ALIEN - O OITAVO PASSAGEIRO (1979)
Sigourney Weaver, o rosto central de "Alien"

DVD Memória  

ALIEN - O OITAVO PASSAGEIRO (1979)

Com "Alien: Covenant", Ridely Scott regressou às componentes do seu enorme sucesso de 1979: "Alien" ficou como uma referência capaz de alterar as relações tradicionais entre ficção científica e o género de terror.

Vale a pena lembrar, nem que seja por pedagógica ironia, que a música de Mozart está na banda sonora do primeiro capítulo da saga "Alien". Mas a sua transparência e alegria estão longe de definir o ambiente que se vive no interior da nave Nostromo. Ou melhor: se se escuta Mozart no interior da nave, é apenas por calculado contraponto dramático com as coisas terríveis que vão começar a acontecer.

Estava-se em 1979. Que é como quem diz: a ficção científica tinha voltado a estar na moda, graças ao fenómeno que foi o primeiro título da saga de George Lucas, "A Guerra das Estrelas", lançado dois anos antes. Em qualquer caso, "Alien" (que entre nós recebeu o subtítulo "O Oitavo Passageiro") apostava não num registo mais ou menos aventuroso e paródico, à maneira de Lucas, mas sim num retorno a componentes enraizadas na tradição do cinema de terror.


O filme realizado por Ridley Scott — que assinou, recentemente, o novo "Alien: Covenant" — vive, afinal, de uma velha máxima do cinema de terror. Assim, o confronto com uma entidade maligna (e, como é o caso, absolutamente destruidora) envolve sempre um processo de avaliação dos mistérios e limites do ser humano — ser ou não ser, eis a questão.

A música de Jerry Goldsmith é essencial ao clima do filme, como é, obviamente, a concepção do monstro, da autoria do pintor suíço Giger, H. R. Giger. Isto sem esquecer, claro, a coesão do elenco liderado por Sigourney Weaver — mais do que o capítulo fundador de um saga de sucesso, "Alien" entrou para a história como um genuíno fenómeno de culto.

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publicado 01:32 - 03 setembro '17

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