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Musica Aeterna João Chambers

Ópera

Met | Poulenc | Diálogos das Carmelitas | 11 Maio 17h00

Transmissão direta

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Met | Poulenc | Diálogos das Carmelitas | 11 Maio 17h00 Met | Poulenc | Diálogos das Carmelitas | 11 Maio 17h00

Temporada Metropolitan Opera
de Nova Iorque

11 Maio | 17h00


Francis Poulenc | Diálogos das Carmelitas


Marquês de la Force: Dwayne Croft (BT)
Chevalier de la Force: David Portillo (T)
Blanche de la Force: Isabel Leonard (S)
Thierry: Eduardo Valdes (BT)
Madame de Croissy: Karita Mattila (CA)
Irmã Constance de S. Denis: Erin Morley (S)
Madre Marie de l'Incarnation: Karen Cargill (MS)

Coro e Orquestra do Metropolitan
Direção de Yannick Nézet-Séguin



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Transmissão em direto
a partir de The Metropolitan Opera de Nova Iorque
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Susana Valente




Diálogos das Carmelitas

Ópera em 3 atos e 12 quadros

Música e libreto de Francis Poulenc (1899-1963), 
baseado no drama homónimo de Georges Bernanos (1888-1948)

Concluída em 1956, esta é a segunda ópera do compositor, Poulenc que também escreveu o libreto. O argumento da ópera é uma versão ficcional da história das Carmelitas de Compiègne, freiras que, em 1794, no Período dos Jacobinos, durante a Revolução Francesa , foram guilhotinadas em Paris por se recusarem a renunciar à sua vocação.

A 17 de julho de 1794, no auge do Período do Terror encabeçado por Robespierre, dezasseis carmelitas, condenadas por crimes contra o povo francês, são executadas na Place de la Revolution, em Paris. Numa irónica e inesperada mudança, Robespierre seria, 10 dias depois, entregue à mesma guilhotina que supliciou as carmelitas.
A ópera de Poulenc, baseada no peça homónima de George Bernanos, é composta por pequenas cenas – ou diálogos – que denunciam, a cada nota e palavra, uma profunda e inquietante análise sobre o martírio e sobre o terror. A cena final, quando as vozes se vão interrompendo entre si à medida que a guilhotina faz o seu trabalho é, dramática e musicalmente, uma das mais comoventes de todo o repertório lírico. 
Diálogos das Carmelitas, cântico de fé, coragem e redenção foi, de imediato, reconhecida como obra prima da ópera do século XX.

A estreia mundial da ópera em versão italiana, ocorreu em 26 de janeiro de 1957 no Teatro alla Scala, em Milão. A versão em francês estreou em Paris em 21 de junho de 1957. Em setembro desse ano ocorre a estreia em São Francisco, nos Estados Unidos, na versão inglesa. 
Diálogos das Carmelitas é uma das mais bem sucedidas óperas da 2ª metade do século XX,  um caso raro de uma obra moderna igualmente apreciada pelo público e pelos especialistas.