duo de voz e saxofone 293-Diagonal ou em incursões pelo mundo do Hip Hop ao lado de Capicua, e Miguel Meirinhos, talentoso e original pianista presente ora em projetos desta fervillhante nova geração ora ao lado do veterano e icónico Mário Barreiros e o seu quarteto, convidam o incontornável e omnipresente contrabaixista Demian Cabaud e o talentoso baterista João Cardita para juntos trabalharem e soltarem para o mundo as suas composições e letras originais.



Puzzle 3  (PT)
D

O enigmático trio Puzzle 3 apresentou o seu primeiro álbum D pelo Carimbo Porta-Jazz ainda em 2021. Pedro Neves, João Paulo Rosado e Miguel Sampaio são 3 músicos recorrentes no catálogo do Carimbo e no meio jazzístico da cidade e propõe-se aqui com este dinâmico e orgânico trio completar e descodificar o puzzle das suas afinidades e cumplicidades musicais.
De Puzzle 3 podemos sempre contar com uma música imersa em ideias complexas mas que se apresentam simples ou em ideias simples que adquirem profundidade através da entrega e da mestria gerada por os três cantos deste.


21h30 | Bloco 4
Grande Auditório

Demian Cabaud (AG, PT)
Otro Cielo

Otro Cielo foi o primeiro disco a ser editado pelo carimbo em 2021. Neste trabalho Cabaud rodeou-se de companheiros de longa data e reconhecidas cumplicidades como o seu habitual braço direito, o baterista Marcos Cavaleiro ou José Pedro Coelho, seminal saxofonista e parceiro de outros seus discos, mas também o incansável saxofonista e flautista João Pedro Brandão e o luminoso pianista João Grilo a fazerem a sua estreia num trabalho discográfico do mestre Cabaud.
Otro Cielo é uma bonita viagem pelos céus da improvisação a bordo de uma aeronave que se alimenta do jazz, da música erudita e da música de raíz mais popular como seu combustível e essa combustão, acontece!



Sombras da Imperfeição (PT)
Concerto desenhado

Ainda no ano de 2020, em novembro, calhou ao pianista Hugo Raro a vez de abraçar a parceria Porta-jazz / Guimarães Jazz. Nesta história a dois que já conta com varios discos editados e em que a música se mistura sempre com outra arte, seja ela performativa ou plástica, Hugo Raro juntou a eclética formação de Piano, Guitarra Portuguesa, Clarinete Baixo e percussão e acrescentou-lhe o artista plástico Jas para criar pinturas em tempo real. Pinturas baseadas numa música que as acompanha, sendo muitas vezes essa música ela própria moldada e inspirada pela pintura que em tempo real vai acontecendo.
Sendo um projeto complexo de apresentar devido à especificidade do enlace banda/pintor e toda a logística que daí advém, torna-se este concerto assim uma oportunidade rara, como de resto o seu criador o é, tanto em sensibilidade artística como em nome.
São as Sombras da Imperfeição com Hugo Raro, Miguel Amaral, Rui Teixeira, Miguel Sampaio e Jas.

+
Conservatório Música do Porto + Jam Session [Café Rivoli]


6 Fevereiro

16h00 | Bloco 5

Palco Grande Auditório e Sub Palco

Residência AMR/Porta-Jazz (CH,PT)

A dimensão e o alcance da Porta-Jazz estão constantemente a atravessar fronteiras, sejam elas artísticas e conceptuais ou apenas fronteiras físicas e distantes. Exemplo dessa quase globalização artistíca e encurtamento de distâncias é a habitual parceria com a Amr, Associação de músicos Suiça com base em Genebra e que funciona com propósitos e moldes parecidos à sua congénere portuguesa.
O clarinetista e saxofonista Eloi Calame e o contrabaixista Pierre Balda, dois músicos do meio jazzístico suiço, são os “enviados especiais” para esta missão em terreno portuense. Quem por aqui os acolhe em residência são três talentosos e emergentes jovens músicos da cidade do Porto. O saxofonista Afonso Silva, o guitarrista Hugo Ferreira e o baterista João Pedro Almeida.


WIZ (PT, SP, FR)
WIZ

Wiz é o título do primeiro albúm do trio Wiz e que ocupa o lugar 76 do catálogo do Carimbo Porta-Jazz. Ao reconhecido saxofonista português José Pedro Coelho junta-se o guitarrista francês a residir na Galiza, Wilfried Wilde e o baterista espanhol Iago Fernández para materializarem as suas afinidades musicais através das suas próprias composições.
Deste concerto, a envolver um dos mais lapidares saxofonistas do Jazz nacional com dois músicos da cena jazzística da vizinha Espanha, mais concretamente da Galiza. Espera-se uma música que vagueia entre a liberdade da improvisação e o rigor da composição num caleidoscópio sonoro que nos transporta para as mais infinitas e oníricas paisagens.

@ Alexandra Almeida


18h15 | Bloco 6
Pequeno Auditório

Daniel Sousa (PT, CA, DE)
[Encomenda]

Daniel Sousa, músico do Porto a residir em Copenhaga e que se assume como saxofonista-alternativo, compositor e produtor, aparece aqui a liderar uma encomenda, rodeado de seis músicos com percursos e ligações académicas e profissionais muito semelhantes.
A Daniel e ao seu saxofone e voz, junta-se a cantora portuguesa a residir em Copenhaga Susana Nunes, o saxofone alto e a flauta transversal de Wanja Slavin, talentoso e emblemático músico alemão já conhecido através de projetos como Amor Amok, os sintetizadores de PJ Fossum, músico Canadiano a viver em Copenhaga, o piano de José Diogo Martins, músico português também com ligações a Copenhaga, o baixista natural de Viseu mas a residir em Lisboa Carlos Borges e o baterista do Porto Eduardo Dias.


Miguel Ângelo (PT)
Dança dos Desastrados

Com uma carreira espelhada em três discos editados pelo Carimbo Porta-Jazz o Miguel Ângelo Quarteto apresenta neste Festival o seu terceiro trabalho discográfico com o título de Dança dos Desastrados.
Os companheiros de Miguel Ângelo são os mesmo desde que o quarteto viu a luz do dia e essa resiliência e dedicação são bem visíveis e especialmente audíveis no trabalho produzido pelo sempre sofisticado e original saxofonista portuense João Guimarães, o relaxado e poderosamente gracioso pianista de Viseu Joaquim Rodrigues e o “maestro” Marcos Cavaleiro na bateria.


21h30 | Bloco 7
Grande Auditório

Alfred Vogel - Nest (AT, FR, DE, US)

Bezau beatz é um festival na Áustria criado e impulsionado por músicos, tendo como timoneiro o baterista Alfred Vogel. A habitual troca de projetos entre estes dois Festivais tem levado e trazido muita música a conhecer através deste canal aberto entre as duas instituições.
Para além do emblemático Alfred Vogel com uma carreira a caminho dos 40 anos de existência, neste concerto dos Nest podemos também contar com a forte presença de um músico que é seguramente uma das maiores referências do jazz europeu, o genial e virtuoso violinista francês Theo Ceccaldi, o pianista Felix Hauptman e o baterista Leif Berger, dois músicos alemães que são referências importantes do criativo meio jazzístico de Colónia e ainda o contrabaixista e multi-instrumentista americano Chris Dahlgren, colaborador, entre outros nomes de não menos importância, de Anthony Braxton.



António Loureiro  (BR, PT)
Conexão

O multi-instrumentista brasileiro António Loureiro, com uma carreira de autor em ascenção é já um dos músicos mais requisitados da atual cena da música brasileira. O multi-instrumentista, também cantor, compositor e produtor musical estende os seus créditos do jazz à música popular.
Com uma prestigiante dimensão internacional, Loureiro faz parte do grupo do ícone do jazz mundial Kurt Rosenwinkel, com quem editou Caipi.
Como o próprio nome deste projeto indica, apresenta-se aqui em conexão com cinco músicos portugueses de créditos firmados e carreiras não muito distantes da de Loureiro. O super guitarrista André Fernandes, o incansável e colossal saxofonista João Mortágua, o emergente e talentoso trombonista Gil Silva com a sólida e inventiva dupla rítmica, José Carlos Barbosa no contrabaixo e Diogo Alexandre na bateria.

+
ESMAE ensemble + Jam Session
[Café Rivoli]



Mais informações, em Porta-Jazz.