Bagdade, zona de segurança, 2003: não aconteceu mas podia ter acontecido
O realizador Paul Greengrass e o actor Matt Damon:
novamente reunidos numa frente de guerra.

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Bagdade, zona de segurança, 2003:
não aconteceu mas podia ter acontecido

A guerra no Iraque é um conflito em aberto cujos acontecimentos e factos continuam a ser questionados ou postos em causa. Paul Greengrass e Matt Damon, retomam a lógica de filme de acção e espionagem que tinham desenvolvido em dois episódios da série protagonizada por Jason Bourne, e enfrentam uma guerra concreta: o filme começa no desencadear da operação de libertação do Iraque, em Março de 2003, e termina quando o presidente George W. Bush decreta o final das operações principais, no célebre discurso a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln, em Setembro de 2003.

A história segue a actividade do oficial do exército Roy Miller (Damon) que investiga locais onde supostamente estão escondidas armas de destruição maciça. O insucesso das missões leva-o a questionar a validade das informações recebidas. Progressivamente constata que a imprensa publica informações falsas sobre a existência das armas, detecta actuações dos neo-conservadores em Bagdade tendentes a validar a tese da existência do armamento e descobre que a CIA não está sintonizada com as opções da administração central que pretende desmantelar o exército iraquiano.

Este é um thriler ficcionado que enreda a narrativa em factos concretos - pode-se dizer que acontece nos bastidores de eventos conhecidos e estabelece paralelismos interessantes com aspectos reais.

É um filme controverso que conjuga boas sequências de acção com uma perspectiva sólida sobre as premissas ocultas da intervenção no Iraque. É interessante porque o cinema, mesmo em grandes produções como esta, revela uma perspectiva que contraria os factos oficiais.

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publicado 02:15 - 11 abril '10

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