A presença portuguesa em Locarno
"Maria do Mar", de João Rosas, prémio de melhor filme português no Curtas de Vila do Conde, na seleção de Locarno.

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A presença portuguesa em Locarno

A curta-metragem "Maria do Mar" e o filme documental "Olmo e a Gaivota" são dois dos sete filmes com produção portuguesa que integram a seleção oficial do festival suiço.

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"Cosmos" de Zulawski em Locarno Filme produzido por Paulo Branco integra competição do festival suiço.

A curta-metragem "Maria do Mar", de João Rosas, distinguida no domingo no Curtas de Vila do Conde, integra a competição internacional do Festival de Cinema de Locarno, marcado para agosto na Suíça.

De acordo com a programação hoje anunciada, "Maria do Mar" integrará a competição oficial de curtas-metragens, numa secção que integra também o documentário "O que Resta", da realizadora polaca Jola Wieczoerk, uma co-produção entre Áustria e Portugal.

O 68º Festival de Locarno decorrerá de 5 a 15 de agosto. Fora de competição há outras três curtas-metragens de produção portuguesa e que passaram no festival Curtas de Vila do Conde: "A Glória de Fazer Cinema em Portugal", de Manuel Mozos, "Undisclosed Recipients", de Sandro Aguilar, e "Noite sem Distância", do espanhol Lois Patiño.

A organização de Locarno tinha já anunciado no início de julho que a longa-metragem "Cosmos", do polaco Andrzej Zulawski, produzida por Paulo Branco e rodada em Portugal com elenco internacional, tinha sido selecionada para a competição internacional (ver artigo recomendado).

Na secção Cineastas do Presente figura a longa-metragem "Olmo e a Gaivota", da realizadora brasileira Petra Costa e da dinamarquesa Lea Glob, uma produção em que entram a Dinamarca, o Brasil, França e Portugal (através da companhia O Som e a Fúria).



O documentário "Olmo e a Gaivota" é uma imersão poética e existencial na mente de uma actriz durante os nove meses da sua gravidez, altura em que confronta os seus demónios interiores enquanto tenta chegar a uma nova filosofia sobre a vida, a identidade, o amor.

Em pano de fundo deste filme hibrído há uma tensão crescente entre a realidade e o que é encenado quando se põe em cena a sua própria vida. Inspirando-se livremente de Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, as realizadoras propõem uma “mise-en-scène” da vida dos actores, constantemente na fronteira entre a ficção e a não ficção.


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publicado 17:30 - 15 julho '15

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