As convulsões do amornum belo filme alemão
Ursula Werner e Horts Rehberg:
uma história de prazer e dor, entrega e solidão

Cinema EuropeuMais Cinema  

As convulsões do amor
num belo filme alemão

Subitamente, uma magnífico filme vindo da Alemanha: chama-se "Nunca É Tarde Demais para Amar" e coloca em cena um inesperado triângulo amoroso

Um título inesperado: "Nunca É Tarde Demais para Amar". Este é um daqueles filmes que não se tornou conhecido de nenhum espectador através de uma qualquer campanha de televisão. É também um filme que não surgirá em nenhum top de frequência das salas (quanto mais não seja porque foi lançado com uma única cópia). E, no entanto, já há algum tempo que, no mercado português, não surgia uma obra tão frontal e ousada a lidar com as convulsões do amor.

Trata-se de um amor entre personagens com mais de 60 anos: uma mulher e dois homens (aliás, qualquer das personagens masculinas está já na casa dos 70). Seja como for, não se julgue que estamos perante uma visão telenovelesca e piedosa da "velhice". Nada disso: "Nunca É Tarde Demais para Amar" é um melodrama sem facilidades dramáticas, encarando de forma frontal o prazer e a dor, a entrega e a solidão.

Realizado por Andreas Dresen, trata-se também de um exemplo de uma produção alemã que, infelizmente, continua a ter uma presença escassa e irregular entre nós. Afinal de contas, estamos perante uma prova eloquente de que um cinema de personagens complexas (e grandes actores) continua a ser possível, sem ceder a estereótipos dramáticos ou moralistas.




NUNCA É TARDE DEMAIS PARA AMAR

De
Andreas Dresen
com Ursula Werner, Horst Rehberg, Horst Westphal
Drama, Romance
98m
M/12
ALEMANHA
2008






por

Recomendamos: Veja mais Artigos de Cinema EuropeuMais Cinema