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Grande Auditório Reinaldo Francisco / Produção: Susana Valente

Outros Concertos

Temporada O`Culto da Ajuda | 14, 20 e 21 de Dezembro

O'Culto da Ajuda | Lisboa

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Temporada O`Culto da Ajuda | 14, 20 e 21 de Dezembro Temporada O`Culto da Ajuda | 14, 20 e 21 de Dezembro

Lisboa   

Temporada O`Culto da Ajuda 


Talentos Emergentes . PLUGGED IN . João Silva trompete | 14 Dezembro | 21h00

Ópera | A Dama e o Unicórnio | 20 e 21 Dezembro | 21h00



Programação



Talentos Emergentes . PLUGGED IN . João Silva trompete| 14 Dezembro | 21h00

Programa

[ka’mi] - Näherungen – I. Nah aus der Ferne (2007) For Trumpet in Bb and pre-recorded Electronics

Agostino Di Scipio - 7 piccole variazioni sul freddo (1994-95) For trumpet and signal processing computer

Rui Penha - No man is an island (2014) For wind instrument (improvising soloist) and spatialized electroacoustics.

Michael Maierhof - splitting 43 (2013-14) Für Trompete mit schwingendem System, noise-Objekt und Zuspielung

Karlheinz Stockhausen - Donnerstags-Abschied (1980) For 5 trumpets (or 1 tp. Live with 4-track tape with 4 tp.)




Recital de Trompete e Electrónica

O papel tradicional do intérprete, desenvolvido a par da evolução da arte musical ao longo dos vários períodos da História da Música, sofreu, a partir de meados do séc. XX, uma complexa revolução, particularmente respeitante à utilização de sons eletronicamente produzidos ou manipulados. No caso específico do trompete, a introdução de elementos eletrónicos na performance desempenhou um papel fundamental na criação de novos horizontes interpretativos e composicionais. O advento da música mista (mais concretamente a combinação de um ou mais instrumentos acústicos com sons criados, processados ou reproduzidos eletronicamente) veio conferir ao intérprete uma paleta de possibilidades sónicas praticamente infinita. A prática instrumental, aliada à utilização de computadores, controladores e diversos tipos de elementos eletrónicos na execução, abre também as portas a um novo modo de apreciar as competências da performance. 
Neste recital, a música para trompete e meios eletrónicos é colocada em perspetiva, viajando por diversos universos estéticos e interpretativos, através de um percurso musical com obras emblemáticas do repertório que desafiam, de forma exponencial, as técnicas e cânones da execução instrumental tradicional.




Ópera | A Dama e o Unicórnio | 20 e 21 Dezembro | 21h00
Cantata Profana para Voz e Electrónica de Maria Teresa Horta e António de Sousa Dias

Direcção artística: António de Sousa Dias
Poema: Maria Teresa Horta
Interpretação; Ana Brandão
Concepção visual, sonora e programação: António de Sousa Dias
Desenho de Luz: Daniel Worm d'Assumpção



António de Sousa Dias, compositor, performer, artista visual, parte do poema de Maria Teresa Horta, A Dama e o Unicórnio, para articular num mesmo projeto uma performance para atriz e eletrónica em tempo real, uma instalação audiovisual interactiva.

A partir do universo das tapeçarias "La Dame à la Licorne·, maravilha medieval patente no Museu de Cluny, em Paris, António de Sousa Dias e Maria Teresa Horta reincidem na sua colaboração e entretecem com Ana Brandão um ambiente cruzando literatura, música, performance e artes visuais, contaminado pelo uso de meios tecnológicos.

+ info


Para mais informações, visite o sítio do O'Culto da Ajuda.



Outros concertos:


ELLE concerto com obras de Eli Camargo Júnior | 30 Novembro | 21h00


Programa

Textura de cores sombrias (2006)
Júlio Guerreiro, Guitarra


Facing Eco (2019): Solo e Consequência
Rita Nunes, Sax; João Monteiro, Marimba e Vibrafone

Em Dez Fios Tensos: (2005)
Júlio Guerreiro, Guitarra/ Catherine Strynckx, Cello
Manas Si-Mi
O Dó tristonho …
III. …tem coração de harmónicos
Mila: Re Sol!

Elle (2019, cello solo e multimédia) [Obra em estreia]
Catherine Strynckx, Cello 


Elle | Este concerto celebra anos de convivência e trabalho musical com intérpretes de excelência – músicos que generosamente tem insuflado vida às minhas obras e que, em alguns casos, as tem sonhado junto comigo. As obras foram escolhidas como amostras de um percurso onde o público pode sentir e/ou concluir o que são constâncias, idiossincrasias, e/ou possíveis valores expressivos do meu trabalho como compositor.

Nomeio como Texturas as minhas obras formalmente livres, estruturadas a partir da sua própria superfície sonora. Textura de cores sombrias faz parte de um conjunto de Três Texturas para guitarra solo – compostas a pedido de Júlio Guerreiro, e por ele estreadas no CCB em 2006. Júlio tem sido um meu parceiro regular no sonhar a obra, e esta lhe é dedicada.
Facing Eco (Consequência) foi composta para Em louvor da água, evento concebido e produzido por mim para a Escola de Música do Conservatório Nacional, e patrocinado pela EPAL, que decorreu em Maio de 2019 na Mãe D’Água Amoreiras. Desde a sua concepção esta obra destinou-se a receber uma prolongada primeira parte - Solo, para saxofone – acrescentando também o vibrafone. A estreia da obra completa, em dois movimentos, foi destinada ao presente concerto. Esta obra é inspirada nos momentos de vida em que temos de enfrentar os ecos do passado, deixando que afinal se desvaneçam antigas memórias e afectos.
Em dez fios tensos foi composta a pedido de Paulo Amorim, para os Concertos Sonata, promovidos pela Academia dos Amadores de Música em 2005, onde foi feita a estreia com Catheryn Strynx – que a tem apresentado também em duo com Júlio Guerreiro. Esta música nasce dos diferentes ‘humores’ que eu atribui às cordas: Si-Mi são cordas contíguas na guitarra, e tem um timbre algo semelhante, muito fraterno; o Dó grave do Cello foi explorado por um seu possível ‘humor’, e pelo seu potencial desdobramento em sons harmónicos; o ultimo movimento explora a nota mais grave da guitarra como apoio acústico, Mi, desenvolvendo-se sobre duas notas comuns aos dois instrumentos: Lá e Ré.
Elle é uma obra multimédia, sonhada em duo com Catheryn Strynkx – a composição partiu de memórias visuais e fragmentos sonoros oferecidos pela intérprete ao compositor. A sua proposta é densa porque mergulha no mundo sonoro particular do músico performer, e porque busca revelar alguma imagem da sua natureza – aquela de um ser estranho, maravilhoso na sua dedicação em produzir algo tão fugidio quanto são os sons da música. Elle é a cellista Catheryn, ou a própria Música, ou a sombra da sua performance, uma sugestão, uma intenção expressiva, ou uma busca, uma busca.



João Castro Pinto – The No Land Soundscape | 6 Dezembro | 21h00

João Castro Pinto, projecção sonora

Programa

1ª parte
Orquestra de Altifalantes
Interspersed Memories – on strings, murmurs and gongs (2012)
Rugitus v02 (2016)
Re-Ciclo (2017)

2ª parte
Orquestra de Altifalantes
à-τόπος (2019)
où-τόπος (2019) 

Trata-se do concerto de lançamento do novo trabalho monográfico de soundscape composition de João Castro Pinto, intitulado: "The No Land Soundscape". Neste concerto o compositor interpreta a obra na íntegra, através da Orquestra de Altifalantes. O disco é editado num formato duplo (cassette e download digital) pela editora Australiana Hemisphäreの空虚 e está disponível no dia do concerto. 




Duo Sigma interpreta João Pedro Oliveira | 7 Dezembro | 21h00


Programa 

Concerto de Lançamento do CD

"O Poeta faz agricultura às avessas: numa única semente planta a terra inteira"
Assim é a Música de João Pedro...
(Joana Holanda e a Sementeira de Mia Couto)


João Pedro Oliveira (1959) - Enigma (2018) (violoncelo e piano)

Toru Takemitsu (1930-­‐1996) - Orion (1984) (violoncelo e piano)

João Pedro Oliveira (1959) - Singularity (2019) (violoncelo e electrónica)

Bruce Reiprich (1951) - Deliquescent (2018) (violoncelo e piano)

João Pedro Oliveira (1959) - Beyond (2006) (clarinete, violoncelo, piano e electrónica)

Participação especial: Carlos Silva 


O Duo Sigma – formado pelo violoncelista Miguel Rocha e pela pianista Ana Cláudia Assis –, une-se às comemorações dos 60 anos de nascimento do compositor português João Pedro Oliveira, apresentando um CD integralmente dedicado à sua obra. No concerto de lançamento o Duo interpreta, além de obras do próprio disco, outras que fazem parte do seu repertório, construindo um diálogo entre o homenageado e outros grandes nomes de referência da música contemporânea.