Casanova em versão Ópera, Teatro e Cinema.
John Malkovich e Verónica Ferres numa cena de "As Variações de Giacomo"

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Casanova em versão Ópera, Teatro e Cinema.

A digressão do espectáculo de ópera “As Variações de Giacomo”, encenado por Michael Sturminger, chegou a Lisboa no verão passado e foi filmada com John Malkovitch no papel de Casanova, o escritor veneziano envolto em memórias.

No calor de agosto, numa noite de sexta-feira, o Teatro Nacional São Carlos, em Lisboa, tem visitas especiais. No palco, fazem-se os preparativos para o espetáculo de ópera e os cantores cruzam-se com o elenco de um filme, ambos sob o signo de "As Variações de Giacomo", peça escrita a partir das memórias de vida de Casanova e que vai ser filmada.

A produção é assegurada por Paulo Branco, que assistiu ao espectáculo em Versailles e que se interessou pela ideia de passar este universo para cinema. A comandar os elencos (de ópera e filme) está Michael Sturminger, encenador austríaco que admite a complexidade do projecto com várias camadas de história, contada entre o século XVIII e a actualidade.

O filme tem um lado documental, sobre a vinda do actor John Malkovitch a Lisboa para uma ópera no Teatro São Carlos.
Haverá imagens de bastidores, e até mesmo uma fã, interpretada pela actriz Maria João Bastos, que irá aos camarins conhecer o famoso ator americano.

O ponto de partida da história centra-se nos últimos anos da vida de Casanova, passados numa casa nas montanhas, e do encontro que tem com uma escritora que pode ser protagonista da última história de sedução do famoso mulherengo. A narrativa é pontuada pelas memórias de Casanova, mostradas em trechos de ópera.

John Malkovitch, que já teve uma dose generosa de libertinagem no filme "Ligações Perigosas", volta a ser o sedutor de serviço, mas o ator não entra em comparações e prefere sublinhar a face de escritor de Casanova, um homem interessante e que sabia como contar uma história.

O restante elenco é composto pela actriz Verónica Ferres (a escritora Elisa Van Der Recke) e ainda pelo tenor Jonas Kaufmann, ou o barítono Florian Boesch acompanhados pela Orquestra Académica de Viena, dirigida pelo maestro Martin Haselbock.

Além do Teatro São Carlos, a rodagem passou pelo Palácio de Queluz e por casas privadas, onde foi possível recriar ambientes do século XVIII. O filme é uma co produção entre Alemanha e Áustria, com orçamento de 2 milhões de euros e que só deverá estrear em Portugal no próximo ano.

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publicado 19:41 - 26 setembro '13

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