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As formigas e o seu espectáculo

Mais uma produção Marvel para o Verão cinematográfico... mais uma sequela... Apesar de tudo, para além da rotina, "Homem-Formiga e a Vespa" propõe alguns elementos lúdicos que conseguem, pelo menos, relembrar as virtudes do espectáculo.

As formigas e o seu espectáculo
"Homem-Formiga e a Vespa": um calculado jogo de formas e dimensões
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 As formigas e o seu espectáculo
Homem-Formiga e A Vespa Do Universo Cinematográfico Marvel chega “Homem-Formiga e A Vespa”, um novo capítulo dos heróis com a incrível capacidade de encolher. Depois de "Capitão América: Guerra Civil", Scott Lang tem de lidar com as consequências das suas escolhas como super-herói e pai. Enquanto luta para equilibrar a vida pessoal e as suas responsabilidades como Homem-Formiga, é confrontado por Hope van Dyne e Dr. ...

Para o melhor e, sobretudo, para o pior, as chamadas temporadas de Verão passaram a estar dominadas pelo ruído mediático dos super-heróis — com inevitável destaque para os produtos mais ou menos formatados dos estúdios Marvel. Dir-se-ia que a maior parte das entidades dos mercados prefere dispensar a possibilidade de explorar a surpresa, garantindo apenas a rotina...

"Homem-Formiga e a Vespa" é mais um objecto típico dessa rotina, e tanto mais quanto estamos perante (mais uma) sequela, afinal um modelo típico deste tipo de estratégia industrial e comercial — a criação de um efeito de "série" provém, como é óbvio, do próprio universo da BD e, com resultados mais ou menos interessantes, tem sido recuperada pela produção cinematográfica.

Estamos, aliás, perante o retorno da equipa que já fabricara "Homem-Formiga" (2015), incluindo o realizador Peyton Reed e a dupla central de intérpretes: Paul Rudd (Scott Lang/Homem-Formiga) e Evangeline Lilly (Hope van Dyne/Vespa) — isto sem esquecer a presença dos veteranos Michael Douglas (também do elenco do primeiro filme) e Michelle Pfeiffer.

Em qualquer caso, registemos um simpático efeito de ironia e distanciação que consegue, pelo menos, emprestar uma genuína dimensão lúdica a "Homem-Formiga e a Vespa". Deparamos, assim, com uma contagiante pontuação de humor e, sobretudo, com um jogo inventivo entre o infinitamente pequeno e as mais inesperadas formas gigantes. E importa sublinhar o facto: tal jogo corresponde a uma aplicação inventiva dos muito célebres (e banalizados) efeitos especiais — mais do que criar digitalmente um mundo "impossível", trata-se de criar formas visuais capazes de sustentar alguns momentos de genuíno espectáculo. Em tempo de crise, respeitemos as formigas.

Crítica de João Lopes actualizado às 23:41 - 15 agosto '18
publicado 23:38 - 15 agosto '18

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