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Orquestra Metropolitana de Lisboa | Festival Antena 2 | 7 Fevereiro | 21h00

Concerto | Música Sinfónica

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Orquestra Metropolitana de Lisboa | Festival Antena 2 | 7 Fevereiro | 21h00 Orquestra Metropolitana de Lisboa | Festival Antena 2 | 7 Fevereiro | 21h00

© Jorge Carmona / Antena 2



Concerto | Música Sinfónica

Sala Garrett

7 Fevereiro | 21h00
Transmissão direta (antena)
Para comprar bilhete, clicar aqui.
Para maiores de 6 anos


Orquestra Metropolitana de Lisboa

Pedro Amaral, direção
Sally Dean, oboé


Programa

Da luz e das trevas

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Concerto para Oboé em dó maior, KV314
1. Allegro aperto
2. Adagio ma non troppo
3. Rondo: Allegretto


Johannes Brahms (1833-1897) - Sinfonia nº 2 em ré maior, op. 73
I. Allegro non troppo
II. Adagio non troppo
III. Allegretto grazioso
IV. Allegro con spirito






A música apresentada neste concerto pela Orquestra Metropolitana de Lisboa abrange duas eras bem distintas da História da Música: o período clássico e o romantismo.
Alguns chamam à Sinfonia nº 2 de Brahms a sua «Sinfonia Pastoral», numa conotação evidente com as sugestões bucólicas da Sexta de Beethoven. Outros identificam nela uma intensidade expressiva mais afim ao êxtase romântico. Composta em 1877, é para todos uma obra musical extraordinária.
Curiosamente, a história do Concerto para Oboé KV 314 de Mozart começou precisamente 100 anos antes, em Salzburgo. Nos anos seguintes ainda se ouviu em Mannheim e em Esterháza, mas só em 1920 a sua versão original foi recuperada. É aqui tocada pela oboísta australiana Sally Dean, chefe de naipe da Orquestra Metropolitana de Lisboa.



A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) mantém uma programação regular desde 1992. Os seus músicos asseguram uma intensa atividade que se distingue pela qualidade e pela versatilidade, o que permite abordar repertórios diversos, criar novos públicos e afirmar o caráter inovador do projeto AMEC | Metropolitana, do qual esta orquestra é a face mais visível.
Desde início, a OML afirmou-se como uma referência incontornável do panorama orquestral nacional. Apesar de estar sedeada em Lisboa, apresenta anualmente uma temporada com quase duas centenas de atuações que estendem a sua ação a 12 dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, com programações regulares junto de várias autarquias e deslocações frequentes a cidades de todo o país. Com espírito de participação cívica, a OML apresenta-se frequentemente em eventos públicos relevantes, tais como o festival Dias da Música que acontece todos os anos no Centro Cultural de Belém. Nos programas sinfónicos, jovens intérpretes da Academia Nacional Superior de Orquestra juntam-se à sua constituição base, a qual já integra, em si mesma, vários músicos formados nesta escola. Manifesta-se deste modo a importância que a Metropolitana confia na ponte entre a prática e o ensino da música. Este desígnio, que distingue a sua identidade, é exemplo único no contexto musical português e raro no panorama internacional.
A OML tem gravados mais de uma dezena de CD – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics. Ao longo do seu historial, colaborou com inúmeros maestros e solistas de grande reputação nos planos nacional e internacional, de que são exemplos os maestros Pablo Heras-Casado, Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Michael Zilm, Emilio Pomàrico, Nicholas Kraemer, Leonardo García Alarcón, Hans-Christoph Rademann, Victor Yampolsky, Joana Carneiro, Pedro Amaral e Pedro Neves, ou os solistas Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Cura, José Carreras, Felicity Lott, Elisabete Matos, Leon Fleisher, Maria João Pires, Artur Pizarro, Sequeira Costa, António Rosado, Jorge Moyano, Natalia Gutman, Gerardo Ribeiro, Anabela Chaves, António Menezes, Enrico Onofri, Sol Gabetta, Michel Portal, Marlis Petersen, Dietrich Henschel e Mark Padmore, entre outros.
A Direção Artística da Orquestra Metropolitana de Lisboa é, desde 2013, assegurada por Pedro Amaral que, a partir de 2018, acumula as funções de Maestro Titular.




Pedro Amaral (Lisboa, 1972) iniciou os seus estudos em composição com Fernando Lopes-Graça, em 1986. Graduou-se Escola Superior de Música de Lisboa (1994) e no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris (1998). Ainda em Paris, concluiu um Mestrado e um Doutoramento em Musicologia Contemporânea na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (2003). Estudou direção de orquestra com Peter Eötvös e Emílio Pomàrico e foi assistente de Karlheinz Stockhausen. Em 2004 obteve o Prix de Rome. 
Professor da Universidade de Évora desde 2007 e Membro da Academia de Belas Artes desde 2017, Pedro Amaral é autor de diversas obras, entre as quais as óperas O Sonho (2010) e Beaumarchais (2017). Foi Maestro Titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2007/08) e do Sond’Arte Electric Ensemble (2007/10), sendo atualmente Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa.




Sally Dean,  oboé | Nasceu em 1978 em Adelaide, na Austrália. Estudou no Elder Conservatorium da Universidade de Adelaide com o famoso oboísta Jiri Tancibudek, a quem Martinů dedicou o seu Concerto para Oboé e Orquestra. Posteriormente, continuou os seus estudos em Londres, na prestigiada Royal Academy of Music, onde completou o diploma de pós-graduação em Oboé, assim como o diploma de professora deste instrumento. Nesta escola, teve como professores Douglas Boyd e Melinda Maxwell. Concluídos os estudos em Londres, instalou-se em Karslruhe, na Alemanha, para estudar na Musikhochschule com o famoso músico e pedagogo Thomas Indermühle, concluindo com alta distinção o Diplom Künstlerische Ausbildung. Foi distinguida em vários concursos internacionais, incluindo o Janet Craxton Prize para o melhor aluno de Oboé da Royal Academy of Music (2001), o 1º Prémio no Concurso Internacional de Oboé Lauschmann em Mannheim (2003). Nesse mesmo ano, foi finalista do prestigiado Concurso Internacional para Instrumentos de Sopro de Bayreuth, na Alemanha. 
Tem-se dedicado a uma intensa atividade como solista e em música de câmara, tendo atuado em países como França, Inglaterra, Alemanha, Portugal e Austrália, onde se apresentou a solo com a Adelaide Symphony Orchestra. Tem sido frequentemente convidada a desempenhar o lugar de primeiro oboísta em várias orquestras, das quais se destacam a Adelaide Symphony Orchestra, Orquestra Nacional do Porto, Kürpfalsiches Kammerorchester Mannheim e English National Ballet Orchestra. Em 2004, Sally Dean integrou a Orquestra Metropolitana de Lisboa, onde ocupa o lugar de Solista A e chefe de naipe, assim como professora de Oboé na Academia Nacional Superior de Orquestra.



Para mais informações, sobre horários de abertura das salas, acessibilidades e bilheteira, contatar o Teatro Nacional D. Maria II.